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Mais um alegre blog...?!

Enfeitado , disfarçando; traduzindo: as horas, o tempo que passa, inexorávelmente, e sentindo os sentidos da minha vida e de tudo e todos os que minha alma toca e abrange. Bem vindos a este meu Universo.

Mais um alegre blog...?!

Enfeitado , disfarçando; traduzindo: as horas, o tempo que passa, inexorávelmente, e sentindo os sentidos da minha vida e de tudo e todos os que minha alma toca e abrange. Bem vindos a este meu Universo.

Fugacidades [do pensamento]

Continuam chegando até mim pessoas, o meu blog continua a ser visitado, fugazmente. Ah, podem não ser muitas, e até podem estar de passagem, mas elas levam-me com elas. Não são muitas, mas não é propriamente a quantidade que interessa, é a impressão que vamos causando, quando não no imediato, no futuro, o que é melhor ainda. A vida é um todo, não é um momento somente. E o que perdura e subsiste é o que interessa e realmente vai marcando. Não é só o que é imediatamente observado e que é facilmente absorvível que é o que é verdadeiro, a verdade e a genuinidade esconde-se atrás do óbvio, nesta promiscuidade imensa, neste mundo. Quanto temos que trilhar para poder chegar lá! A interacção entre o que fomos e o que nos estamos a tornar a cada momento que passa dá-se constantemente. Eu sou um ser fugaz e perene, por vezes fico contente por isso e por vezes isso dá-me uma imensa tristeza. Quando penso que perdi algo, e se foi injustamente, isso provoca-me um vazio. A complexidade pode ser maravilhosa, mas o medo de me perder dentro dela é imenso. O meu gosto pela vida e por tudo o que sinto ou imagino é transversal. Eu não sou de maneira nenhuma uma pessoa linear. Esta transversalidade da vida tem-me levado a gastar mais energia, muita mais do que gastaria se eu fosse linear nos meus gostos, mas tenho descoberto e tenho sentido o gosto de sentir a generalidade de tudo o que consigo abranger. Não sou o maior, sou o que sou segundo aquilo que me envolve. Não sou uma pessoa que adira a ideais facilmente, que vá atrás de modas, ou de outras pessoas sentimentos fáceis de união falsa. Eu sou apenas eu, um ser pequeno no meio de tantos e tantos seres, diferente de todos eles e único na maneira de sentir, mas que estou envolvido no meio desta malha que nunca conseguirei compreender por mais que tente e por mais que consiga compreender. Tenho momentos melhores e piores. Tenho alegrias e tristezas. Compreendo que tudo tem que mudar, mas tenho medo de não conseguir acompanhar essa mudança, apesar de tender a aceitar que irei ficar para trás a pouco e pouco em coisas que queria que durassem mais tempo. Compreendo que estamos sós no meio da ilusão da vida, eu sinto-me como tal. As ligações humanas são fantásticas e é bom conhecer pessoas que nos complementam, mas este mundo é mesmo estranho, por vezes as pessoas são estranhas e isso é bom, mas por vezes são estranhas e isso é mau. As pessoas falam que é necessário proteger o mundo, para o futuro das gerações, mas ninguém abdica de ser um motor das causas de destruição, ninguém quer abdicar do conforto que tem. A vida é estranha, a cultura que os homens têm é estranha, eles lutam entre eles, querem ser donos do conhecimento e ser os maiores e dominar os outros. A vida é mesmo estranha. Eu também sou assim, nasci no meio dos homens e sou de carne e osso como eles, sou um humano, sou um ser vivo desta terra. Eu quero ter conforto, e não quero abdicar desse conforto se isso for imprescindível para a minha sobrevivência, eu preciso de conforto para poder viver mais tempo. A sobrevivência é pelo que lutamos por mais avançada que seja a nossa cultura ou a nossa mente. Queremos influenciar os outros, ter um poder de os por a trabalhar para nós de sermos os detentores da sabedoria, do que faz girar todo este Universo. As pessoas, na verdade não constroem somente, elas destroem muito mais e exploram e gastam e desgastam este mundo de uma maneira sem controlo, gastam esta terra que é de todos, mas é a sobrevivência e o gosto por ir sempre mais alem que provoca o impulso de continuar a gastar sem reciclar e a querer viver tudo numa vida. O que as pessoas hoje em dia procuram, talvez como sempre procuraram foi cultivar a personalidade, a influência, o conhecimento do mundo, a beleza. A ilusão que se cria do mundo hoje é enorme. As pessoas vão atrás umas das outras. Muitas pessoas precisam de ser guiadas, mas como sabemos quem nos pode conduzir bem e se há um caminho correcto? Ou se simplesmente o nosso caminho é o correcto, seja ele qual for? O sofrimento é pungente, mas inerente ao homem, mas eu não vou pagar por aqueles que querem fazer mal a eles próprios, eu não quero fazer-me sofrer mais do que o sofrimento que o destino me faz ter. Eu quero bem-estar e preservação do ambiente que me envolve. Mas tudo isto que digo é tão relativo, as coisas são tão estranhas, a vida não nos diz claramente o que é certo ou não, e sou tão perene para compreender tais coisas. As coisas repetem-se vezes e vezes sem fim, a história repete-se vezes e vezes sem conta na nossa memória, só assim conseguimos preservar as memórias do conhecimento. Quantas coisas não repetimos sem nos darmos conta, quantas coisas sem fim. O homem quer mais e mais sem fim, sem conseguir parar, é compulsivo. Estamos num mundo dos direitos humanos, onde esses direitos não chegam a todos, porque apenas alguns os sabem reivindicar. Como gostaríamos de voltar para a inocência, como gostaríamos de reviver o clímax, o auge do prazer sentido, a genuidade da vida que parece perdida e a tentamos encontrar novamente. Porque tem de ser tais momentos passageiros e não podem durar bastante mais? De que adianta a rebelião destrutiva que nasce em certos homens, porque não são eles clarividentes para terem uma rebelião construtiva? O mundo teve um princípio e vai ter um fim por mais que queiram suster este mundo muitos, como eu. O mundo é para se usar, se bem que havia de ser usado em respeito por todos. Mas as pessoas não compreendem, as pessoas … eu não compreendo por vezes, e outras vezes pareço compreender. Já não cimentamos valores e amizades, o mundo tende a diluir-se. Toda proximidade das pessoas, a pertença a um grupo tende a diluir-se numa idade de solidão que não tem de ser propriamente de tristeza. Caminho inexoravelmente para o meu fim, caminho e não sei porque caminho, mas sei que tenho que caminhar. Caminho a leste, mas caminho, caminho só, mas continuo a caminhar, na fé de que há um Deus que me tem.

