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Mais um alegre blog...?!

Enfeitado , disfarçando; traduzindo: as horas, o tempo que passa, inexorávelmente, e sentindo os sentidos da minha vida e de tudo e todos os que minha alma toca e abrange. Bem vindos a este meu Universo.

Mais um alegre blog...?!

Enfeitado , disfarçando; traduzindo: as horas, o tempo que passa, inexorávelmente, e sentindo os sentidos da minha vida e de tudo e todos os que minha alma toca e abrange. Bem vindos a este meu Universo.

Pessoas virtuais Vs Reais [na minha vida]

            Sou como sou, serei parecido a alguém em muitos aspectos, mas no fundo, a essência que faz parte de mim e que faz ser quem eu sou é única; o que eu sou é uma combinação de factores que se juntaram de uma maneira que possivelmente não se repetirá de igual modo em nenhum outro momento da história da vida em toda a sua globalidade, quer temporal quer física, este meu sistema é único e com suas subtilezas próprias, mas temo que tudo isto que sou e vivo venha a ser em vão. Pergunto-me o sentido de todo este caminho percorrido (?), o que será de mim no fim de isto tudo ter passado (?), e o porquê de, para mim, ser tão importante a busca da existência de uma justiça, de uma liberdade (?), o porquê de haver a (minha) ânsia de um equilíbrio e do fim da própria ânsia, quando na verdade pareço estar mais longe daquilo que ambiciono atingir. No fim de tudo, custa-me que, um dia, não seja nada mais que nada, e nem quero acreditar que depois do ‘agora’ voltarei ao ‘antes’, do nada ao nada, do nirvana ao nirvana, e que tudo isto seja uma passagem cheia de emoções, de bons e maus momentos, e que na minha vida permaneçam os negativos, a insatisfação, a frustração, a raiva, a angústia, o ódio - tudo isso de um modo latente que me tende para a inércia. Custa-me pelo sentimento de injustiça, pelo sentimento de inverdade e incoerência com o que sinto, pela falta de amor que tive e pela dignidade emocional que me foi negada por alguém, quem eu ainda procuro descobrir. Procuro o porquê de toda esta insanidade que me faz perder meu tempo, aqui, perdendo horas na busca dos porquês e na busca da inspiração, na tentativa de ser artista sem ter a capacidade natural para tal, que desilusão (!) realmente, artista do infortúnio eu sou, perdido em monólogos sem fim. Porque não poderei eu subjugar o mundo que me envolve a meu bel-prazer no sentido de poder viver de acordo com os meus valores de tolerância e humanismo, num grau, o mais alto grau de humanidade (?); porquê procurando eu o equilíbrio e a perfeição me torno cada vez no mais imperfeito dos seres que tal tentam (?); porquê, fazendo eu pela sorte, o azar me vem bater à parte constantemente (?). Porque não consigo libertar-me e ser feliz? Mas eu sei porque tal acontece, o porquê de eu não atingir meus objectivos, e é porque quero mudar aquilo que não posso mudar, sei que deveria ser eu a mudar-me e não tentar mudar tudo, mas sinto que o mundo já não chega para mim, e nem sei se mesmo o Universo chegaria, não há lugar para me esconder, não há lugar onde o meu ser esteja seguro. Sei que deveria ser eu a mudar-me, mas não tendo onde me esconder não adianta fugir, não posso fugir derrotado, mas assim, fugindo, não estaria lutando, e quem sabe estaria dando o certo pelo incerto, deitando tudo a perder, quiçá. A minha raiva é profunda, mas, o que eu sinto é um misto de empatia humana virtual com profundo ódio real (quando na realidade, ‘face to face’, que sinto ao vivo na proximidade das pessoas com que falo que se cruzam comigo na vida e das quais sinto desprezo e intolerância) - quando vejo as pessoas do outro lado dum monitor, todas me parecem tão belas que tenho horror a quem lhes faz mal como quem mata de forma cruel como por exemplo Hitler, e não entendo como tal pode acontecer, mas, ao mesmo tempo, quando me transponho para a realidade junto às pessoas parecidas de certo modo em maior ou menor grau com essas que eu senti e vi no ecrã tudo é diferente, e então elas não são humildes, não são tolerantes, são ‘Burras’ para usar um termo de calão ou são ignorantes para ser mais soft, não fazem bom uso da faculdade humana, e querem-me fazer sentir que eu estou errado naquilo que digo e faço, e eu sinto uma vontade enorme que algo de mal lhes aconteça (a essas pessoas injustas); mas talvez na verdade eu esteja enganado em relação a isso tudo, no entanto o que eu sinto é real, muito real em mim, é a minha realidade num dado momento do tempo e do espaço, e não a posso negar (essa realidade), senão o que seria eu? Seria uma negação de mim mesmo (?) provavelmente. Quero justiça! Quero justiça na minha vida! E mostrem-me o contrário, ou calem-se acerca deste post e consintam que são as pessoas que eu digo. Isto pode ser um desafio…

