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Mais um alegre blog...?!

Enfeitado , disfarçando; traduzindo: as horas, o tempo que passa, inexorávelmente, e sentindo os sentidos da minha vida e de tudo e todos os que minha alma toca e abrange. Bem vindos a este meu Universo.

Mais um alegre blog...?!

Enfeitado , disfarçando; traduzindo: as horas, o tempo que passa, inexorávelmente, e sentindo os sentidos da minha vida e de tudo e todos os que minha alma toca e abrange. Bem vindos a este meu Universo.

Ok Google

     Olhar manso, por vezes, sério e penetrante, muitas vezes, em pânico noutras, tentando controlar aquilo que deverá ter uma razão de ser, indago. E, controlo, muitas vezes. Incapazes de ir ao fundo do meu ser, assim, sou eu, segundo uma ideia que tenho de mim, de como me vêem. Se bem que muita gente pensa que me conhece, que me consegue tirar a minha conduta de um só relance, ou da leitura de um blog ou de um facebook, por exemplo, não querendo afirmar, com isto, que sou uma pessoa boa ou sou mau, superior ou inferior, isso é relativo a complexas interpretações, que, por vezes, parecem simples e de rápida dedução. Com qualquer internauta provavelmente será assim. Neste mundo em que tudo tem explicação, e em que se consegue saber mais de um individuo do que o próprio individuo, será que tenho que me acometer a um rótulo, quando não posso enquadrar-me numa explicação própria do que se passa comigo, e na minha relação com a sociedade? Quero acreditar que quem faz cara feia também tem valor neste mundo, e poderá ter muito mais valor do que algum ser jamais poderá imaginar ou idealizar. Eu não estou certo, eu próprio o digo e me tento corrigir e me dirigir, pelo menos em ideal, em pensamento, para a meta do que é a Verdade e do que é correcto, se conseguir. Mas, o mundo humano anda, certamente, num delírio (que se manifesta claramente na internet), em que quem não entra em determinados trâmites é ignorado e menosprezado. Que conceitos tóxicos são esses (?), em que muitos embarcam facilmente, segregando outros seres, só porque eles se acham mais belos (e, aparentemente, certamente o são), mais inteligentes (e, aparentemente, certamente o serão), com mais poder (e, se têm muito dinheiro, certamente se acharão), etc. E o tóxico sou eu? Passando para um outro reflexo do que é o mundo humano, para mim, a humanidade do mundo virtual anda presumida, na ilusão de que a tecnologia resolverá tudo e a ciência resolve todos os problemas (eu mesmo, neste blog, pus a esperança de que a internet iria resolver muitos problemas de muita gente. Constato que resolveu ou apaziguou muitos, mas há outros a aparecer), mas, pressinto que isto que aparenta ser a solução, se vai tornar em grandes problemas, como o é, já, a poluição e o aquecimento global, por exemplo, derivado do uso inconsciente, mas necessário para a evolução do mundo humano, dos combustíveis fósseis, ilusão essa, em que se continua a abafar aquilo que deveria ser uma mentalização séria e global (mesmo a propósito da globalização que provoca a internet), em nome de algo grande (talvez o poder económico vigente e aceite por todo mundo) mas que não é de fiar e se está a tornar numa norma e bitola descontrolada. A tecnologia e a virtualização da informação, primeiro através da televisão e recentemente, em particular nas duas últimas décadas, da internet, faz-nos caminhar para um mundo tecnológico de marginalização em massa (aquilo a que eu mais presto atenção, porque me sinto parte desse contexto) em variadas vertentes – Laborais, económica, intelectual etc. e em que por vezes, me parece que nem uma revolução, no sentido clássico de guerra, faz sentido (a não ser que se queira destruir a terra e a nós próprios, como deveria ser óbvio para todos), uma vez que ela não irá resolver o imbróglio massivo em que a nossa espécie se meteu, em que o nosso sucesso (em amplo sentido do conceito sucesso: no sentido de reprodução, da capacidade de conhecimento e eficaz exploração da Terra, e da magnifica técnica e tecnologia criada, fruto duma capacidade imparável, em que a ambição de cada ser não tem limites definidos) poderá ser o caminho para a própria destruição. Mas, ainda assim, será que é Deus que assim quer, pergunto-me, baseado na minha Fé? Os dados e a informação estão aí, portanto, como resolver isto sem causar danos maiores e muita destruição humana como foi a das grandes guerras mundiais por exemplo? Grandes Guerras, em que, quase, destruíam o mundo, e, talvez, se tivesse sido assim, seria felizmente para mim, pois, eu não estaria aqui para sofrer na pele as alegrias e as tristezas de viver humanamente. A tecnologia está aí, o poder diluído, ou talvez não. Talvez Ele (o Poder) esteja na mão de quem controla essa tecnologia. Tudo o que disse em cima e faz parte da realidade ‘’clássica’’ acontece na estrada da Vida, como ela se apresenta pela visão Darwinista da evolução. Fazendo uso desta metáfora (como poderia ser outra qualquer): quem vai de automóvel vai mais rápido e vai com mais controlo e segurança do que aquele que tem que ir a pé, na mesma via, e que vai mais lento e sujeito ao atropelamento de uma viatura, por parte de outros que conduzem precisamente com mais controlo e segurança porque estão blindados pelo poder tecnológico; a vida é mais difícil ou mesmo impossível para quem vai a pé, pelo menos, a partir de certo ponto, assim será. Particularmente, o Google tende a remeter-me para a recôndita condição da nulidade, assim é, se eu não agir, na internet. Os Algoritmos subestimam-me, não me passando do zero, se eu não fizer algo para sobressair, e tem de ser de acordo com os algoritmos, que, dizem, já conseguem saber mais de nós mesmos do que nós sabemos de nós próprios em toda a nossa vida. Será que o queremos dizer não tem valor? Só teremos valor enquanto vivemos? Será Deus que assim quer? Porque o sentido da contrariedade? Certamente a internet, o Virtual, é um reflexo da Realidade, da nossa realidade. Neste puzzle da Vida, eu gosto de divagar e pensar, porque realmente é fantástico, e as peças vão encaixando à medida que o tempo passa. Mais uma vez digo, vivo num tempo fantástico, impressionante, inimaginável, mas muito incerto, e digo, mais uma vez, também, sinto-me frágil e perene, embora o meu cérebro me queira dizer, quando estou bem e protegido pela tecnologia, que sou imensamente forte e me esqueça da finitude das nossas vidas, isto porque, talvez, eu me imerso na Fonte da Eterna Sabedoria e beba da água da grande mente humana, um só como um todo. No entanto, não sei que pensar acerca do silêncio que me envolve, não sei porque se calam essas vozes, se são contrárias, se por respeito, se por não fazer sentido aquilo que digo ou se, afinal, aquilo com que caracterizam os outros, determinadas pessoas, é aquilo que, de facto, elas são. Assim serei eu também. E no entanto, peço perdão por não ter dito as palavras certas em muitas ocasiões, demasiadas ocasiões; peço perdão, quando não digo as palavras certas; assim, também eu fui alvo do que não é correcto dizer e fazer, e nunca serei perfeito, nunca o homem será perfeito nesta vida, ninguém, mas isso não pode ser motivo de impunidade para ninguém, tudo tende para o equilíbrio, os elementos da nossa Física, e que pertencem à ciência, também tende para a estabilidade. Nunca estivemos tão perto do conceito do Divino, de poder explicá-lo. Sei que para evoluir tem de se errar, é difícil de acertar nas palavras certas assim como agirmos bem logo à primeira, faz parte do processo de evolução vista do ponto de vista Darwinista e da representação clássica da realidade (numa alusão baseada na Física clássica e nos conceitos Filosóficos dos nossos ancestrais, mas, conceitos mais profundos tendem a emergir actualmente). Realidade clássica, essa, observada do ponto de vista concreto, a que se apresenta a nossos olhos, num sentido óbvio. Mas, falando a um nível muito mais profundo, tenho um conceito em mim, que se amplia a cada momento que passa da minha vida, de que a gente não deve errar, porque errar, no sentido de um Real preceito de Viver, nesse novo nível de Universo, que reside em nós, significa ser alvo de um escrutínio muito justo que se realiza a cada momento que passa, essa é a minha revelação, essa pode ser a revelação dum mundo a advir e que eu já não farei parte, possivelmente. ‘’O futuro a Deus pertence’’. Neste momento, pelo menos, apresenta-se plausível essa ideia, que é, como que, mais uma fórmula para a minha vida, e quiçá, se for como acho, a de muitos homens e mulheres que querem acreditar que há algo mais do que ciência e tecnologia, se é que me entendem. Esta tecnologia que eleva as mentes extrovertidas, digo assim, que são chamadas a raciocinar em público, são um ideal válido em grande dimensão dos ideais conceptuais em que a tecnologia da imagem e do som, quando entra em acordo com a beleza física, nos leva a um patamar de entendimento da inteligência como sendo um padrão a seguir. Mas, tenho para mim que as mentes com grandes dificuldades em se exprimir em público, com fisiologias frágeis ou incapazes de se adaptar, ainda assim, poderão ser preponderantes na direcção que o mundo pode tomar, e, devem ter lugar nesta realidade e ser contraponto de equilíbrio de todo um ideal de imagem e beleza e de um mundo televisivo onde tudo funciona correctamente, condensando a norma tecnológica vigente, que cria um mundo de perfeição ideal, que deve ser o ponto de referência que nos guia idealmente, é certo, mas que se revela, demasiadas vezes, não verdadeiro na realidade pura e dura; Os motores de busca têm as suas idiossincrasias, e com isso podem elevar-nos mais alto ou rebaixar-nos à insignificância de uma busca eterna. Hoje, novamente, estou aqui.

