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Mais um alegre blog...?!

Enfeitado , disfarçando; traduzindo: as horas, o tempo que passa, inexorávelmente, e sentindo os sentidos da minha vida e de tudo e todos os que minha alma toca e abrange. Bem vindos a este meu Universo.

Mais um alegre blog...?!

Enfeitado , disfarçando; traduzindo: as horas, o tempo que passa, inexorávelmente, e sentindo os sentidos da minha vida e de tudo e todos os que minha alma toca e abrange. Bem vindos a este meu Universo.

Uma só Palavra

            Pudera eu exprimir-me todo numa só palavra! Uma palavra com que descrevesse tudo aquilo que somos, quer física quer psicologicamente. Ah! Se eu pudesse… seria perfeito! E aí, descreveria o Universo, estrelas que se movem com um ritmo regular e sem fim, em que se engloba a célebre frase: ‘Nada se ganha, nada se perde, tudo se transforma’. O movimento perpétuo, o sentido intangível pelo homem, o tempo que é espaço sem fim nem princípio.  

 

 

 

 

OBS:  Este texto foi escrito nos anos 90.

Compreendendo a [minha] solitude

      Eu sigo tentando compreender este mundo e este Universo. Eu sigo, mas com uma nova visão, e temo que por mais que tentemos entender o que quer que seja, nunca nada está compreendido na totalidade, e quiçá, longe disso, o Universo não é para compreender. Compreendo conceitos profundos da vida e do Universo que até mim chegam, sinto que compreendo: compreendo que houve um princípio para a minha existência e a minha morte, compreendo ainda mais, que a terra terá um fim assim como teve um princípio, isso é-me dado a conhecer e a saber, [sei que para muitos não, estes conceitos lhes transcendem, mas julgo que toda a gente devia ter a possibilidade de grandes compreensões] mas não compreendo para lá do princípio do Universo e do seu fim, será que ainda vou compreender através dos olhares humanos que perscrutam o todo sempre? Entristeço pelo meu fim, talvez, já entristeci mais. Entristeço pelo fim da terra, mas já entristeci mais. E entristeço pelo fim dos meus sentimentos genuínos, mas já entristeci mais. Compreendo que todos e cada ser é único, com um sentimento de si único, único em todo o seu ser de uma maneira geral. Compreendo que há seres e seres incomensuráveis, só humanos seremos 7 mil milhões, dizem, na qual eu sou uma insignificância em termos numéricos. Compreendo que há indiferença perante os actos de muitos seres, como se eles tivessem todo o direito de viver, simplesmente viver, viver quiçá inconscientemente. Compreendo o equilíbrio delicado da terra. Compreendo que haverá outros que não conseguem ficar indiferentes, como eu, perante seus actos e dos demais prevendo dor e sofrimento e um fim cada vez mais rápido perante a acção dos energúmenos, que nos chamam a nós burros. Mas quem tem razão, os indiferentes ou os preocupados? Se por um lado o homem tem a possibilidade da liberdade, de ser livre até onde chega a liberdade do outro é certo, de não se preocupar a não ser com a sua sobrevivência, onde tudo é permitido, o homem que conhece e tem o poder tem a responsabilidade e tem ou deveria de ser um preocupado. É para mim óbvio que o homem não vai parar, muitos vão utilizar o seu conhecimento para produzir coisas novas, no entanto, outros