Revolução silenciosa

    É muito boa a sensação de bem-estar, esta, depois de um repasto que assenta bem, seja ele do que for, frugal ou exótico, bem ou mal temperado, a esta hora, na acalmia do anoitecer. É muito boa esta sensação de plenitude, que ao mesmo tempo é acompanhada por um vazio mental, onde reina um nirvana, onde não há lugar para alegria ou tristeza, preocupação ou indiferença, onde há apenas o que é, o simples facto de estar aqui e existir, sentindo o eterno agradecimento de ter o meu ser, ser quem sou, mais nada do que isso. Chamaria a esta experiência e este estado uma experiência mística. Escrevo o que escrevo, preenchendo a minha vida interior, com o intuito de pôr na net umas palavras que possivelmente se perderão no tempo – mas com a esperança de que eu não tenha existido em vão -, num monólogo introvertido e eterno comigo mesmo, onde o senso comum não tem significado, onde existe apenas o meu ‘eu’, e a consciência de que esse ‘eu’ existe. Aqui há acalmia, neste estado de espírito que se apoderou de mim, hoje, neste momento, dure o tempo que durar. No entanto, sei que há uma revolta silenciosa que permanece em standby neste momento. Este momento em que a música ambiente me rodeia e me acolhe sem exaltações, ao contrário do que tem acontecido na maioria da vezes na minha vida. Até parece que estou apaixonado por mim mesmo, que quem me ‘visse’ o que eu sinto me acharia narcísico, mas não sou, e digo a frase feita: -se eu não gostar de mim quem vai gostar? - É obvio que em inúmeros momentos e situações só isso não basta para viver, gostamos, e, mais do que isso, sobretudo necessitamos, de ser apreciados, de que gostem de nós. Contudo, na minha vida, sei o quanto isso de ‘gostarem de nós’ é relativo, e, por isso, é importante que o amor-próprio prevaleça nesses momentos em que não somos apreciados e/ou em que os factores externos a nós não nos são favoráveis. Isto porque temos direito à vida e não podemos nem devemos abdicar dele, temos de lutar contra a incompreensão dos outros perante o nosso ser, lutar harmoniosamente para que os nossos ideais tenham seguimento. Muitos, ao ler isto, rir – se - hão do que digo, mas pouco me importa, não sei quem sois e estais entregues ao vosso destino como eu estou entregue ao meu. E esse simples facto, o vosso destino, já vos é suficiente para que essa risada escarniosa que fazeis vos traga o feedback futuro do que sentires sem respeito pelo que os outros sentem. Ao passares os olhos por uma das minhas palavras já estareis contaminados pela influência do que eu sou se é que já não estáveis, mesmo antes de vos encontrares com estas palavras. E não há que ter medo, e mesmo que se tenha, isso é normal. Não sou eu que mato com as minhas palavras, mas são os significados que elas têm para vós que influenciarão o vosso futuro, talvez o encontro com uma verdade que não querias assumir e que te acendeu uma luz na mente. Comigo passou-se tão vivamente isso, que ainda agora tremo, tal a intensidade de medo pelo desconhecido que senti. E a revolução silenciosa continua a dar-se.

   Não podemos obrigar as pessoas a gostarem de nós. Não podemos agradar a todos. Acho que se a verdade tivesse cara não seria bela, e por isso não gostariam dela. A verdade será a última instância de tudo o que existe. O mundo dos seres é um mundo fingido e artificial, uma realidade efémera dada por sentidos virtuais. Como última instância de tudo o que existe, a verdade é o suporte básico de tudo o que existe, talvez tenha sido o princípio e será o fim. A verdade é o vazio da existência ou a não existência. E nós estamos num momento intercalar – a existência - dessa não – existência. Talvez os seres fujam dela (a verdade) quando por vezes dizem procurá-la, porque não cabe na nossa mente que haja uma não existência, um vazio depois de termos vivido e termos um ser coerente, sermos algo funcional e especial, queremos acreditar que há continuidade nas coisas. A verdade dói, mas não quer dizer que não possamos viver sabendo que ela existe. E é verdade que quanto mais interpretamos mais vazia, contraditória e confusa se torna a existência, parece que compreendemos mais, mas nada sabemos que já não tenhamos sabido desde sempre, um saber nato que faz parte do nosso ser logo que nascemos. Toda a filosofia se encontra em estado latente ao nascer, o que se passa é que nos vamos redescobrindo à medida que o tempo passa. Aperfeiçoamos técnicas, descobrimos novas maneiras de explorar a terra, mas a filosofia, essa, já existia e continuará a existir, o conjunto de equações do pensamento que nos leva a um resultado simples. Termino hoje esta revolução silenciosa e mental que me envolve, na ideia que tenho sempre: que por mais que pense e abarque o mundo com o meu conhecimento jamais encontrarei a resposta para o que procuro, se bem que por vezes ache que estou no caminho certo. Não quero cair no vazio demasiado cedo, sabendo que ele existe, quando ainda há caminho pela frente.

