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Mais um alegre blog...?!

Enfeitado , disfarçando; traduzindo: as horas, o tempo que passa, inexorávelmente, e sentindo os sentidos da minha vida e de tudo e todos os que minha alma toca e abrange. Bem vindos a este meu Universo.

Mais um alegre blog...?!

Enfeitado , disfarçando; traduzindo: as horas, o tempo que passa, inexorávelmente, e sentindo os sentidos da minha vida e de tudo e todos os que minha alma toca e abrange. Bem vindos a este meu Universo.

A nossa Influência

     Influenciamos e somos influenciados. Queremos influenciar, de preferência. Mas, influenciar bem ou mal faz muita diferença, talvez tudo isso seja óbvio para muitos. Teremos a noção da influência que provocamos? Certamente temos, pelo menos a maioria das pessoas. Contudo, podemos não saber até que ponto influenciamos e se influenciamos bem ou mal; certamente, isso faz diferença: a dimensão da influência e a característica dela, o valor positivo ou negativo que ela tem. A Influência traz em si consequências: a positiva tende a ser agradável a fazer consensos e a fluir num ritmo maravilhoso e cooperante entre outras noções que se podem tirar; a negativa tende a criar atrito, a separar as pessoas, a gerar desconforto e mesmo tenebrosidade entre outras observações que se podem ter. Muito mais pode ser dito acerca desse conceito que passa por provocar nos outros ações e maneiras de pensar, estar e proceder na vida. A complexidade que a ‘’influência’’ engloba e englobou desde sempre tornou-se e torna-se, cada vez mais, ainda, exponencialmente mais complexa (passe a redundância da palavra e conceito ‘complexidade’) com o aparecimento da internet, e da intrincada rede de informação que existe atualmente e das redes e meios de comunicação terrestres, também, falando dos meios físicos que permitem a mobilidade humana (aviões, automóveis, etc.). A entropia, que já abordei em alguns Posts deste Blog (https://johnybigodes.blogs.sapo.pt/search?q=entropia), está cada vez mais a acontecer (Na minha mente também e talvez na mente de muitos), ao nível da informação, mas também ao nível dos restantes sistemas terrestres. O aquecimento Global, por exemplo, pode ser, do meu ponto de vista, uma consequência dessa entropia (que atua intra e extra – humanamente, internamente atua na informação que circula na mente do homem e externamente manifesta-se com a ação do homem). O Homem que existe em números exagerados na terra, causando, em grande parte por necessidade, devastação neste frágil e equilibrado mundo (embora muitos não acreditem ou compreendam essa fragilidade); neste caso é a influência negativa da entropia, ou mesmo na grande parte da necessidade da atividade humana, que está a causar a extinção dos animais, quer diretamente (influência consciente e criminosa) pela matança e extinção de animais e Habitats (mesmo os protegidos por leis, etc), quer por alteração indireta dos ecossistemas (influência inconsciente e/ou desinformada ou por necessidade de sobrevivência), que provoca extinção dos seres vivos e alterações ao equilíbrio da terra, a um ritmo sem precedentes da história Humana. Mais, a influência que está a provocar na terra tem um feedback para o homem, que está a acontecer, e que aumenta a cada dia que passa, já e que tenderá a ser muitíssimo pior nas próximas décadas e que não recai, muitas vezes, pelo que me parece e nos é dado a entender, sobre os que causam o mal ou a ‘influência negativa’ na terra, mas sobre, aparentemente que sejam, inocentes e vulneráveis.  

     A entropia da informação na internet provoca, muitas das vezes propositadamente, a existência de ‘fake news’ e desinformação. Informações que deviam estar consolidadas são postas em causa e os mais desprevenidos ou precipitados ou desatentos ou incapazes de enxergar as diferenças caem no erro de acreditar e/ou defender informações que não são corretas. A negação das alterações climáticas por quem está informado e compreende o que se está a passar com esse evento é um crime. Vivemos num Mundo belo, mas, onde a influência da entropia negativa que o está a destruir não nos pode deixar indiferentes, dada a insustentabilidade da maneira em como usamos uma Terra Finita por tão grande e cada vez maior número de seres exploradores e desenfreados, predadores de topo em última análise. O inicio da grande influência dos Humanos na terra estende-se, certamente, quase ao tempo desde que apareceu o Género Homo e ainda mais o Homo Sapiens há mais de 200.000 anos, um resquício de tempo desde que existe vida na terra e que se começou por dizimar os prolíferos animais terrestres que viviam, certamente, numa diversidade fantástica dos tempos áureos da nossa terra depois de uma última grande devastação que se perde no tempo de 60 milhões de anos, entre outras idênticas, há milhões de anos, por acontecimentos diversos que poderão ter acontecido mais do que uma vez, subitamente talvez, ao longo de milhares de milhões de anos, num fascínio de Tempo que estimula as nossas mentes, que estimula a minha mente.