 

 

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Preocupações pessoais e ambientais

            A minha preocupação com o que se passa na minha vida é proporcional ao que se passa no mundo e no Universo, e proporcional à impotência que sinto pra mudar para melhor qualquer uma das anteriores situações. Tento compreender o que se passa, mas sei que não é o facto de compreender que muda as coisas em si, porque o facto de compreender é meramente o de observar com mais aproximação e verdade o que se está a passar, não significa que tenhamos a capacidade de controlar ou mudar as coisas. Um homem não é ninguém sem os outros homens, assim como qualquer ser nunca foi algo substancialmente potenciador de mudança sem pelo menos haver outros seres que o envolvem, sejam da mesma espécie ou não, além de todo um ecossistema que lhe permite efetuar mudanças; e até ao século passado ou séculos passados, talvez poucos milénios atrás, já com a existência do homo-sapiens, terá havido o pico da Biodiversidade, que acredito ser difícil de voltar a encontrar na história da terra [Tenham medo, pois a terra nunca mais será a mesma, por mais que tentem fazer ver que está tudo a ir para melhor, que o pior já passou, como que iludindo as crianças e os ignorantes – A matança continua, e a maldade, malícia, ganância do homem nos levará ao fim]. Assim é a terra, um ecossistema único onde a vida cria vida e a mantém pelo passar dos tempos, dos milhares de milhares de anos que fazem a história da terra. Estamos fascinados pelo poder da comunicação em tempo real, pelos Media, pela internet, pela tecnologia, numa cegueira desenfreada, não há quem oriente as massas no sentido de conservação da terra, da abnegação pelo poder de controlar desenfreadamente as mentes que estão zombies. Falar é fácil, mas fazer é muito mais difícil, incomparavelmente mais difícil, talvez não haja uma vontade clara no rumo que o mundo toma, e tudo segue ao acaso, mas um acaso medonho. Uma nova ordem se impõe, disso tenho a certeza, a fim de ainda salvar o mundo, de reduzir a nossa dor e a dos filhos que são amados. Os corações estão totalmente eclipsados pelo poder de exploração da natureza a que o homem foi capaz de chegar, e, ao mesmo tempo isso permite criar realidades supérfluas. Os problemas, quando não nos tocam, são sempre dos outros, como se houvesse sistemas completamente isolados, como se fossemos imunes ao que está longínquo, quando na verdade tudo está relacionado. Na minha mente, procuro pela resposta à questão se o homem tem o direito de usufruir da natureza para seu prazer, sem pensar nas consequências num futuro mais ou menos longínquo ou imediato, e a resposta mais justa que encontro é que se o homem tem o direito de usufruir, também tem o dever de cuidar e proteger, de permitir a renovação do ecossistema para seu próprio bem.