A Urgência do desejo

É urgente o desejo intenso que nos consome. So, come to me… É urgente e incompreensível, a necessidade de satisfazermos os nossos ímpetos. Tendemos para o outro e a vida não faz sentido sem o outro. Vivemos também porque fazemos parte de uma sociedade, complexa, e de tal maneira complexa, que nos torna vulneráveis, pelo afastamento que já temos, e cada vez mais temos, da sociedade de outrora. Cada vez somos menos auto-suficientes e mais dependentes desta sociedade, e se algum dia acontecer algo de grave na estruturação da nossa sociedade e da maneira como esta se organiza, vai haver muito provavelmente uma grave crise social. Vejamos um exemplo localizado, o furacão Katrina de 2005 que assolou a América, mais precisamente em Nova Orleães. O furacão pôs à mostra e demonstrou precisamente a incapacidade humana para dar uma resposta conveniente face à situação que se gerou. Não morreram mais pessoas porque fugiram a tempo, mas quem ficou, sentiu na pele a impotência de não poder fazer nada e nem as ajudas (externas) foram imediatamente frutíferas e salvadoras tal foi o caos que se criou com o rebentamento dos diques que orientavam as águas e que inundaram a cidade, sendo ela plana e estando numa situação de localização baixa, julgo que abaixo de tais canais que orientavam a água. Toda aquela cidade complexa ficou imensamente destruída (socialmente muito mais, talvez) e com uma reconstrução difícil pela frente. Os que sobreviveram necessitaram de ajuda exterior, concerteza, para o difícil futuro que se previa. Individualmente, cada ser em particular, de uma maneira geral, possui precisamente, hoje em dia, menos capacidade física para reagir com força física a possíveis problemas que possam surgir, caso surja a impossibilidade de ter todos os seus artefactos, toda a sua técnica - que é o que faz desenvolver toda esta sociedade, com base na exploração da natureza em profundidade como nunca foi feito antes – à mão e a poder funcionar para salvação em caso de catástrofe. O homem hoje em dia está mais vulnerável, de uma maneira geral, e psicologicamente também. Se de repente nos virmos sem electricidade, logo sem televisão e computadores e outras coisas mais que fazem parte do nosso dia-a-dia, o homem cairia num vazio, o de como agir perante tais ausências, que poderia ser mais momentâneo e reagir, ou então poderia prolongar-se e não ter a capacidade de reagir e cair numa depressão (dependendo das pessoas) – e isto seria um filme de terror. Eu não sei como reagiria a uma situação dessas, mas provavelmente mal, sei-o. Mas a vida é mais que um filme de terror muitas vezes, sentimento que eu não descarto, tal é a dureza com que age com certos homens (psicologicamente em mim, também). O homem tem uma noção de que as coisas se alteram muito gradualmente e tudo o que é geral se mantém no tempo, e que todas as técnicas novas criadas, e que tudo o que conquistou é um dado adquirido, que existe uma estabilidade. Mas eu diria que cada vez mais a catástrofe é iminente, sendo uma questão de tempo, mais ou menos curta ou mais ou menos longa, e que o homem tenta prever, e procura não acreditar, porque não consegue imaginar, ou não quer imaginar, o que será tal coisa, a catástrofe, ou por ignorância, ou por outro motivo qualquer. Uma catástrofe pode por em causa tudo. Para já todas as catástrofes estão a ser localizadas, apesar de cada vez mais frequentes. E estou a lembrar-me do terramoto do Haiti, em Janeiro deste ano. Aquela sociedade ficou literalmente arrasada. A sobrevivência fica seriamente comprometida com tais catástrofes, em que os seres ficam à mercê da sorte do que os rodeia, de acordo com as suas características físicas e mentais (psicológicas). Mais do que em qualquer situação, as catástrofes geram, ou devem gerar (se não for o caso de gerar), união entre os seres para que se possa reconstruir toda uma nova estabilidade e uma organização de vida social e material. Mas a perda mais ou menos massiva de vidas é inevitável. O espaço é cada vez mais reduzido, a exploração é intensa, e as pessoas só querem viver imensamente mais do que o necessário, e desnecessariamente abusam do material, da matéria-prima, consomem os recursos, e não pensam no futuro das gerações, porque todo o homem, se pudesse, viveria, egoisticamente, tudo numa só vida, não tendo capacidade de abdicar pelo seu futuro, pelo amor dos seus filhos e de todos os seus primogénitos, das pessoas que são os outros. Necessitamos do outro, e a nossa cultura para partilhar a nossa vida com o outro é complexa. E nesta complexa sociedade culturalmente evoluída, o individualismo está acima do todo que é a sociedade. Com o individualismo vem o orgulho, o menosprezo pelo que nos envolve como se cada um, cada ser que nasce, tem todos os direitos acima dos outros, mas mais ainda, acima da própria natureza. Pois esta civilização é um momento, no meu olhar, perspectivado do que sei.