     O que posso fazer para mudar o Mundo? Talvez passe por se ser inteligente, como a maioria dos homens o será (e incomparavelmente muito mais que eu), ser responsável (antes de mais pelo próprio ser, por nós próprios, próprias proles, descendentes, em que cada progenitor gostaria de saber que eles viverão num mundo esperançoso e saudável), não olhar só ao interesse próprio e ao interesse híper-explorador a que a economia nos formata muitas vezes, querendo fazer dinheiro a qualquer custo, criar necessidades, supérfluas e destruidoras da nossa casa, aos outros, em nosso beneficio, só porque a economia ‘nos diz’ para fazermos isso. Viver Frugalmente - apenas o que é útil para a maioria do homem, e não destruidor do bem comum que é o nosso lar, deve prosperar economicamente, na minha opinião - não ter necessidades fúteis e desejos caprichosos (como seja ter dinheiro pelo dinheiro, pelo dinheiro fácil quando uma maioria sofre para sobreviver). Dinheiro, sim, pela sobrevivência, ou quando sobejamente, dinheiro para construção de um mundo mais equilibrado e sustentável; se bem que também compreendo que é, desde sempre, a exploração dos combustíveis fósseis que provocou e está a provocar esta repentina e perigosíssima mudança no clima, o aquecimento, mas que é largamente reforçada pela destruição de florestas, poluição de todo o tipo, que leva a um galopante ’efeito Bola de Neve’ que me leva a não ter larga esperança, como se pode querer fazer passar, e que é para mim uma curta esperança, dizendo isto de uma maneira muito crua (alimentando mais o meu pessimismo, confesso, mas querendo acreditar que Algo nos pode amparar ainda, nesta caminhada em que sendo tão ínfimos nos é permitido ver, compreender, tão vastamente). A verdade é a essência da vida, é o suco, ou melhor, é o extrato substancial que se extrai de grandes quantidades de informação; a essência da vida é como uma fórmula que nos leva a formar incomensuráveis interpretações, imensas visões acerca de qualquer assunto; mas diga-se o que se disser, tudo se resume à fórmula, às Leis fundamentais que regem toda a complexidade (aparente).

     Termo de pesquisa:  https://johnybigodes.blogs.sapo.pt/search?q=influ%C3%AAncia

 

 

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Não compreendo

        Buscamos respostas, e vamos encontrando, se não imediatamente pelo menos à medida que passa o tempo. Satisfazemo-nos com elas, quando entendemos a sua coerência e a relação com outros acontecimentos. Só que para mim, por vezes, essas respostas que tanto sentido fazem em determinados momentos deixam-no de fazer noutros momentos como se desse por errado aquilo que foi certo durante tanto tempo. E eu não compreendo - apesar de já ter havido momentos em que compreendi, pelo menos pareceu-me isso. Porque o sentido desaparece tal como a matéria arde e se torna em fumo? Será que existe uma ilusão muito maior do que aquilo que parece concreto? Não compreendo o porquê do paradoxo, da antítese que está subjacente ao que era para ser dado como certo. Nestes momentos não compreendo o comportamento das pessoas, nem me compreendo a mim, como se tudo tendesse a escapar, mas lá no fundo eu sei que tudo é feito para destruir os dados que provam o que é a verdade. Será a aniquilação da justiça que quer fazer perder a razão? Que força destruidora será essa que envolve a boa vontade?

Talvez (04 de janeiro de 2005) - Replay

Talvez se seja mais feliz sendo louco. Talvez valha mais a certeza do
incerto do que a incerteza do que é certo. As minhas memórias da
loucura estão escondidas através do dia-a-dia. Talvez tenha que mudar
de método, talvez tenha que mudar o meu discurso, talvez tenha que
mudar o meu pensamento. Talvez eu consiga ser outro sendo quem sou.
Tenho que me agradar a mim próprio para andar bem. Talvez eu deva
desistir de pensar que tenho de fazer qualquer coisa. Talvez eu tenha
que dar o braço a torcer. Talvez este mundo não me pertença. Tenho
que sair das sombras, estou farto desta escuridão. Tenho um longo
caminho a percorrer até ao sítio onde eu me vou encontrar bem, não
posso parar. Eles vão ganhar, vão levar a deles avante. Terei que me
vencer a mim próprio. EU SOU NORMAL. Não ando pelas regras dos
outros, eu próprio criei as minhas regras. Eu quero ser independente.
Eu parei no tempo em muitos aspetos. Eu sou finito. Todo o homem é
finito. Eu não poderei mudar o mundo. Mas porque a imagem pode?
Porque pode a palavra? Porque o muda o som? Porque o muda a técnica?
Porque eu não possuo um desses meios de mudar o mundo? É só sentir,
só absorver, é só esconder, como um bicho do mato. Como se o mundo
parasse de rodar quando eu desfalecesse, como se eu fosse ponto
fulcral, se é que o já não fui. Tudo o que fui a apagar-se, o tempo a
passar, e eu perco a partida. Como dar a volta, eis a questão?
A minha imagem não é a imagem de aparência. Ela é o retrato
de quem eu gostava de ser. A minha imagem traduzia-se pela perfeição.
Mas como eu posso ser perfeito se eu sou simplesmente um
humano? "Heaven is a place on earth". Talvez isso seja verdade,
talvez o paraíso seja um lugar na terra. Não, não sou feliz, não sou
bem-humorado, sou sério, a minha imagem não é o `faz ver'. Será que o
homem só pode estar ao pé do outro estando bem-disposto, com uma boa
imagem? Porque teima o homem em andar no mundo da ilusão? Já não é o
suor que une os homens, mas sim a boa aparência, a falsidade das
palavras. E a cada momento que passa ponho em hipótese se as minhas
palavras transmitem algo com sentido. Até parece que o Outono deixou
de ser Outono. Até parece que o Inverno se transformou em Verão e
vice-versa. Mas isso já não me preocupa. Talvez o que mais me
preocupa neste momento seja a minha sobrevivência.
As flores desabrocham, o sol nasce, a lua aclara a noite. A
noite mantinha o ritmo, a noite quebrou o ritmo. O mundo tem
perspetivas e perspetivas, as variáveis são imensas, as palavras já
serão poucas para descrever tudo. O mundo nunca será mais o mesmo. A
vida nunca mais será a mesma. Eu preciso de sobreviver, mas já não
sei como me aproximar dos homens, porque será que assim acontece? O
meu mundo desabou e não tem mais sentido como era. Mas novos mundos
podem surgir. Talvez eu já tenha perdido tudo o que tinha a perder.

