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Mais um alegre blog...?!

Enfeitado , disfarçando; traduzindo: as horas, o tempo que passa, inexorávelmente, e sentindo os sentidos da minha vida e de tudo e todos os que minha alma toca e abrange. Bem vindos a este meu Universo.

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Enfeitado , disfarçando; traduzindo: as horas, o tempo que passa, inexorávelmente, e sentindo os sentidos da minha vida e de tudo e todos os que minha alma toca e abrange. Bem vindos a este meu Universo.

Agradecimento a aqueles que me ajudam a morrer

De repente senti uma enorme vontade de agradecer aqueles que tão generosa ajuda me dão na minha vida para morrer, me mostram o caminho da morte. Nesta ironia que é a minha vida, agradeceria, primeiramente, a quem me deu a vida, não sei precisar se de ambas as partes, que acabou por não ma dar na sua plenitude, coagindo-me e sacrificando-me, abafando meus gritos, fazendo ouvidos surdos, tentado fazer o bem (dizendo que era para meu bem), supostamente ‘o bem’, pondo-me no imponderável da vida, numa corda bamba, no limite do abismo, fazendo-me enxergar o negrume da vida, a insustentabilidade do meu ser, e sobretudo colocando-me numa situação de falta imensa de auto-confiança e auto-suficiência, numa situação de dúvida acerca de mim próprio e da minha capacidade de subsistência nesta vida. Afinal, quem nos dá a vida também nos encaminha para a morte, em vida [penso]. Supostamente, necessitei de ajuda em certos momentos chave da minha vida, e mais uma vez o complô de um destino que gira à minha volta e me encaminha para a minha morte actuou novamente e em força transpondo-me para uma nova fase de aproximação ao meu destino – aquilo que querem que seja o meu destino, o destino que uma natureza quer para mim -, entregando o meu ser e o meu destino na mão de alguém que, supostamente é ensinado para ajudar os outros, e que mais uma vez me ajuda neste caminho difícil para o fim dos meus dias, a reles atitude de quem promete o que não pode fazer, a promessa de uma cura que é impossível e que, no fundo sabem disso, mas que são superiores a tudo e agem a favor do desempenho da sua função, dizendo que é para curar que é para ajudar. Agradeço assim de seguida a todos os que se aproximam para me ajudar com base na falsidade das boas intenções, fruto de todo o erro original cometido pelos influentes seres primordiais da minha vida. O meu coração contorce-se a cada dia que passa, grito por ajuda, e vejo sempre a vã vontade humana de ajudar mascarada de sabedoria, contentes no fundo do seu âmago por não se encontrarem em tal situação. Penso nos tempos em que não tinha nada a perder, em que ainda podia confiar em alguém, até porque tinha de confiar em alguém porque sabia que o que me davam era genuíno e que não tinham a ideia de uma contrapartida, já que eu nada tinha, e logo não haveria falsidade nessa ajuda que prestavam. Agora digo correctamente, para que entendas: de repente senti uma enorme vontade de mandar à merda aqueles que ajudam a encaminhar-me para uma morte sofrida, quando podia ter uma morte com sabor a quem viveu, uma vida normal e apropriada a quem eu sou e de acordo com as minhas capacidades; De repente senti uma vontade de dar a volta a toda esta situação complicada que me envolve [uma vontade cega de vingança subtil, digo], de pessoas que não me querem deixar viver, que me empurram para o sofrimento, que se acham superiores e que agem