A urgência do desejo cega-me, assim como cegará todo o homem, que age inconscientemente por um sentimento animalesco, e mais, por um sentimento de poder, de dominar o outro. Continuo a achar que o homem não passa de um simples animal, que tenta atingir o domínio do Deuses, mas errando completamente o seu percurso, porque à medida que chega perto do conhecimento dos Deuses, deixa atrás um caminho de destruição, porque será eternamente imperfeito. A destruição do seu espaço será a sua aniquilação. O homem segue errante. Resta a consolação na urgência do desejo, do amor, que nos leva ao sonho. Somos infinitamente pequenos, mas com visões altaneiras, é certo, e bastos como formigas que trabalham cegamente com uma finalidade não definida, que não sabem para que trabalham. – Sei que falo como se eu fosse de um mundo diferente, como se do que falo não me fosse afectar a mim, mas sou um homem, simplesmente, e a urgência do sentir faz-me utilizar todos os recursos que tenho para comunicar com o que é exterior a mim, com o Universo, com a natureza que me envolve, e sou afectado por tudo o que sinto e digo -. Que significa ‘sobrevivência’? Perpetuação dos genes e viver o tempo suficiente para tal acontecer. 'Procura do amor' dirá o homem hodierno. E os significados diluem-se uns com os outros (se bem que os querem separar à força, desintegrar tudo o que é uno para estudar as suas funções) e já não percebemos o que significa a vivência. O mundo dos sonhos? É o que nos é dado através do virtual e nos intensifica a realidade. Que significa amor e sexo? De que maneira se interpenetram? Estes são os verdadeiros conceitos da sobrevivência e da supremacia neste mundo. O desejo mais intenso que desafia a própria morte, morte que acaba sempre por vencer. A fonte de toda a complexidade do ser humano, que inventa as suas adorações e a sua adorável e fantástica cultura, que cultiva uma ideia de beleza e a faz render, tudo por momentos únicos. Momentos únicos que fazem desenrolar a história e todos os acontecimentos para esse fim. Quando o desejo urge, a morte não faz mais sentido, tal como a fome tem que ser saciada urgentemente na ausência de alimento, pois a morte é iminente, é uma questão breve no tempo. E custa-me pensar, ver e viver, imensamente, a mim - pois parece-me tão verosímil esta ideia que me surge, a do nirvana, de modo que tudo, a nossa acção, é indiferente - num mundo que desaba, o nosso mundo que seja, somente. Desabamos, o nosso sistema desaparecerá e apenas restará a nossa manifestação daquilo que fomos, aquilo que fizemos, que por sua vez poderá perdurar mais ou menos, dependendo de infinitas variáveis, dependendo se é material ou imaterial, sabendo que existirá enquanto houver cultura humana para entender a nossa acção neste mundo, e toda a nossa acção só existirá enquanto essa cultura for viável no tempo, enquanto existirem homens que nos entendam e queiram perdurar a nossa acção, a nossa obra. É urgente o nosso ensejo, o meu ensejo de construir castelos firmes neste mundo, destruir o menos possível, purificar o meu ser e a minha vida. Sei que um dia regressarei para onde vim, é urgente esse sentimento de harmonia e paz. Nasci e cresci, urgentemente, à margem de todos os conhecimentos, que agora possuo, e nunca pensei chegar até onde cheguei, nunca pensei que enveredaria por este caminho, único e sem retrocesso, que veria por um prisma diferente como hoje vejo. Pensei que a vida seria plena para mim, envolvi-me no meu interior, no chamamento de um Universo que não compreendia e que me falava, e agora o sinto tão próximo, tal como a loucura que os homens inventam, para dominarem homens. Eu tento urgentemente viver. Viver como vivo, univocamente, mas com a utopia de encontrar um elo perdido de ligação com este mundo. Urge fugir do vazio, reencontrar-me e reencontramo-nos com a sensatez, a abertura do espírito à sabedoria, à inteligência, ao bom senso, porque fazer um mundo melhor é possível, fazer com que o mundo bata seus corações em uníssono, sem destruir mais do que o necessário, sem desconfiar no sentimento que se abre, de modéstia e paciência. A mim é-me urgente a riqueza, mas uma riqueza que seja sustentável, uma vida plena de amor e bens materiais quanto baste. A ‘urgência’ nunca teve mais em moda do que agora, a urgência de se repensar o mundo, de mudanças tais que não cabem a um só homem fazer, a urgência de reparar todo o mal produzido a partir de coisas feitas para o bem, a maior parte das vezes. Urge-me a mim, o desejo de saber onde fica a fonte, ou as fontes, do bem e a origem, ou as origens, do mal, mesmo quando um dia já se seguiu o caminho da rectidão e nos perdemos. O desejo de saber e compreender é imenso, movem-se montanhas para atingir a compreensão das coisas, se bem que a maioria das pessoas segue um normal encaminhamento da vida, não vendo, porque não querem, ou porque têm medo de que aquilo que temem seja verdade, ou por outro motivo qualquer, fechando os olhos aquilo que é o conhecimento. E o conhecimento brota de toda a cultura humana, de tudo o que é possível e imaginário. E uma força brutal existe neste preciso momento, deste ano que corre, de conhecimento, e de formação de realidades que eram imagináveis há anos atrás. Urge o tempo, - e o desejo enorme de uma multidão sem nome, de algo que é indiferente a tudo o que é particular e individual -, um desejo da maioria da sociedade humana, concretiza-se, como se se transformasse numa orgia global. Será que isto é um vulcão prestes a rebentar, ou prestes, simplesmente, a expelir lava?