Tem sido um momento

                Tem sido um momento, esta minha vida, tal como a de tantos, acho [digo isto para não me sentir sozinho, talvez]. Uma vida tão fugaz e enigmática, tão maravilhosa como absurda. Tudo parece magnífico, tudo parece horrendo (porque sem sentido) e com falta de um valor verdadeiro porque lutar, ou então porque a coragem se afastou de mim. Já me disseram que ‘não dou valor a mim’, mas eu não posso crer que é assim: como já disse muita vez, << eu gosto de mim >>, imenso, mas, há algo mais forte do que eu que me desvaloriza e submete a uma vida estranha e que não queria seguir de modo total (apesar de haver muitas coisas válidas para aproveitar), parecendo que sou eu que me desvalorizo; eu estou esmagado pelas forças superiores que me põem ‘rédea curta’, como sejam a minha fisiologia, o meu temperamento, algo como uma fricção existencial que me envolve e não me deixa ser outro. Admito que no fundo se não fosse tudo isto que me inibe até seria arrogante. Agora, uma pessoa que sou é tão boa, tão simples, a querer que tudo apenas encaixe (na minha vida), que seja feliz na simplicidade, na inteligência, nas forças que restarem enquanto vivo, que até parece motivo de chacota, e sou alvo de chacota em determinadas situações, uma chacota sútil como eu a sinto, muitas vezes subentendida. Será o medo o que me corrói? Ou será a prudência? Até quando ela vai durar? O destino vai-me mostrar a beleza ou o horror de quem fui? Vai-me fazer justiça, a tal que eu tanto apelo, ou isso é mais uma máscara para um mundo de casualidades em que tudo é um acaso, e eu um desgraçado por acreditar que havia normas que regulavam o mundo, que a um ‘coração bravo’ lhe era concedida a verdade pacífica da vida plena e sem rancor. Mas há aqueles que nascem para enclausurar, escravizar, desmoralizar um mundo de pessoas do underground, - como se os tais fossem superiores -, da parte mais junta ao solo, sem meios para irem em busca do que necessitam. Será então que a vida é uma simples luta pela sobrevivência, onde os holocaustos acontecem, e onde um punhado de parvos como eu se põem a questionar a existência e quem são, porque a vida não foi para eles ‘vida’ o suficiente, porque ‘é mesmo assim’. Hei-de estar sempre com as mesmas questões, repetidas blog atrás de blog até que rebente toda esta dor que vai no mundo, ou apenas a dor que vai em mim, de as coisas não serem como eu queria ou pelo menos pensava que deveriam ser, como uma criança que se sente no centro do mundo. Sei que quem vai rebentar sou eu, sou um ‘humano estúpido’ por me preocupar pelo mundo e me sentir triste por coisas que não me deveriam dizer respeito. Sei que se os meus olhos vissem a justiça ainda em minha vida, eu não estaria cá por muito tempo porque eu sou afectado por tudo, o mundo que me envolve, e o nirvana, não sei que significa depois da existência. Eu valorizo-me, mas de que adianta se quilo a que chamaremos por exemplo ‘destino’ me desvaloriza. Mas a minha vida é assim, e ‘Tem sido um momento…!’