            E que tal se plantássemos árvores? Uma ideia que vem desde sempre, pelos conservadores e protetores da natureza, que faz todo o sentido e que significa abrangentemente: ‘Protege a natureza e te protegerás’. Porque existem cidades onde pessoas não sabem mais o que é a natureza, como funciona a natureza? Porque não nos viramos para o conhecimento da fauna e da flora, de uma maneira massiva, e tentamos proteger a natureza para nosso próprio bem, em vez de passarmos horas da nossa vida vendo filmes, galhofando das vidas alheias, criando ilusões, fantasias, novelas, inação saturada, doenças. Nada é connosco, é, por exemplo, com os governos…; Porque os governos não têm poder, porque não há um ‘bom’ poder? Será que o poder existe na verdade? O poder para proteger o interesse do equilíbrio da terra? É difícil… essa é que é a verdade. A teoria é uma, até pode ser boa, mas a prática é outra, difícil de implementar, e, mesmo assim, sem desculpa para não tentar.

            Pessoalmente, tenho um certo contato com a natureza, tento ter uma vida diversificada, dentro do que são as minhas energias e capacidades; sei que posso pouco, mesmo assim; as minhas habilidades sociais são curtas, mas a minha maneira de sentir o mundo é única, continuo acreditando nisso; e no fundo, sem ser egoísta por isso, preocupo-me imenso comigo e com a injustiça que me envolve, tentando libertar as amarras que de algum modo me tentam acorrentar, o desequilíbrio que se acomete comigo.

 

 

Desafio das mudanças

      Há desafios em cada momento das nossas vidas, porque a mudança é uma constante, em maior ou menor grau. E porque a mudança é constante e apenas o melhor tende a perdurar chamamos, a isso, evolução. Acontece que o ‘melhor’ (que a evolução seleciona) é selecionado ou evolui à custa do ‘menos bom’ e ‘pior’, não tendo, assim, menos importância o ‘menos bom’ e ‘pior’ do qual depende o ‘melhor’, apenas o ‘menos bom’ e ‘pior’ dura menos em termos de evolução. Fica aqui mais uma apologia dos mais fracos, porque quando o Sol nasce é para todos. Além disso o melhor também deixará de existir; E mais: se é melhor agora não quer dizer que será melhor amanhã. Além disso, ‘o melhor’, o ‘menos bom’ e o ‘pior’ existirão em maior ou menor grau em todos os seres ao mesmo tempo, apenas sendo mais utilizado, a longo prazo, ‘o melhor’ de cada ser, de cada coisa (generalizando), ao longo da vida de cada um, ao longo da existência do Universo, do ínfimo e do máximo.

            O desafio das mudanças leva-nos a tentar adaptar de qualquer modo; hoje tenho tempo para divagar sobre o ‘desfio das mudanças’ porque a minha direção de adaptação me levou a isso; para muitos, este modo de estar na vida não faz sentido, este observar a vida, divagando, por exemplo, pelo dito tema, isto porque o sentido de adaptação é outro, porque tudo se lhes conjugou de outra forma, de outras formas. Tenho que ser feliz com o que tenho, não com os sonhos desmesurados que não terão lugar na minha vida, e no entanto, sonho, e é esse sonho que me conjugou como eu sou e me conjugará como serei; sou feliz por isso, por ter existido e compreendido; mais, algo me diz que devo lutar contra esses desafios, porque tudo tem que mudar, porque não podem simplesmente apagar o que é bom, ‘o melhor’, é a lei, mesmo que seja provisória, ‘Dura lex, sed lex’ é a lei da vida, quiçá de Deus.

10 anos de Escuridão

 