Estrada para o paraíso

Procura-se estrada para o paraíso. Caminhamos para nenhum lado, estamos numa estrada sem destino , we’re on a road to nowhere, Talking Heads, não me sai da cabeça este pensamento. E o meu caminho não me leva a lado nenhum. Cada passo que dou é um passo em falso e no vazio, caminho cada vez com menos amigos e vontade de viver, em lugar de ser ao contrário, só com a diferença em relação a muitos outros como eu é de que eu sei o que me faz andar assim, pelo menos penso saber, e isto se houver outros. Às vezes penso: ‘a honra e a dignidade devem ter algum sentido’; o sexo deve ter algum sentido’; ‘isto que sinto deve ter algum sentido’. A verdade é que estou mais desfasado do mundo que me rodeia, o mundo da interactividade real, in loco, distingo cada vez menos o que é real do que não é, da acção correcta da não correcta. O meu raciocínio anda péssimo. Vacilo a cada passo, sinto coisas que não devia sentir e o mundo quer cercar-me. Sou omnipotente quando sozinho com os meus pensamentos, com o meu conhecimento, com a minha ligação ao Universo, e, no entanto, sou a mais pequena e inofensiva criatura que alguma vez existiu à face da terra, a coisa mais vulnerável que Deus ao mundo pode deitar. Cada pensamento meu é um erro. Sinto o aproximar do meu destino, que caminha até mim inexoravelmente, sem que haja algo que o possa contrariar do seu objectivo que é destruir-me. De que modo posso preservar as minhas faculdades, a minha honra, o meu desejo, os meus sentimentos? Já sei, ninguém pode responder, este mundo é cada um para si. Na minha vida, a perfeição seria desejável, uma ponte entre o céu e a terra, onde vivesse no paraíso, fosse amado e sentisse esse sentimento e correspondesse a esse amor. Mas, eu vivo na terra, as pontes que nos unem são muito elitistas, o meu amor é uma utopia, da qual inúmeros se riem. Mas eu vivo neste mundo, de caos, pequeno, em que nesta amálgama é uma sorte estarmos vivos, ou precisamente, um azar…assim como é azar eu ter enveredado pelo caminho do pensamento intrincado e egoísta, como se houvesse uma sina que dissesse o que iria ser a minha vida. Na minha vida reina o medo, o medo de magoar e o medo de ser magoado, o medo de passar despercebido e o medo de ser o centro das atenções, o medo de existir… e na verdade existo, paradoxos sem fim, e afinal tudo isso faz parte deste Universo, e no entanto não pensei que chegaria um dia em que eu fosse afectado por isso negativamente. Onde eu passo tudo se transforma à minha passagem, como qualquer pessoa, mas o feedback que eu recebo do mundo é negativo e é pesado para mim, como se o mundo me quisesse devorar, como se eu tivesse feito coisas horríveis que não deveria ter feito, quando na verdade tudo deve ser más interpretações do meu pensamento. Mas a verdade é que o mundo toma ascendente sobre mim, e eu sinto-me uma nulidade sem capacidade de reacção, chorando infinitamente o meu sentir, a minha angústia de existir, a minha angústia existencial de não ser amado como devia, chorando e exagerando, como que desejando que tudo se torne realmente como o destino me quer fazer acreditar que existe, que é esse o caminho. Pois eu sou um ‘talking head’ na minha vida, sou uma ‘cabeça falante’, que monologa sem cessar. Ou talvez seja uma aberração, tentado atrair algo de bom para a minha vida, bons sentimentos, bom futuro, sem sucesso. Gostaria de falar sobre a alegria da vida, alegria da existência, a manifestação das mais belas coisas que existem, e caio, dia após dia, no erro da melancolia, do afastamento dos homens pela verdade que existe. Qual é o meu lugar no mundo, pergunto, a cada minuto que passa, nem que seja lá no mais profundo do meu inconsciente. Que sentido posso eu tomar para preservar o que de mais importante ainda me resta. O conhecimento envolve-me e faz-me mexer o pensamento, mas não me demove de onde estou. O mundo é uma constante algazarra da qual não consigo partilhar. A minha saúde falta-me, e ninguém consegue dar-me o que perco. Os meus passos assim não fazem sentido, por isso tropeço dia após dia, sobrepondo-me aos meus sentimentos, alimentando constantemente esta incapacidade de reacção. Como eu gostava de reagir (!)… Como gostava de olhar e ver olhares, interpreta-los, ser deste mundo, mas não sou. Só me resta a esperança. A eterna esperança de que, por exemplo, pelo menos quando morrer me sinta eu. Há suspiros que me esperam. Mas acho que um homem seria mais feliz castrado do desejo, simplesmente separar-se da sua animalidade e ser pura razão e ser amado não pela sua pujança física, mas pela sua pujança intelectual, começo a acreditar nisso. Tudo há-de ser consumido, romper - se – hão todos os ideais, todas as forças de ligação tenderão a perder-se, até mesmo os ideais mais enraizados na genética humana hão - de esfumar-se, tão certo assim como o meu fim é certo.  Neste longos momentos em que eu me consumo, eu me esfumo, eu voo para mais longe da orbita que eu um dia perdi. Navego agora sem destino, nesta promiscuidade de ideias e pensamentos, cada vez mais longe daquilo que algum dia fui. Adeus, adeus, digo constantemente para mim mesmo, adeus homens, seres ignóbeis, que o meu desejo tenderia a destruir se fosse ele que comandasse o destino deste Universo, mas sei que sou eu que estou errado, mas por favor, prova-mo (!), ou este será o paraíso do nirvana.