perante mim como tal, com superioridade. Quando olho nos olhos de quem eu tão cegamente confiei um dia, hoje, consigo ver a falsidade que vai nos seus corações, e sinto-me completamente enganado, e penso, como poderá alguém tão próximo de mim ser assim? Como posso eu confiar em alguém depois disto [de ver (e sentir) isto]? E se eu não confiar, que será de mim? [penso]. Como enxergar o bem e o mal? Como saber o que é bom para mim se eu perdi o meu discernimento, estou falcatruado nos meus sentimentos, desfalcado do bom senso, alucinado pelo sofrimento que tenho de não poder ter a minha vida ao meu ritmo, devido, precisamente, ao medo de que não subsista economicamente na minha vida, quero com isto dizer, para que se entenda, ando a trabalhar doente porque se desistir não sei o que será de mim, economicamente, por isso quero morrer a trabalhar, doa o que doer. Como posso eu melhorar se não tenho capacidade de reacção que me foi retirada e anulada? E, então, eu penso naqueles que me querem ajudar, que dizem que me querem ajudar, penso, concretamente na minha médica, que diz que me quer ajudar quando eu sinto e vejo em seus olhos o desdém para quem eu sou (que pouca importância tenho para ela), assim como vejo o desdém de quem me deu a vida e de quem eu cegamente confiei. Penso também em todas as pessoas de boa vontade, que a maior parte das vezes não têm boa vontade nenhuma, porque eu sei que no fundo agem movidos por uma força interior de por os seus reais interesses (subjacentes na sua conduta inconsciente) à frente da boa vontade que manifestam. Penso na boa vontade que se manifesta em mudar uma pessoa que não pode ser mudada. Penso nas atrocidades que as pessoas cometem em nome da boa vontade e de ajudar, nas atrocidades que sempre existiram no mundo e que me querem bater à porta, a mim em particular, de uma maneira subtil. As pessoas a querer curar uma pessoa são capazes de a matar. Desgraçado daqueles que um dia necessitam de ajuda e caiem nas mãos erradas – que o mais certo é cair nas mãos erradas… na mãos dos pseudo- sabedores -. Como eu posso confiar numa medicação que um médico me dá? Como sei que não é pior a ‘emenda que o soneto’, que ao tomar aquele remédio não me fará mais mal do que o que estava? E mais ainda, estaria eu mesmo mal? Porque querem calar quem quer falar? Mas agradeço a outra hipótese que me dão de me curar, agradeço a pílula da lucidez, a pílula que me leva a morrer em vida em nome da evidência da ciência. <<Tu obténs o que dás>>, dizem. Como eu posso então obter se não tenho para dar, se me esvaziei (de energia, por exemplo). Eu deixo um repto à natureza que me envolve, que me demonstre que eu estou errado e até que ponto estou errado, que ninguém é igual a ninguém, e que posso confiar em alguém novamente. Eu peço um milagre, que me seja devolvida a auto-confiança perdida, o gosto de viver leve e livre, o poder pensar como quero pensar sem pensar que é errado, mas seja simplesmente o meu pensar, e poder agir sem atrito de morte. Porque agradeço eu a quem me ajuda a morrer? Porque querendo eu matar-me tudo se torna mais fácil com esta gente que dá uma mão, dando-me umas drogas para que eu morra lentamente, dão-me desprezo. Agradeço esse estranho tipo de amor que me dão. Esse amor que me cura. Mas vou tentar que não se fiquem a rir, indiferentes esses que me querem ajudar falsamente. Mostrem-me que as pessoas não são todas iguais, que se pode confiar, mostrem – me quem tem bom senso.