  1. Um número que marca mais a minha vida que outros números. Pelo menos, neste momento, merece a minha atenção, em especial, assim como quando o mundo me acolheu e me fez despertar os sentidos da atenção física e psíquica. Temos o Pólo norte e o Pólo sul assim como temos o yin e o yang. Temos os opostos que se complementam. Temos o Pólo negativo e o Pólo positivo. Temos o sexo feminino que se complementa com o masculino. Temos a suposta existência dos antitéticos conceitos do ‘bem’ e do ‘mal’. Temos, de uma maneira geral, definições de factos reais, de coisas palpáveis, como temos definições de conceitos ou coisas abstratas, ou ainda, temos antónimos, paradoxos, mas, sobretudo, os opostos (falando de uma maneira geral) existem e serão norma. No entanto surge algo nesta existência do Universo que o mantem rico e sem se auto anular nessa premissa dos opostos. A existência de algo que provoca o desequilíbrio talvez seja uma bênção. Além do mais, temos o dia e noite, que, assim como que do nada que eu era, o nirvana, surgi para ser tudo o que poderia ser até agora e puder continuar a ser. ‘10 Anos de escuridão’ significam 10 anos de abandono do dia para ter o refúgio, inesperado, da noite, essa, que me levou a juventude para vir a ter uma maioridade confusa com o sentimento de que não sou independente e maior de idade como na era temporal em que realmente estou. Mesmo depois de tanta cogitação que me foi proporcionada por esses 10 anos de noite, de acalmia (pelo menos aparente) eu ainda sou uma criança que grita por liberdade e saúde, que sonha ser uma pessoa normal. Li algures numa revista, nessas longas noites que, (que me parecem que foram tão pequenas, agora, a esta distância), cerca de 10 anos é o tempo que leva o organismo fisiológico humano para se regenerar por completo, célula por célula. Eu me regenerei organicamente, mas muita das coisas que a mente tinha de recordações menos boas transitaram para os novos neurónios, mas acho que não poderia ser de outra maneira, acho. 10 Anos da minha vida em reflexão profunda, coração batendo no vazio, respiração pausada, quando não sem respiração, vermelho muitas das vezes, o sangue completamente alterado, extra sensível à luz solar e ao mesmo tempo necessitando tanto dela, tentando atingir o meu limite do meu entendimento da minha vida, de um Universo que existe ou deveria existir em cada um de nós. A força, que na verdade era uma farsa e não força, e que parecia estar a atingir limites extraordinários, levar-me-ia a novos domínios que agradariam a muita gente. 10 Anos inesperados, com um final inesperado, não fatal, não, graças a Deus, porque a vida persiste e diz que não é a hora, e então o mundo gira e muda as coisas para que tudo vá da maneira, como que, pré-determinada, como se o nosso destino estivesse escrito nas estrelas – enfim, um mundo inteiro de frases feitas prontas para inovar no mundo das ideias. A magia de uma infância, os sentimentos do magnífico sentimento de um mundo a conquistar e saborear com espirito de paz e liberdade ainda paira em mim. Poderias dizer como já eu disse muita vez, que talvez não fosse magia, mas sim ilusão; mas não, afirmo, veementemente que, realmente foi magia. Ainda mais, foi essa magia que me fez continuar, bem ou mal, e foi esse desejo de conquista do mundo (que no fundo é a minha vida) em paz e no bem, no intuito da liberdade que se conquistaram ilusões, que eram na altura tal, para vir a ser algo real, nem que seja virtualmente, uma realidade virtual em muitos aspetos. A ilusão está lá, na infância, mas a magia leva-nos a querer atingir essa ilusão ou muitas dessas ilusões que temos, e o curioso é que vamos atingindo muitas delas fantasticamente. Sei que há muitas crianças que não devem ter essas ilusões, não lhes é permitido por esse mundo afora, pelos mais inúmeros e variados motivos. Sei que vivem na escuridão mesmo que não vivam na noite, não transbordam fronteiras físicas e/ou do conhecimento, e o pior não é isso, vivem mal, não são amadas da maneira que deviam ser, não têm o essencial para ter uma vida que diga que vale um pouco a pena; são muitas vezes filhos e filhas de pais que é como se fossem incógnitos mesmo que não o sejam, quando os têm, as ligações emocionais básicas estão quebradas. Existem estes que não reagem e existem o que reagem mal, lutando da maneira errada. Também há aqueles que não sabem nem querem saber, e mesmo que saibam não querem acreditar, apesar de tudo o que a vida lhes dá e mostra e demonstra, em abundância. Mas há momentos que, para lá da escuridão, o que se procura é o que é justo, o que é belo, saúde, liberdade que vem com a tolerância que por sua vez procede a inteligência e o amor pela vida e pela sua fragilidade, do mundo, do planeta terra, da nossa mãe terra. Mas inteligência não calha a todos, e em 7.000.000.000 de pessoas na verdade, apesar de escrever o que escrevo, eu não conheço uma que seja, ou… talvez um dia, as conheça todas. Sim, se na verdade tudo levar a um só coração batendo em uníssono, respeitando a diferenças e agir em liberdade um com os outros, coisa que me é difícil de alcançar, como se fosse uma ilusão que a magia que me resta deseja alcançar. Então seremos livres, de noite ou de dia, porque mesmo de noite não haverá mais escuridão.

 

Meia-noite

            Dlim, dlom! Meia-noite. Caminhando ao luar, pensando frescamente numa noite quente de Verão. Boa disposição não faltava. Ao longe via-se incomensuráveis luzes. Estava no ponto mais alto. No ponto onde jamais alguém tinha estado. Dali via o tudo, não ao pormenor, mas via o principal. Via o passado, e o presente quanto baste. Mas estava insatisfeito, queria ver mais, queria ver o futuro. Queria ver os erros para os poder evitar. Queria ver o infinito. Queria, pelo menos senti-lo nos meus sonhos. Queria tocar na utopia. Satisfazer o meu gosto de viver.

            Viver. Somos nós. Queremos demarcar-nos, tomar posição. Mas há uma sociedade, há regras, que nem todos conseguem aceitar [conseguem cumprir]. Há injustiças… nem que sejam só nos nossos olhos. Há palavras sem nexo. Há a vontade de conversar, conversar de tudo, do mais intimo, não só de amor perverso como se pode pensar logo há partida por algumas mentes ufanas, mas do além e ao mesmo tempo da realidade. Mas a realidade é aquilo que um homem quer que seja. A mente pode ultrapassar a realidade e criar outras que parecendo falsas para quem as não criou, são verdadeiras para quem as criou. De maneira que os verdadeiros valores da vida são substituídos por valores mesquinhos, que só podem sair da imaginação mais rasca. E passam-se tempos a criticar os outros como sendo os culpados. A toda esta ordem contrapor-se - á a desordem. Excessos, extremos, extremistas, loucos Ah! Ah! Ah! De tudo corre nas veias do tempo do Universo… até a vida coube. 

Uma só Palavra

            Pudera eu exprimir-me todo numa só palavra! Uma palavra com que descrevesse tudo aquilo que somos, quer física quer psicologicamente. Ah! Se eu pudesse… seria perfeito! E aí, descreveria o Universo, estrelas que se movem com um ritmo regular e sem fim, em que se engloba a célebre frase: ‘Nada se ganha, nada se perde, tudo se transforma’. O movimento perpétuo, o sentido intangível pelo homem, o tempo que é espaço sem fim nem princípio.  