vão utilizar o que havia de ser para o bem para destruir e sobrepor-se aos outros, os ignorantes. A verdade é que todo o conhecimento do homem não vai caber neste mundo, é para mim certo o caminho destrutivo da humanidade, e que longe dos sonhos há pessoas que sofrem profundamente, até porque essa é uma lei da vida que tentam negar os criadores de ilusões, haverá sempre os que estão bem e os que estão mal, esperamos é que não sejam sempre os mesmos a ter as mesmas situações e que, ainda mais, sejam sempre as injustas. Percebendo como eu percebo as coisas neste momento, vejo que ainda há quem siga cegamente o sempre superável conhecimento humano, ainda, e sendo assim, alguns, querem vangloriar o imparável conhecimento, como fonte de salvação e bem-estar, mas que prova ser destruidor quando mal usado - e que será sempre -, mesmo dizendo que é para melhorar a existência das pessoas e do mundo. Einstein, entre outros cientistas, chegou a grandes ideias, através do seu pensamento matemático e filosófico do qual imediatamente a irracionalidade humana se apoderou para quase ter continuado o princípio da sua destruição com bombas atómicas, por exemplo. Porque foram cometidas tantas atrocidades que continuam, sempre, de uma forma ou de outra? Continuam a fazer sonhar os jovens emergentes deste mundo, que tudo é possível, que iremos inclusive para o espaço um dia e conquistá-lo-emos. Continuam a incutir-lhe o conhecimento, mas, e a sabedoria?! Quantos a possuem? Porque continuam a ignorá-la, porque têm medo dela os homens? De que servirá um dia ter imenso conhecimento se tudo isso desaparecerá com esta terra? Porquê adiantamos nós o fim do seu equilíbrio? Porque primeiro não incutem no homem a sabedoria e a empatia pelo humano, e a injustiça continua? Porque continua a ilusão? E a tolerância e o bom senso? Onde está? Eu seria feliz ainda que não tivesse tudo o que tenho, se não me tivessem feito vir até aqui, se pudesse viver nas minhas pequenas ilusões, que seres que se acham superiores a mim me aniquilaram, seres com ‘supostos direitos’ sobre outros porque acham que sabem mais do que eles e acham que estão certos. Falo daqueles que têm e não sabem o que têm de bom. Enfim cada um assume o seu destino. Amo o conhecimento, agradeço a quem o utiliza para o bem e adorava ter a sabedoria. Sonho com melhores relações humanas, e pergunto-me o porque de toda esta raiva contida em mim (?) e raiva do homem que destrói e subjuga injustamente, raiva de quem me subjugou e desvalorizou, e de quem tenta fazê-lo injustamente. Estais à espera de um salvador como Cristo como eu estava? Pois ele não virá jamais, Deus se existe avalia cada vida por si só, não há salvadores, cada um salva-se a si próprio através dos meios que Deus, se existe, lhes dá, a cada pessoa. Continuo a acreditar no que sinto, de verdadeiro, a alma genuína que me preencheu e me deu vida, ela me diz para prosseguir, e me mostra os meus direitos e o meu caminho. No entanto não sigo sem ter os meus temores, os meus receios de maus entendidos, da maldade, que surge no meio do bem, do mal contra a minha pessoa que surge não sei bem de onde. Precisamos dos outros, mas o meu sentido de defesa leva-me a ser cauteloso, na partilha da minha vida com os outros.