O tempo das nossas vidas

                        Formalidades e informalidades fazem parte deste mundo humano, dito civilizado. O que é certo de se fazer? Sei e não sei, sei e não consigo explicar, mas na verdade eu tenho a presunção de que sinto como ninguém sentiu nem ninguém jamais poderá sentir… e, no entanto não passo de um ser, a envelhecer, na luta pela sobrevivência, pela busca de valores justos, com uma força que parece partir de mim quando na verdade não compreendo de onde vem e como funciona. Sou um expectador atento da minha vida, ambicionava mais, muito mais, não escondo esse forte sentimento pelo qual me demovi, mas pensei que podia ser grande segundo o senso do mundo social, e no entanto tornei-me um grande desconhecido na busca de terreno firme por onde eu possa seguir os dias que me restam. Às vezes penso em aventuras, ainda sonho como se fosse uma criança, mas já sem o verdadeiro sentido de força pela busca desse sonho, ainda sinto e vejo na minha mente como sonhava e o que queria alcançar, e sem dúvida tenho ou alcancei muito mais do que alcançaria se tal não acontecesse, embora isso ainda não me complete, e apelo assim à sorte para que me assista. Não sou bonito, mas pensei que o era, e tenho a certeza que já o fui, eu o sentia realmente, o que era ser jovem, bonito e com vigor. Mas eu ainda sou bonito, tenho um ‘Auto orgulho’ que qualquer ser tem (ou deveria ter) que será o último a morrer. Hei-de fazer Tudo, mas mesmo tudo ao meu alcance para viver, para procurar o amor que me ame, uma alma que que me faça companhia, porque ninguém quer ser um ser solitário, no entanto no fundo sou um ser exigente, quando na verdade me parece tudo aceitável. Eu fiz tudo certo no que compete à minha atitude interior numa perspectiva filosófica de vida e de acordo com uma entidade chamada Deus, e no entanto eu sou constantemente chamado a continuar essas atitudes de superioridade esquizofrénica que me ridicularizaria se eu não as conseguisse controlar, dentro das minhas posses. A minha existência é muito exigente comigo, e se essa exigência vem de um Deus, que eu o respeito como ele me respeita, eu também sou exigente com ele, eu sou um cliente desta existência magnifica que é o Universo tal como o conhecemos, e quero ter direitos e quero ser ajudado se eu cumprir aquilo de bom a que me propus no meu pensamento e me guiou vida afora, realmente, eu sinceramente quis encontrar e seguir o caminho da saúde e bem-estar interior e exterior, acabando por fazer o mais difícil, sofrendo com isso e compreendendo que não posso agradar a ideias opostas quando essas ideias não procuram se são correctas ou não, não querem um ponto de mediação. Tenho medo que tudo seja em vão, mas não tenho mais nada que fazer e desperdiço aqui palavras e palavras num monólogo desenfreado, na tentativa de me fazer implodir ou explodir e fazer as horas passar na enganosa tentativa de me compreender e compreender tudo e matar o tempo. Sou um entre sete mil milhões, sou mais 1, mas prefiro ver-me como ‘um’ primeiro, não como um numero qualquer, mas o 1º a contar de mim. Ainda não sou velho, mas realmente o que sinto é que estou desencontrado com a norma, sinto que toda a minha vida foi uma vida paralela, ou, paralela algumas vezes, outras, transversal, de atrito, no seio de uma cultura (entre as inúmeras que há e que não me convencem) que não aceito e que me revolta (m), porque conheci muito mais do que aquilo que a minha cultura me permitia perceber acerca do que eram a ‘liberdade’, o ‘bem’ e o ‘mal’, quiçá também já tenha visto o que é a ‘verdade’. Estou condicionado e não irei jamais atingir aquilo que eu queria ser. O amor tende a fugir na minha vida, desde quando eu vislumbro na minha vida o amor, mas sempre virtual, como se eu estivesse atrás de uma redoma com uma doença que não me deixa aproximar das pessoas que realmente imagino que gostam de mim, ou então como se uma força maléfica não me queira deixar sentir bem e feliz. Por mais que algo, que muitas vezes digo que é ‘a vida’, me queira levar à insignificância eu tento sempre deixar as minhas marcas neste mundo, embora saiba que as marcas que deixamos são muito relativas de prevalecerem ou não. Não sei porque as coisas são como são e porque acontecem na minha vida como acontecem, mas imagino, e sei que virá uma hora em que será demasiado tarde para ‘imaginar’ e ‘fazer’, em que a última palavra, como a primeira, do fato da minha existência, como possivelmente a de qualquer um, será a da eternidade. Mas os tempos das nossas vidas ta ai, dia a dia em que acordamos para prosseguir e apreciar a beleza do mundo hoje ao alcance da sociedade do conhecimento, da minha perdição, da minha marginalidade amorosa. Serei eu assim tão horrendo para não ser amado? Porque não me liberto, porque não serei libertado? E se o que eu vejo estiver certo? Mais ainda, e se maravilhosamente e antiteticamente nada do que eu sinto como certo é o certo e eu seja um erro, ou apenas um sacrifício medíocre a mais (simplesmente mais um) do propósito máximo da existência ou quiçá da ilusão da existência? Tanta gente que já pensou sobre estas coisas, escreveu romances, inventaram palavras e palavras sem fim, idealizações e idealizações inimagináveis para um ser só, mas utopicamente sonhadas por alguém que se tenta transcender, tenta acreditar que não, isto não pode ser um acaso. Toda esta luta da vida é eterna e o fraco tem supremacia sobre o fraco, mas acredito que nem por isso terá sempre, senão poucas vezes, a primazia da grandeza primordial da existência, gostava de estar cá para ver se algo disso faz sentido. O que interessa é que estou ca, nada mais, neste momento do tempo da minha vida, para peguntar: ‘Diz-me porquê?’.