 

 

 

 

OBS:  Este texto foi escrito nos anos 90.

Obra existencial

            Que sente um homem que vive aprisionado? Haverá a existência e separação do ‘bem’ e do ‘mal’? Como é a ‘relatividade de tudo’ para uma pessoa e para a humanidade em geral, e, de que forma estão as emoções relacionadas com essa relatividade e também com o conhecimento e sabedoria? Como um homem pode ser especial se vive aprisionado e não é conhecido? Será possível a todo e qualquer homem atingir muito conhecimento e sabedoria? Serei eu um fanfarrão que se auto -intitula conhecedor e sabedor? [Mas podem ter a certeza que sou apologista do saber e do conhecer]. Estarei eu mesmo aprisionado ou tudo será fruto da minha mente? Serei eu um marginal neste mundo? Se o for, será esse o motivo que me torna especial? De onde me vem esse desejo de ser especial? Porque não posso ser ao mesmo tempo especial, livre e feliz comigo mesmo e com os outros? Porque a maldade da destruição me quer atingir? Porque há uma força que me quer levar ao abismo e outra me quer levantar quando me prostro ou o mal me atinge? Perguntas e mais perguntas. Sim, já me disseram numa ‘expressão ortodoxa’ que eu era ‘ótimo’, devo ficar feliz por isso, e não, não foi, nunca, da boca de meu pai (efetivamente da minha mãe já ouvi elogios). Ele, a causa de eu estar aqui e agora, neste contexto, com esta forma e feitio, tenho quase a certeza que foi isso. Terei algum complexo de édipo? Na! Não me parece, invenções e mais invenções de teorias que querem explicar objetivamente aquilo que não é explicável, a psique humana, o comportamento humano, que me querem julgar erradamente. Como explicar a emoção humana? A ligação emocional entre os seres? Não quero acreditar que tenha de me queixar de quem me devia amar, sinceramente, nem queria absolutizar todo esse mal (é forte a palavra ‘mal’, admito), pelo menos não queria absolutizar toda essa real indiferença da parte dele (‘indiferença’, essa é a palavra mais suave e que se engloba melhor no contexto de que estou a falar). Vejo quem chora a ausência física de um pai que foi perdido. Vejo tristezas por não se ter nem mãe nem pai. Vejo tristezas por se ter sido abandonado. Não fui nem tive tais coisas. Mas, vejo-me, a mim, aqui, magoado, por ser quem sou, por, apesar de ter um pai e uma mãe, no entanto, um pai sem sentimentos, cheio de falsidade, enganador, realmente sinto - me enganado e usado, e só eu sei o porquê. Meu pai projetou-se no futuro com sua maldade mais intrínseca, incapaz de pôr o interesse do seu filho, futuro do seu futuro, na devida importância. Ainda vejo o momento fulcral de seus olhos chispantes a rogar-me um mau futuro, indiretamente, essa tal ‘indiferença’ que o carateriza contra uma criança que se pode resumir a esse primordial momento que compreendi o meu futuro, em que eu me projetei ate estes momentos que tenho passado agora. A História deve estar plena de casos como os meus; sei que a bíblia, por exemplo, aborda a eternidade de toda a história do homem que se repete vezes e vezes sem fim, exemplos e mais exemplos de lutas de pais contra filhos, ou ainda de um ‘bem’ contra ‘um mal’, quer isso se dê a nível familiar ou extra – familiar. Penso que também relata a eterna luta animalesca do mais forte que derrota o fraco na realidade que é este mundo. -Gostaria, do fundo do coração e da minha vida, que se rompesse toda a coerência da história do mundo, uma vez a minha existência ter irrompido nos paradoxos do mundo, eu que nasci fraco e revoltado, seria uma obra existencial que talvez nunca tenha acontecido se os fracos (inteligentes, conhecedores e sabedores) do lado do bem e da razão irrompessem do vazio da existência e derrotassem os fortes do lado do mal !!! Talvez ai o mundo se tornasse melhor - Enfim, uma utopia, que leva a considerarem-me louco, certamente, ao ir contra os desígnios da existência deste mundo, desta terra. Assim, no entanto, esta foi a minha possível vida, este terá sido o passado menos mau que pude ter e só tenho de aceitar. Será que faço de meu pai o bode expiatório da minha situação? Não creio, e é tão difícil explicar, exprimir o porquê de ser assim, mas eu sei-o (o ‘porquê’) e mais ninguém, eu sinto-o desta maneira, e custa-me imenso se tiver que morrer com este sentimento, no vazio, atingindo o nirvana sem o gosto da verdade justa. Terá que ser assim?! Anos e anos a ‘falar tristeza’, a redescobrir o meu passado, a entender que afinal tudo tem sido mais forte do que eu, querendo mudar o mundo, a expectar a mudança do mundo para comigo, porque eu me tenho sentido impotente para mudar. Talvez num desperdício de tempo, nos olhos de muitos, sempre assim, faz anos, cansado, agora, pelo tempo, pensando que esse ‘tempo’ estava do meu lado, será que não está? Pensando também que meu pai estava do meu lado, uma ilusão, enfim que tive que ter para crescer, neste mundo de promiscuidade e falsa retidão nas ações, enganado pela própria existência – generalizando, falsa retidão dele assim como daqueles que são egoístas, egocêntricos e que absolutizam o seu seres, seus corpos e as suas vidas, não aceitando o fim de tudo, fazendo crescer o mal neste mundo superlotado. O fim aproxima-se dele, se bem que pode aproximar-se de mim primeiro, contudo sempre o disse e senti: ‘Não tenho medo da morte, mas sim, do sofrimento’, e apesar disso, sinto-me a sofrer constantemente, senão, certamente, não estaria aqui, neste blog, transmitindo o que transmito, sempre com a esvanecente esperança de que ainda hei - de ser feliz. E agora digo mais, tenho imenso receio da injustiça perante a minha vida, por isso, agora, também procuro a justiça – E, procuro aperfeiçoar o entendimento desse conceito, a ‘justiça’.