Auto – consciência

 

            Nesta auto – consciência que me possui e que me consome muitos dos meus recursos eu navego sem fim à vista, no entanto, sempre a ultrapassar os limites da consciência. Tenho que ter esta auto - consciência, senão perdia-me. Este sentir intenso de mim mesmo, do meu ser físico e do meu mundo metafísico e do mundo metafísico que me envolve. Por mais que conheça, conheço muito pouco, sei-o. Mas tenho que valorizar o que sinto. Sei que mais ninguém pode valorizar. Talvez não façam sentido para os outros os sentimentos alheios. Mas para mim fazem. Este mundo é estranho, por vezes parece que o conheço, mas fico surpreendido por tudo o que nele surge. Por vezes não sei onde começa e acaba o sonho ou o pesadelo e onde começa e acaba a realidade, como se tudo se interpenetrasse. Já mais vezes o disse, sinto-me um ser estranho, pelo menos sinto que me fazem sentir como tal e vejo que me vêem como tal. Não sei porque causas me sinto assim. Mas sejam quais foram as causas, só posso lutar contra aquelas que são presentes, as outras, as passadas, só as posso imaginar. Não oiço uma palavra de alento. Não vejo uma mão que se estenda. Vejo uma humanidade a caminhar para o nirvana, cheia de esperança por um futuro melhor. E tudo foge, ou pelo menos tenta fugir. Falta em mim algo que é inefável, mas que eu sinto que existe. Sinto que há algo mais para lá das minhas perspectivas. Eu não posso demover o mundo. Sinto-me abandonado, se eu me perder, como um cão vadio. O mundo demover-se-á quando é tarde de mais, como sempre, mas ainda com esperança. Será a felicidade ainda possível? Porque serei um ser especial, se o for? Porquê a solidão, de quem trilha o caminho que nos leva ao além, se não for uma ilusão? Porquê estes caminhos tão vazios?

As ideias que se perpetuam

    As ideias perpetuam-se no nirvana, no espaço sideral, onde poucos o podem alcançar, onde Deus é, foi e estará sempre presente. Assim, as ideias morrem na mente finita da gente, mas no Universo existirão sempre.

A água que dessedenta

Procurais constantemente uma água que dessedenta. Mas a verdade é que tendes cada vez mais sede, mais necessidade dela. Essa água não vos é imprescindível, no entanto fazeis como se fosse. Tudo gira em volta desse desejo, por isso ireis morrer a lutar pelo supérfluo, e direis que é em nome de uma entidade, direis que é em nome da vida. Mas é em nome da inconformidade e da falta de sentido que trilhais caminhos, na busca de respostas. E mais, cortais braços e pernas e cegais, sobretudo tentais cegar os outros – atirais terra para os olhos de quem não se pode defender -, para que vós estejais acima de tudo, acima dos outros, esse é o vosso prazer, homens de topo que deixais vossos filhos na escuridão. A verdadeira água que dessedenta está na fonte eterna - nem eu sei qual é -, e não alcançável aos lábios do seres comuns. Muitos seres que nascem não conseguem enxergar essa fonte, sentem-se no direito de tudo, como se a liberdade lhes pertencesse totalmente, e seguem os desejos da moda, seguem a bebida que os integra numa sociedade que é falsa, e bebem o líquido que lhes tira a vida, ao contrário do que eles pensam, em nome de amizades que na realidade não existe. Vivemos lado a lado com a pureza e com a imundície. Mexeis na porcaria e isso dá-vos prazer. Que loucuras! Mas a quem se pode atribuir culpa de tais actos? Não se atribui, mas cada um assume os seus actos, nem que não veja que tal está a acontecer. Qual será o bom caminho, o caminho a escolher? Cabe a cada um procurá-lo. Não há saída, a verdade é que esta terra é um labirinto, mas sem saída possível enquanto seres perenes. Então a única saída que vejo como possível de ser alcançada é o fim, o nirvana, a eternidade do Universo. Podereis encontrar respostas, mas não encontrareis saídas. Podem prometer-vos saídas e esperança, mas tudo isso é falso, excepto a esperança que quando reside em vós vos faz acreditar mais um pouco de que algo faça sentido no fim de tudo, que os nossos passos não sejam em vão, na busca daquela água que dessedenta eternamente. A vida é tudo, a morte é nada. As leis dos homens não imperam, mas sim a lei do Universo. Um homem é um animal antes de tudo, e como tal age coerentemente com aquilo que é em primeiro lugar. Ele terá que se transcender para que os seus ritos animalescos sejam ultrapassados na compreensão do que o envolve. A verdade que tento alcançar faz-me voar mais alto, como penso que todos o terão que fazer, para alcançar a visão de uma águia. Sei que serei eternamente um ser finito. Sei que há forças antitéticas e paradoxais que regem tudo o que possa existir, sei sobretudo que na hora da minha fraqueza tudo de mau pode acontecer, se estiver prisioneiro. E temos de dar o braço a torcer porque sozinhos neste mundo não somos nada, temos de beber a água embotelhada. Mas essa água embotelhada, que me dessedenta por pouco tempo não me serve. E estou traumatizado, porque me fizeram passar sede. Não me quiseram matar a sede e agora aqui estou eu à procura da água que é o elixir da alma. Se eu pudesse, eu seria. Mas querem-me pôr a máscara de mau. Então controla-te (!) e verás que a maldade que vez em mim, mora em ti. Bebe dessa água, para esqueceres quem sou, porque se não vires quem sou agora, no fim será tarde de mais. E se queres pôr-me a máscara de bom então, duvida e olha novamente, para isso alcança o cume da montanha mais alta que houver, num dia límpido com o sol a brilhar por trás de ti, e vê, sente que na verdade ninguém é quem é, somos apenas reflexos dos momentos, um sistema que irá ser o que sempre foi, algo único que ficará na memória, enquanto a houver, que será parte do Universo no fim de tudo, como sempre. E agora sabes quem sou? Eu também não, mas tenho esperança. És animal, mas podes ir mais além se desejares fortemente. Mereces aquilo que tens e que és, e assumes com a vida, em última instância, aquilo que fizeres. Ainda pensas que podes voltar atrás? Nunca há retrocesso, há incomensuráveis caminhos, mas o que foi, somente é, e só te resta o que será. Mergulha nesse oceano de águas límpidas, é bom esse ambiente aquoso, sentes-te como se fosse o teu ambiente natural. Talvez um dia tenha sido, mas já não é, essa é a realidade actual, e agora caminhas em busca constante da água que te dessedenta, ora conscientemente ora inconscientemente. Eu caminho constantemente nesse objectivo que se tende a alienar. Começo a acreditar fortemente que alcançarei outro objectivo ainda mais inalcançável. Porque sempre me fugiu o que estava tão perto de mim, o que era mais fácil de obter, como se Algo me dissesse que tinha que seguir o caminho mais difícil? De quem é a culpa? Porque estou aqui sem poder voltar atrás? Estou sequioso e não sei qual o motivo, se acabei de beber água. Vou beber Água, novamente.