Acreditar

            Por algum motivo cresci acreditando que havia uma verdade. Quiçá já tenha nascido com esse sentimento, em busca de uma perfeição, de ser alguém especial e que teria a minha recompensa por seguir essa busca e esse caminho que me levaria lá, a esse sentimento de grandiosidade e bem-estar. Agora, as minhas forças estão no sentido de retroceder, tudo tende a fugir, o tempo já me vai vencendo (vencendo mesmo o meu suposto rápido pensamento que em alguma altura da minha vida parece ter ultrapassado esse obstáculo, esse ‘tempo’, afinal estava em franco desenvolvimento), a fé de ‘poder alcançar’ tende a desvanecer. Tenho vivido intensamente (à minha maneira que seja), a minha mente tem transcendido todos os limites do meu entendimento, sempre na busca de compreender quem eu sou e porque eu sou como sou e como isso condiciona tudo o que se passa à minha volta.    - Aposto que a percentagem de pessoas que se tentam compreender a si próprias a sua história de vida, quando em situações difíceis, é pequena, procurando somente ajuda nos outros quando em dificuldade não acreditando no potencial que existe nelas como coadjuvante maior para a solução das suas dificuldades -. Tenho tentado acreditar que tudo o que vivi fez sentido e que no final de tudo tenho tido sorte. ‘Acreditar’ é uma palavra que uso muito, porque ‘a <<esperança>> (outra palavra que uso muito ou que tenho tentado ter sempre em mente, fortemente)  deve ser a última a morrer’. Mas há algo de diferente em mim, algo imanentemente fantástico que eu sinto, que eu sou ( e devem-me todos os que me ‘lêem’ permitir exprimir esta admiração pelo que sinto sem por isso demonstrar narcisismo da minha parte, acho que qualquer pessoa deve gostar de si, seja como for a sua situação), e que ao contrário do que posso pensar na maioria das vezes, pode dificultar ou tem dificultado a minha vida e que é a falta de continuidade das acções na minha vida, a falta de uma coerência no sentido em que eu não faço como supostamente uma pessoa inteligente e comum faz: faz coisas em que umas coisas levam a outras, sentem-se motivados por elas ou por um objectivo e vão lutando por ele seguindo um caminho sem duvidar daquilo que estão a fazer, do caminho que estão a tomar e o sentem como o correto, não divergindo naquilo que fazem, convergindo e sentindo-se bem com o que se tornam - tudo muito naturalmente. Eu não sou assim, sou um ser divergente: divirjo no pensamento e nas acções, fujo do óbvio, não o compreendo frequentemente, e dou comigo a compreender coisas que supostamente eram para ser difíceis de entender, coisas como a ‘transcendência’, o ‘imanente’, a minha vida, a compreender as acções dos homens de um modo que ainda nunca me foi abordado da mesma maneira que eu sinto, tendo uma visão generalizada e globalizada do mundo e do Universo, coisas que seriam loucas se eu as dissesse para muitas pessoas, para a maioria talvez. E, na verdade, nunca encontrei uma ligação, uma pessoa ou grupo de pessoas com quem eu pudesse viver feliz, partilhando aquilo que sinto, a verdade que eu sinto e tenho sentido ao longo da minha vida, a imensidão daquilo que sou interiormente (porque exteriormente tendo para a nulidade) – tendo falhado a maioria dos passos que tentei trilhar firmemente (alguém jogou lodo no meu caminho, sinto isso)-. É óbvio que há pessoas virtualmente fantásticas neste mundo, há um conjunto de situações (também fantásticas - tendo a sentir tudo como fantástico, é certo) e mesmo pessoas que indirectamente e ‘ao vivo’ que vêm até mim e que me levam a tornar-me naquilo que sou. Tudo o que sou não dependeu inteiramente das minhas forças, com certeza, mas a maior parte também de forças, acontecimentos e coincidências externas a mim que culminaram em momentos marcantes positivamente e que serão compreendidos de alguma forma se tudo o que sinto vier a fazer um sentido real um dia, ou seja, em que a realidade  venha a falar por si e demonstre que aquilo que senti também é válido neste mundo, também é verdadeiro, e que sou no fundo um ser aceite, que à partida parece inútil e com um aparente mesmo destino de ‘outros idênticos’, e que na verdade superei tudo com uma inteligência muito própria. No fundo gostava, como qualquer pessoa, ser alguém reconhecido, respeitado e tolerado, acima de tudo, como eu faço com o mundo. Então, o mundo tem-se revelado para mim como ‘não-perfeito’, não digo ‘imperfeito’ porque isso seria mentira, este mundo é belo, há pessoas belas, o Universo é belo, tudo o que se descobre pelo conhecimento e sabedoria é fantástico, e constrói-se com isso um novo mundo fantástico (talvez não suportável a longo prazo, mas isso é outro assunto), este mundo é o único complexamente funcional, porquanto podemos saber neste momento, não havendo outro igual, é muito difícil haver outro igual, tornando-o único. Porque o mundo ‘fantástico’ não perdura e o que é negativo, o autocontrole, o atrito, etc. não me deixa ser coerente comigo mesmo? Deixo, assim, aqui, uma outra abordagem ao conceito ‘acreditar’, hoje como tema principal.