            Que aos bons chegue o bem, e que eu saiba quem me envolve por bem, se me for permitido.

Escrevi isto ao som de:

 

1. Paul Young - 02 - Everytime You Go Away (4:25)

2. Johnny Hates Jazz - Turn Back The Clock (4:32)

3. 15 - Bonfire - You Make In Feel (4:44)

4. Simon Climie - Dream With Me (4:50)

5. Sydney Youngblood - I'd Rather Go Blind (4:17)

6. 01 - Jennifer Rush - Power Of Love (6:02)

7. Cock Robin - When Your Heart Is Weak (4:40)

8. Marc Cohn - Walking In Memphis (4:17)

9. Climie Fischer - Love Like A River (4:24)

10. Jon Secada - Do You Believe In Us (4:00)

11. Jennifer Rush - A Broken Heart (4:09)

12. Talk Talk - 15 - Such A Shame (5:43)

13. Mike & The Mechanics - 13 - A Time And Place (4:51)

14. Maggie Reilly - 02 - Everytime We Touch (4:04)

15. Richard Marx - Angelina (4:07)

16. Phil Collins - 10 - Long Long Way To Go (4:21)

17. Phil Collins - I Wish It Would Rain Down (5:29)

18. F.R. David - Words (3:35)

19. Celine Dion - 07 - Where Does My Heart Beat (4:30)

20. Marillon - No One Can (4:37)

21. Richard Marx - Right Here Waiting (4:26)

22. A - Ha - The Sun Always Shines On Tv (5:08)

23. Phil Collins - 01 - Do You Remember (4:38)

24. Frankie Goes To Hollywood - The Power Of Love (5:30)

25. Richard Marx - 13 - Chains Around My Heart (3:46)

26. Chris Rea - Texas (5:09)

27. Toto - Rosanna (5:31)

28. Roxette - Fading Like A Flower (3:51)

29. 11 - Peter Cetera - Glory Of Love (4:23)