Análise exasperada dos conceitos: humanidade, economia, liberdade e das relações entre os sistemas

 

 

 

Exasperando, todos os dias. Talvez a definição me leve a algum lado. Piorando certas coisas de dia para dia (embora haja algumas que melhorem também), irritado, para dentro, constantemente, faz longos anos. Talvez exasperado signifique crispado, contrafeito e também contraído, tenso. Um emaranhado de definições, umas que nos levam a outras e que me trazem de novo a esta: exasperado. Contrafeito com o que me envolve, encontro respostas para as minhas frustrações também. Como posso eu estar sereno e não exasperado se o que vejo e o que leio não me deixa ficar indiferente? Como posso eu ficar indiferente às notícias que vejo no telejornal, que vejo no jornal, que vejo na revista? Uma menina foi raptada em certa altura, quantas não foram raptadas depois desta? E parece que já foi morta, há indícios disso, um homicídio, de um ser humano, ainda com a vida pela frente ainda para mais, como posso eu ficar indiferente? Como se não fosse humano… mas sou. Violações, crimes, suicídios… dia após dia tudo a vir ao de cima. Coisas (problemas) que me não poderiam dizer respeito, mas dizem, sou humano, pertenço aos homens, e a humanidade busca a perfeição, e para atingir tal, essas coisas não são admissíveis. Nessa busca da perfeição e bem-estar, na busca de múltiplas respostas para as imensas perguntas que nos envolvem com todo o avanço tecnológico, toda a humanidade se atropela uma há outra, a interacção entre os homens é imensa nos dias que correm com tendência a aumentar. A raça é só uma, a humana, mas a lei não é igual para todos, a justiça humana é errática e o que move o mundo moderno é a economia e os números, no geral. O homem moderno ambiciona muito os bens materiais, de uma maneira geral, e em poder económico como se esse fosse o fim para que se vive, como se o outro fosse mais um numero nesta teia imensa que é a humanidade. Nem sempre foi assim, houve tempos em que o homem valorizava o interior e os sentimentos, o que era genuíno na humanidade. O homem antes de ser homem já era animal, mas não se restringiu ao que era, para bem da sua sobrevivência enquanto espécie, e agora quer tornar-se num Deus, fazendo uma justiça que há – de ficar aquém de justa, querendo transformar o mundo como se o mundo um dia se tornasse melhor só porque ele o transformou à imagem dele, do sonho que persegue. Como posso ficar indiferente às alterações climáticas que estão acontecendo em nome da liberdade do homem, que tem por base essa economia, e num sonho inalcançável como é a perfeição, esquecendo-se e afastando-se daquele que é o seu lar, que é a terra? ‘O homem é lobo do homem’ (Thomas Hobbes, filósofo inglês). Para mim a espécie humana compete neste momento, como sempre, segundo ‘a lei do mais forte’, só que num nível mais evoluído do conhecimento e inteligência, mas está cada vez mais longe das origens, ou será cada vez mais perto? ‘Do pó vieste e ao pó hás – de voltar’. Talvez a perfeição seja um equilíbrio entre coisas perfeitas e coisas imperfeitas. Parece-me isso o mais evidente, a perfeição não é um estado, um facto, mas um momento, e assim há coisas e momentos perfeitos e há coisas e momentos imperfeitos. Tem que haver o pobre e o rico, o inteligente e o ‘burro’, alegria e a tristeza… Não se consegue um estado para sempre. A perfeição não deve ser uma meta mas uma constante universal de equilíbrio onde desajustes desse equilíbrio tendem a fazer movimentar sistemas que estão em interacção dentro desse sistema maior em equilíbrio e que formam um todo (um outro sistema) e que tendem para um novo equilíbrio.  Logo, nem sempre seremos inteligentes, nem sempre estaremos em baixo na vida – teremos momentos melhores e momentos piores e talvez o pobre nem tenha sempre que ser pobre, talvez ele veja ‘a luz’ e consiga singrar na vida e vir a ser rico, talvez porque um outro rico deixou o lugar vago e passou a ser pobre – relacionando isto com economia.

Termino assim, um pouco menos exacerbado com o mundo humano. Talvez as coisas tenham que acontecer como acontecem, talvez o assassino aja como aja movido por desequilíbrios no sistema que o envolve e o faz agir assim. O sistema maior que engloba todos estes sistemas, o universo, é o sistema de onde vimos e para onde vamos. Concluo por hoje que tudo é uma passagem, e a nossa vida depende da interacção do nosso sistema, que somos cada um de nós, com os sistemas que nos envolvem. Nada depende somente de nós, mas nós podemos fazer a diferença em relação ao que se pode passar no nosso futuro, imediato ou posterior.

 

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