Feliz no fim de tudo

Estou feliz porque vivo, tenho vida. Mas fico infeliz porque sei que tenho que sofrer, é inevitável a qualquer ser fugir de algo tão certo mais tarde ou mais cedo na vida, e é mais doloroso ainda saber que se tem consciência dessa dor, desse sofrimento, como têm os homens, mais ainda os mais inteligentes - os que têm uma inteligência intrapessoal notável, os que ultrapassaram os limites do seu tempo e do seu espaço e do seu organismo e se transfiguraram -, e pode-se tornar extremamente doloroso, mais ainda quando nos apercebemos que estamos sozinhos com essa dor que mais ninguém pode resolver, e que Deus não vem para nos ajudar, porque ele simplesmente é uma equação que leva a lado nenhum, assim como no princípio assim é o fim. E tenho pena do que perdi, tão conscientemente perdi, esta eterna lamentação, não pranto, mas lamentação. Custa-me saber que é tudo tão em vão, por exemplo estar aqui e agora e não poder assumir o momento em que vivo, aquilo que escrevo, porque o mundo é cheio de perigo e de injustiça, de seres que são tão mal amados e que nem a inteligência e a sorte lhes bate à porta do coração, de suas vidas para endireitar o sentido deste mundo, fazendo mal uns, sabendo o que estão a fazer, outros não sabendo. Custa-me tanto, é uma dor infinita esta consciência de que não estarei aqui jamais um dia, que um dia nem esta humanidade restará, apenas rastos do que se passou, de que tudo só faz sentido agora, e que esse ‘agora’ está a ser completamente destruído, porque a sina do homem como de tudo o que existe neste momento é mais tarde ou mais cedo não existir, a minha sina é só existir neste momento, e tenho medo de assumir isso, como se o mundo fosse eterno, como se fizesse sentido a perpétua existência, a história de um Rei no mais alto palanque deste mundo ou mesmo do Universo sem fim. Era um mundo tão belo se os recursos não acabassem, se a evolução fosse eterna, se o sangue permanecesse na veias e artérias sem ser derramado – como é pestilento o cheiro a morte (!), e como fede a doença (!). Há uma vibração lá fora, e eu estou ‘out’, apenas observo e nem sei se isso é bem ou mal, mas sei que estou muito susceptível, por isso me escondo, de medos incompreendidos. Não sei porque escrevo, simplesmente podia não dizer nada e seguir mudificado, simplesmente seguir e nada dizer, apenas observar e mesmo assim eu ter o mundo na minha mão. Mas ter o mundo na mão é tão relativo (!). E as palavras que nos unem são as mesmas que nos desunem. Inventamos termos e culturas complexas, e nunca pensámos chegar aqui, a esta civilização interligada. Ao mesmo tempo a civilização pode cair, porque estes momentos passados poderão ter sido os melhores, e não querem deixar cair, mas quem domina quem? Inventamos e adoramos o que inventamos, os números o dinheiro, por exemplo. E Deus? O inventámos e adoramos, mas ele não é quem pensamos, ele faz parte, mas não é supérfluo como a palavra humana. Simplesmente estes são tempos estranhos e magníficos, talvez porque os limites estão mais testados que nunca e parece não haver limite. E eu? Não me assumo, aquele ser que até pode ser superior, no mínimo especial, mas que não pode ser assumido, porque isso de ser superior e/ou especial não tem explicação verbal, é-se e pronto, e no entanto não se passa de algo vil que existe nesta terra. E só se fala da alegria de viver, dos sonhos, do que de bom há na terra, do conhecimento, do progresso, quando se esquece tudo na verdade, se esquece do mais importante, a meus olhos, possivelmente aos olhos de muitos que no entanto são uma minoria, que se unem em torno de uma causa que é indefensável, em que a evidência de que não existem regras para sempre na vida e no tempo e o fim é inevitável. Além disso o sofrimento está convivendo com tudo isto, está lado a lado, porque o homem já não ama, o homem é apenas e simplesmente um devorador de recursos, consome tudo, desperdiça incomensuravelmente, a sua ira irá levá-lo à perdição. E continuarei a procurar a causa ou as causas de toda esta amálgama, de toda esta incompreensão visceral, de todo este desperdício, de todas estas lutas sem sentido em que ninguém se entende com ninguém. O melhor que podia acontecer neste mundo era o de os homens tomarem conhecimento do vazio que eles são, cada um por si, todos, verem tudo de tal modo que sentissem o fim e isso lhes causasse o abismo mais profundo das suas almas para que aprendessem a gostar da vida, da terra, dos outros. Digo isto porque hoje em dia, não sei se foi diferente um dia, mas concerteza deve ter sido, a humildade não cabe na cultura contemporânea, é humilhante a timidez e moderação de atitudes, ou então estou errado neste mundo, completamente errado, e isso também é muito provável, mas não tenho qualquer dúvida acerca do meu fim e o do mundo. A internet veio para mudar mais ainda este mundo, tirou-me da solidão e do vazio em que vivi, esperando um Deus que resgatasse a minha alma, a minha vida deu uma volta e ainda consigo respirar, mal mas respiro.

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