30. Nik Kershaw - The Riddle (3:53)

31. Roxette - It Must Have Been Love (4:19)

32. Curtis Stigers - 01 - I Wonder Why (4:28)

33. George McCrae - Rock Your Baby (3:53)

34. Christopher Cross - Words Of Windsom (5:49)

35. Vaya Con Dios - What's A Woman (3:54)

36. Paul Young - Don't Dream It's Over (4:24)

37. Roxette - Spending My Time (4:37)

38. Spandau Ballet - How Many Lies (5:24)

39. Beverley Craven - 05 - Holding On (3:52)

40. M.C. Hammer - Have You Seen Her (3:55)

41. Fleetwood Mac - Dreams (4:18)

42. Mike & The Machanics - You Are The One (3:38)

43. Fleetwood Mac - Sara (4:38)

44. Eurythmics - Miracle Of Love (4:37)

45. Paula Abdul - 06 - Rush Rush (4:21)

46. New Kids On The Block - 16 - I'll Be Loving You (4:24)

47. Sonny & Cher - I Got You Babe (3:13)

48. Peabo Bryson & Roberta Flack - Tonight, I Celebrate My Love (3:32)

49. Huey Lewis And The News - World To Me (5:09)

50. Cock Robin - 05 - Thought You Were On My Si (4:19)

51. Billy Idol - Eyes Without A Face (4:12)

52. Mirjam's Dream - 13 - Take A Look At Me Now (3:56)

53. Vanessa Williams - 15 - Save The Best For Last (3:39)

54. Sandra - Maria Magdalena (3:39)

55. Lisa Stansfield - 07 - Change (5:39)

56. Richard Marx - Children Of The Night (4:45)

57. Fairground Attraction - Perfect (3:39)

58. Bad English - 03 - When I See You Smile (4:19)

59. Roxette - Queen Of Rain (4:53)

60. Shanice - 03 - I'm Cryin' (5:08)

61. Black - 08 - Feel Like Change (4:37)  

Em paz, na existência

       Olhai para mim e vede: Eu não era para ter existido, e, no entanto, vivo (!), tudo à minha volta atentou, senão mesmo ainda atenta a minha existência e no entanto eu continuo trilhando o caminho da luz, que me foi vedada, até no meu leito (…). Vede, it´s allright, eu podia nascer num país de opressão como a Coreia do Norte, na asia, ou outro sitio parecido; podia ter nascido na china, podia ter sido maltratado a ponto de ser um ser comum que não lhe é permitido indagar a sua existência, e, em ultima instância, a da humanidade. Podia ter nascido oprimido de modo a ter uma vã existência, mas observai bem e vede quem eu sou, eu fui oprimido mas não a ponto de deixar de pensar por mim, a minha íntima Liberdade me faz prosperar, não fiquei no ponto de acreditar no que tenho que acreditar, mas a maldade me quer cegar para não ver isso: Oh! Mas eu já vi muito, agora só me resta a vida, aquela que há-de transbordar pelos tempos. A vida é um sonho em si mesmo. E eu nasci na PAZ e a paz está comigo; peço para que esteja para sempre. Aqui estou eu a contar a minha história, a eterna história de alguém que um dia existiu e fará para sempre parte do Universo, a dizer as coisas mais complicadas sempre com a mesmas palavras, aborrecidas, para quem não entende nem quer entender; pois desses eu também não quero saber, seu futuro não me pertence. Sou alguém que questiona, impõe, grita, mas sobretudo implora pela verdade e pelo bem-estar, eu nasci, o mundo demoveu-se. Eu sou o filho certo do tempo oportuno, em que tudo faz sentido, por momentos, na imensidão do espaço-tempo. Eu continuo a subir a montanha para ver mais além. Eu sinto-me um ser perseguido, digam o que disserem, e não me calarei, e me expressarei pelo meios que tiver porque o que sinto é puro e verdadeiro, e o futuro do que sinto está ai, ele é o agora a acontecer. As pessoas nascem sem o pedirem, seguem um rumo sem o escolherem, morrem sem o entender (O rumo), mas influenciam, e, com isso fazem o bem ou o mal. Um dia, uns partem com a simples ilusão da satisfação terrena e existencial, de terem cumprido e realizado suas vidas, por outro lado, outros partem com o despeito eterno de ter vivido uma vida vã, eternamente questionável, com um fim profundamente inalcançável, com uma ilusão desfeita… cedo de mais. E os homens lutam ou deviam lutar pelo equilíbrio, mas a semente da destruição vem dentro deles, de muitos, demasiados. Eu quero acabar com o meu mal, quero-lhe cortar a raiz para não se perpetuar, eu tenho fé que ainda hei-de ser feliz, e penso, eu na verdade sou feliz, um felizardo, não vivo na coreia do norte ;) ; mas como todos somos um só coração, como dizem as músicas (‘One Heart’), enquanto uns sofrerem outros sofrerão, enquanto houver opressão e maldade que afecte um ser justo, todos estão a ser injustiçados, e não precisamos de chegar ao ponto e ser lamechas, mas tolerantes, reconhecedores dos erros, verdadeiros, não aumentar a ganância e a indiferença, a falta de empatia, ou pior, a empatia falsa que grassa no mundo. Um mundo verdadeiramente empático, sabedor, que quer compreender e aceitar é um mundo pelo qual devemos lutar. Mas muitos são conhecedores, e de saber têm muito pouco. Talvez não haja algo Supremo por que lutar, pelo menos algo que seja compreensível em nós, simples seres, mas que há magnificência naquilo que os nossos olhos conseguem vislumbrar e compreender se os soubermos abrir e observar, isso há; e não há que ser orgulhoso, apenas feliz por ser dada essa oportunidade de vislumbramento. Assim, olhai para tudo o que há à vossa volta e vede: tudo é para ter existido, tudo é para existir. E, eu, exagero toda a minha existência e de tudo o que me envolve como uma grande bomba atómica, ou simplesmente, pelo contrário, vivo em paz, na existência.

Acreditar

            Por algum motivo cresci acreditando que havia uma verdade. Quiçá já tenha nascido com esse sentimento, em busca de uma perfeição, de ser alguém especial e que teria a minha recompensa por seguir essa busca e esse caminho que me levaria lá, a esse sentimento de grandiosidade e bem-estar. Agora, as minhas forças estão no sentido de retroceder, tudo tende a fugir, o tempo já me vai vencendo (vencendo mesmo o meu suposto rápido pensamento que em alguma altura da minha vida parece ter ultrapassado esse obstáculo, esse ‘tempo’, afinal estava em franco desenvolvimento), a fé de ‘poder alcançar’ tende a desvanecer. Tenho vivido intensamente (à minha maneira que seja), a minha mente tem transcendido todos os limites do meu entendimento, sempre na busca de compreender quem eu sou e porque eu sou como sou e como isso condiciona tudo o que se passa à minha volta.    - Aposto que a percentagem de pessoas que se tentam compreender a si próprias a sua história de vida, quando em situações difíceis, é pequena, procurando somente ajuda nos outros quando em dificuldade não acreditando no potencial que existe nelas como coadjuvante maior para a solução das suas dificuldades -. Tenho tentado acreditar que tudo o que vivi fez sentido e que no final de tudo tenho tido sorte. ‘Acreditar’ é uma palavra que uso muito, porque ‘a <<esperança>> (outra palavra que uso muito ou que tenho tentado ter sempre em mente, fortemente)  deve ser a última a morrer’. Mas há algo de diferente em mim, algo imanentemente fantástico que eu sinto, que eu sou ( e devem-me todos os que me ‘lêem’ permitir exprimir esta admiração pelo que sinto sem por isso demonstrar narcisismo da minha parte, acho que qualquer pessoa deve gostar de si, seja como for a sua situação), e que ao contrário do que posso pensar na maioria das vezes, pode dificultar ou tem dificultado a minha vida e que é a falta de continuidade das acções na minha vida, a falta de uma coerência no sentido em que eu não faço como supostamente uma pessoa inteligente e comum faz: faz coisas em que umas coisas levam a outras, sentem-se motivados por elas ou por um objectivo e vão lutando por ele seguindo um caminho sem duvidar daquilo que estão a fazer, do caminho que estão a tomar e o sentem como o correto, não divergindo naquilo que fazem, convergindo e sentindo-se bem com o que se tornam - tudo muito naturalmente. Eu não sou assim, sou um ser divergente: divirjo no pensamento e nas acções, fujo do óbvio, não o compreendo frequentemente, e dou comigo a compreender coisas que supostamente eram para ser difíceis de entender, coisas como a ‘transcendência’, o ‘imanente’, a minha vida, a compreender as acções dos homens de um modo que ainda nunca me foi abordado da mesma maneira que eu sinto, tendo uma visão generalizada e globalizada do mundo e do Universo, coisas que seriam loucas se eu as dissesse para muitas pessoas, para a maioria talvez. E, na verdade, nunca encontrei uma ligação, uma pessoa ou grupo de pessoas com quem eu pudesse viver feliz, partilhando aquilo que sinto, a verdade que eu sinto e tenho sentido ao longo da minha vida, a imensidão daquilo que sou interiormente (porque exteriormente tendo para a nulidade) – tendo falhado a maioria dos passos que tentei trilhar firmemente (alguém jogou lodo no meu caminho, sinto isso)-. É óbvio que há pessoas virtualmente fantásticas neste mundo, há um conjunto de situações (também fantásticas - tendo a sentir tudo como fantástico, é certo) e mesmo pessoas que indirectamente e ‘ao vivo’ que vêm até mim e que me levam a tornar-me naquilo que sou. Tudo o que sou não dependeu inteiramente das minhas forças, com certeza, mas a maior parte também de forças, acontecimentos e coincidências externas a mim que culminaram em momentos marcantes positivamente e que serão compreendidos de alguma forma se tudo o que sinto vier a fazer um sentido real um dia, ou seja, em que a realidade  venha a falar por si e demonstre que aquilo que senti também é válido neste mundo, também é verdadeiro, e que sou no fundo um ser aceite, que à partida parece inútil e com um aparente mesmo destino de ‘outros idênticos’, e que na verdade superei tudo com uma inteligência muito própria. No fundo gostava, como qualquer pessoa, ser alguém reconhecido, respeitado e tolerado, acima de tudo, como eu faço com o mundo. Então, o mundo tem-se revelado para mim como ‘não-perfeito’, não digo ‘imperfeito’ porque isso seria mentira, este mundo é belo, há pessoas belas, o Universo é belo, tudo o que se descobre pelo conhecimento e sabedoria é fantástico, e constrói-se com isso um novo mundo fantástico (talvez não suportável a longo prazo, mas isso é outro assunto), este mundo é o único complexamente funcional, porquanto podemos saber neste momento, não havendo outro igual, é muito difícil haver outro igual, tornando-o único. Porque o mundo ‘fantástico’ não perdura e o que é negativo, o autocontrole, o atrito, etc. não me deixa ser coerente comigo mesmo? Deixo, assim, aqui, uma outra abordagem ao conceito ‘acreditar’, hoje como tema principal.