Metamorfose

        Nascer e morrer, o princípio e o fim da vida, o princípio e o fim de um sistema, (formado por outros sistemas) que se forma exponencialmente para falir e colapsar (pode-se utilizar o termo) quando a sua estabilidade se torna inviável. A mudança é uma constante. Nunca somos os mesmos, dependendo da velocidade a que se dá essa mudança. Os sistemas vão tomando novos equilíbrios à passagem do tempo [que ninguém sabe quando começou ou quando irá acabar]. Nada é fixo ou imutável, dependendo da posição do observador, e essa mudança, que é lei universal, dá-se mais ou menos rápido, ou, mais ou menos lentamente, mas, nunca, coisa alguma, está parada. E é formidável e notável a nossa disposição mental para descobrir partículas que não se vêem, essa capacidade fantástica de imaginar e dar uma interpretação coerente àquilo que os nossos olhos não vislumbram a olho nu e que está fora da interpretação óbvia dos nossos sentidos, a capacidade de associar e formar ideias que se podem aplicar na matéria. É o que faz reger o nosso cérebro, a ‘Psique’ humana, esse conceito que está no âmbito da criação do Universo e da existência do conceito de ‘Deus’ e do conceito de ‘Tempo’ [e que me deixa antever a existência de uma ‘Consciência Universal’] que nos permite tal façanha. Acredito, por estas palavras e neste momento, segundo as ideias que tenho, que é no ‘Tempo’ que reside a resposta essencial da vida e da existência. A nossa visão [a visão (humana) que temos das coisas, que é influenciada ou que provêm dos saberes, da ciência, da técnica e do saber utilizar os recursos que a terra tem, entre muitos outros níveis e esquemas de percepção, que são as extensões dos nosso sentidos], ultrapassou limites imagináveis [quando nos baseávamos na realidade do que existia, descurando, ou, não tendo em conta factores e variáveis imensas que nos ultrapassavam]. A nossa ‘auto-visão’ de hoje, Novembro do ano de 2009, que já vem sendo implementada ao longo dos anos, é de que o homem é capaz de tudo e que tudo consegue resolver. Tenho para mim que, é essa é a ‘imagem ideológica suprema’ que se passa às pessoas e que faz mover os homens, esquecendo-se da sua finitude, logo à partida, como se tudo seja possível aos homens. É óbvio que, se a visão que se tem não fosse positiva e esperançosa, o homem não evoluiria e cairia no vazio da existência. Apenas questiono o excesso de confiança que se quer passar, que é contradito pelos inúmeros factos que vejo na vida que me é transmitida, e alem disso, sobretudo, que sinto em mim como sendo incoerente com tal ideal esperançoso, apesar de a generalidade da vida que me envolve ‘parecer’ estar cada vez melhor [admito que faz parte do meu carácter esta minha maneira moderada de ver as coisas]. A interactividade do homem continua a crescer de forma inesperada e imprevisível (do meu ponto de vista). A dimensão que tomou (a que chegou) tal interactividade humana [a intensidade de comunicação e relação entre os homens], assenta na sustentabilidade que permite que tal aconteça, a ideologia existente por um lado [de progresso e de paz - de uma maneira geral entre os homens], o desenvolvimento das infra-estruturas e dos meios de comunicação por outro, que significa e engloba também a capacidade de produzir em massa, tais meios de comunicação, para consumo intensivo do mundo humano, mundo humano esse que tão abertamente recebe tais meios que o fascinam. [E isto leva-me a outra ideia – um aparte - que é a de que, toda esta sustentabilidade radica no consumo cada vez maior de e energia que por sua vez se pode tornar insustentável se as fontes de energia utilizadas se esgotarem e se não se descobrir maneira de se utilizar outra fontes de energia.]

Assim acontecem as metamorfoses debaixo deste céu azul [aparentemente]. Desde a crisálida ao insecto, a mudança dá-se em determinado espaço de tempo, e esse tempo é o tempo da metamorfose desse ser. O homem é dos seres que vive mais tempo nesta terra, cheia de seres e de vida [por enquanto]. Mas, mais que a mudança que se dá no nosso físico humano (a nossa dimensão física) e na nossa fisiologia, fascina-me a mudança que se dá na nossa dimensão psíquica. A mudança pode ser de tal forma, pode dar-se tão completamente, que a isso lhe chamaria ‘metamorfose psíquica’, no verdadeiro sentido da palavra, porque acontecem mudanças completas [ou quase] no tempo de vida da pessoa, em que uma mentalidade dá origem a outra, e acredito mesmo que haja várias mudanças de mentalidade ao longo da vida, variando de ser humano para ser humano, dependendo do seu grau de apetência e/ou predisposição e/ou motivação e/ou ainda da pressão do ambiente para a mutabilidade mental, em relação a esse ser, para que mude. E constato que a pressão para a metamorfose mental, hoje em dia, é enorme.

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