Conquistador

Há terras por desbravar, há locais inalcançáveis, espaços por conquistar. Há recônditos que eu jamais irei revelar. Há paisagens por descobrir, belezas nunca observadas para usufruir.

Eu estive lá, mas nada disso irei narrar, porque tudo é como se vê. Nada descreverei, para não ser adulterado. Mas podem ficar a saber que é tudo, sempre em grande: Tem estéticas inolvidáveis; É o poder infinito do silêncio; É a tangencia de um golpe fatal do qual ressuscitamos; É um parágrafo único, de tal modo que, só para falar daquilo, se faria um texto que daria para dar a volta ao universo, um texto que se quebraria e voltaria ao essencial, ao nirvana, e no entanto, continuaria a sê-lo; É aquilo que ninguém viu e que sabe que existe, ou talvez apenas um vazio; Fica mais para lá do que o mais belo sonho, jamais sonhado; É um deleite único, como um adeus à vida, naquele último instante que toda a gente procura e nunca ninguém saberá; É uma máscara que cobre um rosto que nunca ninguém soube quem é, se algum dia o foi; É a luz que brilha no vácuo que preenche; É o ponto fulcral em que assenta o comprimento de onda que vibra, e vibrará, onde tudo tem princípio e fim; É a fluência da sintonia; é, enfim, onde bate o ponto.

E assim eu fui um aventureiro, se é que ainda o não sou, e cada vez mais. Aventurei-me em coisas concretas, para chegar às coisas incertas. Inventei ideias, tresloucadas diziam, sonhei trajectos, mas optei por seguir caminhos concretos, que aldrabões me tentaram impingir. Fui enganado, mandaram-me pelo bosque profundo na ideia de me fazer perder, e no entanto encontrei-me, e mais tarde dei-me a conhecer. Conquistei o trilho por onde passei, alcancei uma humanidade que eu desconhecia, agradeci a uma divindade que, ainda, não passa de uma utopia. Assim, aqui estou eu, feliz por voltar novamente. Aquele sítio foi de passagem. Trouxe bagagem, no entanto, fui sem nada, perdi tudo, mas cheguei, encontrei algo que me fez vir mais rico. É segredo, e nunca to direi. Mas posso te dizer que nome dei aquele sítio: é o ‘Reino de Aquém e Além’. Já agora, quem quiser ir, que vá por bem.

Há o desejo da conquista, há o desejo de ser conquistado. Há paraísos na terra, que são ensejos alados. O espírito de vitalidade invade o conquistador e o conquistado. Agarra essa preciosidade, não seja ela única, é sempre única. A quantos momentos já consideraste ‘presente’? Nenhum, tantos fugitivos, somente. Quando for assim, quando as duas linhas paralelas se encontram, não te despegues, porque agora és um, como sempre foste, só que mais forte. E então, extravasa essa alegria, de ser maravilhado, com o que vês, que é novo e intocado, essa efemeridade do tempo que te é dado. Se o perderes, triste não fiques, mas esperançado, o objectivo ainda não se esgotou. E mesmo na tristeza, esse momento inolvidável, na memória insondável, ficará, para que um dia possas dizer: ah! Poderás, a partir de ai, pintar o lugar onde estiveste, e, ornamentá-lo-ás. Ele ficará mais belo do que algum dia foi, esse momento. Eu sigo viagem, porque ninguém vai para ficar. O éden conquistado, não nos pertence, além disso, sou conquistador.