Estranho mundo

            Começo, como tantas vezes, olhando para esta folha branca e vazia (no word, rsrsrs), com uma ideia [que tantos supostamente partilham, pelo(s) mesmo(s) motivo(s), ou não, que eu], que perfaz o título deste post, que traduz uma união de ideias, sentimentos e pensamentos. Ela é particularmente baseada num sentimento que tive há minutos e que aglomera, repito, ideias que sinto (e se formaram na consolidação que se dá no meu ser ao longo do tempo] acerca de quem sou, do que me envolve e da minha relação com essa verdade/ilusão que é o que me envolve. Assim, aqui estou eu, um anónimo nas profundezas da humanidade, com uma nesga de tempo nas horas que avançam pela noite dentro, num monólogo, pensado e registado, de algum modo e de alguma maneira, na tentativa de me expressar e de tentar perceber quem sou, o que é o mundo que me envolve e a relação que existe entre mim e o Universo (o mundo em particular). Já abordei noutros posts e nos meus pensamentos a existência de paradoxos neste Universo que se manifestam no meu ser (e que me deixam confuso ou mesmo numa angústia existencial) e na escolha de caminhos que tenho que fazer forçosamente, contra a minha vontade (e na escolha de ideias que tenho que seguir inexoravelmente). Já abordei noutros posts que em mim há ideias megalómanas, como se eu tivesse um sentido superior (megalómanas no sentido de eu querer ter uma grandeza inigualável na compreensão deste Universo e de vir a ser portador de uma conduta de verdade Universal entranhada em mim sem por isso ser infeliz e passar mal neste mundo - assim o desejo, embora tal não seja propriamente o que se passa). Mas é precisamente esse sentido que me é paradoxal, porque não tenho maneira de provar que ele é verdadeiro, não consigo assumi-lo, assim, se bem que o persigo desde sempre, impelido por forças que tendo a descobrir, e que são, exactamente, paradoxais. Como posso seguir, sendo o que sou, nestas condições? Como posso mudar dadas as contingências da minha vida? Não preciso de o fazer, mas digo: - Juro que não compreendo como tudo foi despoletado em mim, não fui eu que escolhi o meu caminho, porque estou eu metido nele?! (mas antes neste que noutro pior, claro, já o disse mais vezes, qualquer um com bom senso dirá o mesmo) ; se eu escolhi ‘algo’ (se influenciei de algum modo a direcção do meu caminho), isso representa apenas uma pequeníssima percentagem que é a pequena capacidade que tenho para escolher da globalidade, do total em que sou impelido a escolher, a seguir, pelas tais forças que me ultrapassam, desde o ‘big bang’ do meu nascimento. Sei que não compreenderei na totalidade, nunca (parece-me que não, pelo menos por agora, mas manifesto ambição de compreender), se bem que já entendi, consegui perceber, visualmente na minha mente muito do que se passa comigo, o ser estranho que sou no mundo / o ser estranho que sou e me sinto em mim, talvez por não estar no tempo /e/ou/ momento certo. Pergunto-me, inconformadamente: - como posso ser tão inútil e mal sucedido no mundo exterior a mim, o dito ‘mundo real’, se em mim há algo de tão grandioso e perfeito (pelo menos tendendo a isso), um sentido de verdade, uma compreensão coerente de tudo (mas mesmo tudo quanto existe)?! Assim sou um ser, posso dizê-lo, marginalizado, com uma maneira de pensar muito própria, um ser único (repito-o sem fim), que devia ser respeitado e sobretudo aceite como sou, o que não acontece (e parece-me que já identifiquei o móbil e as circunstâncias que despoletaram essa não aceitação, pode ser que algum dia possa e consiga falar nisso). Apesar de eu não ser deficiente físico, não me aceitam pela maneira intelectual diferente que tenho, talvez mesmo pela maneira psíquica diferente que sou - recuso veementemente que me façam conotações negativas(!). Muito provavelmente sou um homem que não vive no seu tempo, ou estarei apenas no sítio errado, embora no tempo certo, mas de qualquer modo não sei onde será o meu sítio certo. Talvez esteja num limbo desde que nasci esperando ser libertado, algo que acontecerá ou não. Mas sei que estou aqui e agora, o mesmo não posso dizê-lo do dia depois de amanhã: - Estarei neste ‘Mundo estranho’ amanhã?