Estranho mundo

            Começo, como tantas vezes, olhando para esta folha branca e vazia (no word, rsrsrs), com uma ideia [que tantos supostamente partilham, pelo(s) mesmo(s) motivo(s), ou não, que eu], que perfaz o título deste post, que traduz uma união de ideias, sentimentos e pensamentos. Ela é particularmente baseada num sentimento que tive há minutos e que aglomera, repito, ideias que sinto (e se formaram na consolidação que se dá no meu ser ao longo do tempo] acerca de quem sou, do que me envolve e da minha relação com essa verdade/ilusão que é o que me envolve. Assim, aqui estou eu, um anónimo nas profundezas da humanidade, com uma nesga de tempo nas horas que avançam pela noite dentro, num monólogo, pensado e registado, de algum modo e de alguma maneira, na tentativa de me expressar e de tentar perceber quem sou, o que é o mundo que me envolve e a relação que existe entre mim e o Universo (o mundo em particular). Já abordei noutros posts e nos meus pensamentos a existência de paradoxos neste Universo que se manifestam no meu ser (e que me deixam confuso ou mesmo numa angústia existencial) e na escolha de caminhos que tenho que fazer forçosamente, contra a minha vontade (e na escolha de ideias que tenho que seguir inexoravelmente). Já abordei noutros posts que em mim há ideias megalómanas, como se eu tivesse um sentido superior (megalómanas no sentido de eu querer ter uma grandeza inigualável na compreensão deste Universo e de vir a ser portador de uma conduta de verdade Universal entranhada em mim sem por isso ser infeliz e passar mal neste mundo - assim o desejo, embora tal não seja propriamente o que se passa). Mas é precisamente esse sentido que me é paradoxal, porque não tenho maneira de provar que ele é verdadeiro, não consigo assumi-lo, assim, se bem que o persigo desde sempre, impelido por forças que tendo a descobrir, e que são, exactamente, paradoxais. Como posso seguir, sendo o que sou, nestas condições? Como posso mudar dadas as contingências da minha vida? Não preciso de o fazer, mas digo: - Juro que não compreendo como tudo foi despoletado em mim, não fui eu que escolhi o meu caminho, porque estou eu metido nele?! (mas antes neste que noutro pior, claro, já o disse mais vezes, qualquer um com bom senso dirá o mesmo) ; se eu escolhi ‘algo’ (se influenciei de algum modo a direcção do meu caminho), isso representa apenas uma pequeníssima percentagem que é a pequena capacidade que tenho para escolher da globalidade, do total em que sou impelido a escolher, a seguir, pelas tais forças que me ultrapassam, desde o ‘big bang’ do meu nascimento. Sei que não compreenderei na totalidade, nunca (parece-me que não, pelo menos por agora, mas manifesto ambição de compreender), se bem que já entendi, consegui perceber, visualmente na minha mente muito do que se passa comigo, o ser estranho que sou no mundo / o ser estranho que sou e me sinto em mim, talvez por não estar no tempo /e/ou/ momento certo. Pergunto-me, inconformadamente: - como posso ser tão inútil e mal sucedido no mundo exterior a mim, o dito ‘mundo real’, se em mim há algo de tão grandioso e perfeito (pelo menos tendendo a isso), um sentido de verdade, uma compreensão coerente de tudo (mas mesmo tudo quanto existe)?! Assim sou um ser, posso dizê-lo, marginalizado, com uma maneira de pensar muito própria, um ser único (repito-o sem fim), que devia ser respeitado e sobretudo aceite como sou, o que não acontece (e parece-me que já identifiquei o móbil e as circunstâncias que despoletaram essa não aceitação, pode ser que algum dia possa e consiga falar nisso). Apesar de eu não ser deficiente físico, não me aceitam pela maneira intelectual diferente que tenho, talvez mesmo pela maneira psíquica diferente que sou - recuso veementemente que me façam conotações negativas(!). Muito provavelmente sou um homem que não vive no seu tempo, ou estarei apenas no sítio errado, embora no tempo certo, mas de qualquer modo não sei onde será o meu sítio certo. Talvez esteja num limbo desde que nasci esperando ser libertado, algo que acontecerá ou não. Mas sei que estou aqui e agora, o mesmo não posso dizê-lo do dia depois de amanhã: - Estarei neste ‘Mundo estranho’ amanhã?

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