 

Rastejando

           Rastejando, serpenteando em busca do inalcançável. É o desejo que nos move, é a incerteza de que alguma vez o vamos encontrar que nos angustia. É uma busca incessante, uma compreensão que não cessa, é o mistério que se adensa, é o tempo que desgasta, que mata. Esvanece-se a esperança, aumenta a clarividência, como se a verdade estivesse cada vez mais próxima, estando, na verdade, cada vez mais distante. E falo de coisas grandes, do invisível, do simples, do invisível, mas tangível. Porque tudo tem de ter um tempo, porque tudo o que é bom tem de ser passageiro? Porque rastejo, em busca daquilo que me foi negado, como o ar que respiro? Atabafado, no meio de tudo, feio e bonito, bom e mau, cego. Mas os sentidos apuram-se e a fraqueza apodera-se como se os recursos fossem cada vez mais escassos. Dói aqui, ah! E agora ali também, ah! Mas tenho de seguir, não posso parar. Ninguém pode parar, mas… eu sinto tudo a fugir, cada vez parece que mais compreendo, mas cada vez sei menos, e busco os meus instintos a cada hora que passa, numa aflição que não passa, e já não sinto. Serpenteio entre tudo o que me tenta bloquear o caminho, em busca do objectivo desejado. Será que alguma vez tive objectivos? E que meios eu tenho para os atingir?

            Só há uma certeza, a de nos termos a nós próprios, a de me ter a mim e eu mesmo, de ambicionar um objectivo que nunca deveria ter desejado, de ter uma vida que não se compreende, de ter algo quer parece incontornável. Até parece que sim, por vezes estamos no topo, mas temos que vir cá abaixo para respirar. E fazendo a revisão do que sentimos, vamos de encontro aquilo que somos. Realmente há um destino, escolhamos o caminho que escolhermos, ele fala mais alto, e desafia-nos a lutar contra ele a todos os momentos. Pois, mesmo que vivas 1001 anos jamais ele será vencido. Pois, faças 1001 personagens, a verdadeira personagem prevalecerá.

Rastejando entre flores e ervas verdes. Rastejando em terreno pedregoso. Mas sempre rastejando, como se um castigo tivesse a cumprir, sem nunca ter cometido algo de que se possa alguém arrepender senão o de ter nascido, em busca de amor, como se alguma coisa faltasse para tudo estar bem. Não, ninguém é a personificação daquilo que se almejou, no mais fundo do ser, a essência, o potencial que vem desde lá do principio, mesmo antes de ser. Inspira, como se fosse a última vez, tenta respirar, como se alguma vez o fizeste. Eu faria alguma coisa por…, eu faço tanto por…, o vazio de…, a plenitude da contradição, a frustração de um sonho que nos persegue, o estar aqui eu e estares tu, frente a frente, o diálogo que faz sentido para alguém, aqueles que se perdem nos meandros da palavra, como se fosse magia, algo que desaparece e aparece do nada. E tudo em busca da linha recta! E tudo há procura da onda! E tudo confuso e preguiçoso, a não querer deixar os instintos. Ah! Se houvesse outros caminhos senão os da vulgaridade! Então olha nos meus olhos, hipnotiza essa serpente que te aborda e te mostra a sua língua bífida, ela não é perigosa, apenas o seu destino é esse, ir sempre até ao fim rastejando. E o objectivo será cumprido. Doa o que doer.

E o sol brilha depois da tempestade, ela é passageira, mas a devastação é enorme, mas aquele ser rastejante ainda lá anda. Como é possível? Como não se afogou? O Objectivo é pertinente. Foi tudo em vão! Terei que recomeçar de novo. Uma nova oportunidade para nos sentirmos vivos outra vez. A quem vais pertencer desta vez? Ao silêncio do Universo? À beleza do nirvana? Ao brilho eterno de uma estrela enquanto durar? Ou vais pertencer a ti próprio e saber que não tens fim e tudo foi como foi, e que resta apenas o que subsistir. Lindo começo de dia, magníficos amanheceres, grandes sentimentos, brandos como o entardecer, eternos segredos que jamais alguém irá desvendar. O campo floresce novamente, como se tudo fosse imutável, mas já nem me repito, para não dizeres que sou chato. Esperança, fé, envolvimento, burla, engano, culmina a paixão, derrete-se o gelo, tudo tem tradução no manual das eternas palavras. E penso que volta hei-de dar, para não voltar ao mesmo lugar.

Afinal, sou, só um, homem, a rastejar.

Nirvana e Kurt cobain - Came as you are

 

 

 

Nirvana - Come As You Are

 

 

 

Come as you are, as you were, as I want you to be.
As a friend, as a friend, as an old enemy.
Take your time, hurry up, the choice is yours, don't be late.
Take a rest, as a friend, as an old memoria
Memoria
Memoria
Memoria


Come doused in mud, soaked in bleach, as I want you to be.
As a trend, as a friend, as a old memoria
Memoria
Memoria
Memoria

Chorus:
Well I swear that I don't have a gun
No, I don't have a gun
No, I don't have a gun

--Instrumental--

Memoria... Memoria... Memoria... Memoria...

Chorus:
And I swear that I don't have a gun
No, I don't have a gun
No, I don't have a gun
No, I don't have a gun
No, I don't have a gun
(Memoria...Memoria....)

Come As You Are              Tradução    (Venha Como Você É)

Venha como você é, como você era
Como eu quero que você seja
Como um amigo, como um amigo
Como um velho inimigo

Venha no seu tempo, se apresse
A escolha é sua, não se atrase
Descanse como um amigo
Como um antiga memória
Memória

Venha afundado na lama, embebido em pureza
Como eu quero que você seja
Como uma tendência, como um amigo
Como um velho inimigo
Memória, memória
Memória

E eu juro que não tenho uma arma
Não, eu não tenho uma arma
Não, eu não tenho uma arma

 

 

 

 

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