A instabilidade das incertezas

            No momento em que escrevo não me sinto bem, nem sei que hei-de dizer ao certo. Na verdade, sinto que algo quer que eu me cale para sempre [ou que, simplesmente, não diga e viva silenciado], algo como seja uma multiplicidade de variáveis, coisas que eu não consigo definir ou talvez não deva definir. O meu ser orgânico não está em paz, minhas hormonas não devem andar bem, minha mente está perturbada. A minha expressão não é manifestada como deve de ser, minha interacção com o mundo social tende a ser incoerente, talvez mesmo entrópica, sinto-me a decair sem a satisfação normal de ter vivido. Acho que compreendo as coisas, mas talvez seja só compreensão à minha maneira, sem conseguir explicar o que sinto, vejo e como compreendo. Sei que a minha consciência está num grau incomum, em que consigo sentir de uma maneira diferente da ‘normalidade’ dos outros, talvez. Tudo à minha volta tende a querer encaminhar-me por um caminho que eu tento evitar em que eu não consigo perceber o porquê disso. No fundo continuo fechado em mim próprio, com uma consciência da vida muito particular, muito própria, a não conseguir interagir com o mundo que me envolve de uma maneira normal, e o pior é que me sinto mal; sei que deve ser por esse ‘algo’ que não me sinto bem, essa causa que eu não consigo combater, esse aprisionamento do qual eu não consigo sair. Gostava que o mundo fosse à minha maneira, como uma criança que se acha a coisa mais importante e que o mundo todo gira à sua volta. Feliz ou infelizmente não passo, como talvez ninguém e cada um de nós passa, de uma pequena parte de um todo muito complexo e infindável, e, sendo assim, é tão bom quando encaixamos bem nesse todo, quando tudo corre de vento em popa, e é tão difícil quando estamos desajustados com esse sincronismo, quando o atrito é imenso e, aparentemente pelo menos, é incontornável ou não evitável. A minha mente tem-se expandido com a experiência, meu conhecimento tem aumentado enormemente, mas meu ser não consegue lidar com tamanha informação que provem de todos os lados, entra em desequilíbrio, facilmente. Não consigo entender porque as coisas são como são e se dão como se dão. Vejo o que me é mostrado sobre a guerra mundial, a 1ª ou a 2ª, e não entendo de onde vem a raiz do mal, mas também, mesmo, não consigo entender de onde vem a raiz do bem, em verdade não consigo entender porque tem de existir o paradoxo do bem e do mal em simultâneo. Tanto ser vivo, tanto ser humano morto em guerras sem uma causa que se perceba, e no entanto sentimos que temos que viver e morrer; Nós, homens, somos predadores e presas ao mesmo tempo. Porque tem de tudo ser assim? Parece que tudo se dá ao acaso, e isso não está de acordo com o que aprendi, de que havia um Deus, uma justiça, que dirigia o futuro deste mundo e do Universo, e não consigo livrar-me e aceitar que tudo é uma acaso, que o Universo joga-nos a seu bel-prazer, com uma insignificância atroz, e sem justiça, no sentido de que muitos de nós que agimos na tentativa de ser correctos e equilibrados neste mundo somos os que mais sofremos por causas que nos ultrapassam e que parece impossível de, algum dia, entender. Quero justiça na minha vida, peço-a ao desconhecido, a ‘algo’ que não percebo, ainda... Eu sinto que compreendo, mas este paradoxo de que ao mesmo tempo não compreendo, acompanha-me. Eu vivo, mas esta incerteza de vida, esta vida de sociedade em que o mal brota de onde menos se espera e que quer trazer a morte até nós, que nos quer ter cativos dele [do Mal], deita-nos abaixo até pensarmos que seremos injustiçados neste mundo e tudo foi em vão, alem de que põe em causa tudo o que existe e que faz parte do meu conhecimento, sendo que Deus nunca deveria ter sido um dado adquirido, mas um dado a tentar descobrir. A verdade é que tenho medo, a minha vida é cheia de medos e incertezas. 

Poderes não vislumbráveis

              Estou aqui pensando. Onde (?) não digo, mas posso dizer que estou pensando em toda a parte, como se o poder de Deus me fosse dado dessa forma, neste meu corpo perene, dependente das vicissitudes da vida de um simples ser, e nem quero dizer com isto se ele existe ou não, mas tenho para mim que jamais alguém conseguirá dizer se existe ou não. A religião afirma que existe (!), dogmaticamente: faz cair na explicação fácil e inquestionável (porque pretende dominar através da ignorância), de que tudo é explicado por um Deus com vontade própria e incomensurável e que protege os inocentes, os frágeis. E, talvez os proteja, pelo menos enquanto não duvidarem da sua fé, como me aconteceu a mim que poderia explicar a minha vida à luz da existência de Deus, até que caí na profusão da metafísica, na transcendência do abstracto, na multi-variedade e multiformidade, talvez infinitas formas, de entender o que nos é dado, a leitura de um texto, de uma frase, quiçá de uma palavra apenas que atinge todo o seu potencial quando bem expressa, emocionalmente activa, a subjectividade e multi - interpretação das ideias. Custa-me a pensar o óbvio e o imediato, mas certas verdades ocultas da vida que chegam até mim compreendo como se sempre tivessem feito parte de mim. Compreendo o livro da vida sem nunca o ter lido, todas as histórias que fazem parte da própria vida, compreendo a inexistência de regras nesta existência de seres, nesta amálgama de acções (desses seres) que não são propriamente justas, e não posso assumir que isto que sinto seja para me vangloriar, porque na verdade, nada sou, e algo me diz que não sou bom como penso que sou, e que isto é um estado de loucura. Mergulho nesta insónia faz anos, talvez eu estivesse destinado a isso. Podia ter ficado simplesmente como um louco, viver com a inexplicação da minha vida, num vegetar psicológico, mas não, algo com que interajo, talvez a minha mente com uma mente colectiva superior, me fez tornar num louco afortunado, e me chama ainda, dia após dia para que viva, me diz que eu tenho que ter fé para que a minha verdade vença.

            Neste mundo humano de poderes emergentes, o meu poder só reflectirá poderes que estão acima dos meus, poderes fantásticos, que terão as usas vantagens e desvantagens para quem os possui. No entanto, o poder é estranho para mim, ter a capacidade de regular vidas de outros e ter a sua (a própria vida) salvaguardada enquanto esse poder o protege, ao regulador. Estarei salvaguardado no meu berço enquanto o poder de meus pais me protegerem; estarei salvaguardado no jogo, seja ele qual for, se eu for bom na aplicação das regras desse jogo; estarei salvaguardado no jogo da resistência se for saudável e/ou bem treinado ou, senão… terei que produzir sub-regras pessoais para que possa sobreviver já que não me adapto às regras, se não tiver capacidade de resistência e apelando à sorte, quando não houver outra explicação, e, mesmo assim, serei sempre um desvantajado por mais que queira vencer por outras regras. Num estado avançado da autoconsciência, todas as dúvidas afluem à mente, deixamos de confiar até nos nossos próprios pensamentos assim como não podemos confiar em ninguém, porque todos os outros como nós próprios estamos em constante mutação, e o que era confiável deixa de o ser num período mais ou menos curto de tempo. A desconfiança e a disputa são os móbeis (entre outros, muito provavelmente) do ser humano: intrinsecamente nas raízes do ser cerebral, que finge ser amigo, quando o não é; fingidor se tornou o humano (o animal humano que se acha a mais superior de todas as criaturas). Como posso saber quem é meu amigo ou não? Poderá a amizade ser uma constante? Vence o fingidor que consegue fingir até ao fim, quando não lhe descobrem a verdade de fingidor. E parece que fingir está na moda do televisivo, a ilusão da vida, do fascínio pela imagem a entrar e a transformar o modo de pensar e agir das pessoas na vida real, o actor durão que não morre, derrota e é mais esperto que tudo e todos.

            Consigo vislumbrar a ‘panelinha’ entre os seres, mas eu não tenho. As pessoas protegem-se, criam laços entre elas, e eu não tenho nem sou capaz nem faço por isso, porque tenho medo, porque um poder maior me prende, porque me rejeitaram e sei lá que mais. Vitimizo-me, sim é verdade, porque, na verdade, sou vítima, sempre o tentei esconder até que explodi… ou melhor, talvez implodi. Jogam comigo e tentam enganar-me, não sei o que farão por trás, talvez gozar, difamar, ou talvez nada disso, apenas, sou eu que torno tudo isso exequível. O meu poder oculto é ser quem sou, intrinsecamente, extrinsecamente sou vulnerável. Meus pais só esperam ver-me bem quando chego, dia após dia, mas também assim são as pessoas no geral, porque quando estou mal viram-me as costas e não querem saber do que sinto e de me ajudar, só querem que seja normal, que faça coisas normais, e eu precisava que meus pais me ajudassem a ser livre, isso é o que preciso, e eles me negam e negaram a liberdade, e eles me prenderam. Além disso, fui um ser muito mal – educado, a educação que me deram não se aplicava a mim. Mas tenho que partir de onde estou segundo o que fui.

            O poder do homem? Homem que constantemente se Auto vangloria sobre a supremacia que vai tendo sobre a natureza e dos conhecimentos que a permitem dominar, como se o homem fosse um e a natureza outra, dissociado, como se houvesse disputa entre o poder da natureza e o poder do homem, como se fosse possível aos homens vencerem a natureza. Mas que orgulho é esse?! Que luta vã é essa? O que chamam de conquistar conhecimento e supremacia sobre a natureza são na verdade passos apressados para a destruição da vida, o homem a desestabilizar o homem, uma cultura da verdade da ciência (cientifica) - que não se sabe ao certo que é a verdade mas que funciona, é certo -, e que encaminha a destruição inevitável das culturas humanas, a criação da aberração que afinal sempre existiu, a destruição de culturas, de mentalidades que pensavam (de quem pensava) viver num ambiente de valores eternos. Mas sim, para mim como para muitos outros, fizeram (-me) abrir os olhos. O melhor do mundos é uma utopia. O bem-estar anda por ai, é certo, mas é tão relativo. Pergunto-me constantemente porque para uns estarem bem têm que estar outros mal? Agora pergunto-me mais, porque quem está mal, não faz por estar bem? Mas tudo é assim, paradoxal, antitético, por contraposição, e alguém ou algo quis descobrir uma ordem que, afinal, só existe na mentalidade do homem, no sonho, nada mais que isso. Simplesmente o poder será a supremacia do mais apto e mais forte para sobreviver, quer me custe ou não, porque sei que eu não sou o mais apto e mais forte. Mas vislumbro outras capacidades de sobrevivência, mas não as defino, porque não são claras para mim.

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