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Mais um alegre blog...?!

Enfeitado , disfarçando; traduzindo: as horas, o tempo que passa, inexorávelmente, e sentindo os sentidos da minha vida e de tudo e todos os que minha alma toca e abrange. Bem vindos a este meu Universo.

Mais um alegre blog...?!

Enfeitado , disfarçando; traduzindo: as horas, o tempo que passa, inexorávelmente, e sentindo os sentidos da minha vida e de tudo e todos os que minha alma toca e abrange. Bem vindos a este meu Universo.

A perfeição e o equilíbrio [em ebulição]

 

Engoli o meu orgulho e a minha vaidade. Engoli mais do que podia suportar normalmente. Engoli, mas ainda não rebentei. Engoli e, decerto, inchei. Vi e engoli. Ainda hoje vejo, de muitas formas e de vários ângulos, e continuo a engolir. Até quando vou engolir sem vomitar? Engoli e reprimi. Engoli em seco. Com os lábios, a boca, as golas e quiçá mesmo o tubo digestivo estivesse ressequido por não puder suportar, com descontracção, aquilo que muitos suportam normalmente, aquilo que a maioria das pessoas normais suporta. Cheguei à conclusão que engoli em seco demais, e por qualquer motivo diferente daquele que me faz mover e me faz ter sorte e saber apreciar a sorte que tenho, porque afinal a sorte não é só sair o euromilhões, a sorte é estar melhor do que a pior vez que estivemos alguma vez e saber reconhecer os pequenos passos que damos em relação à melhoria. Tanto engulo que não consigo acomodar como deve de ser o que engulo. E, não podendo acomodar, tenho que extravasar, assim, sem eles darem conta, estou a defecar para aqueles que me fazem calar -porque ainda consigo digerir, embora pior do que há uns tempos atrás, aquilo que forçosamente me fazem engolir, muitas vezes sem mastigar ou mastigar convenientemente -. Que é feito do meu sonho? Que é feito do meu desejo de ser feliz? Como poderei ser feliz, se nem só nem acompanhado. ‘Vou ser assertivo’, ‘vou ser moderado’, ‘vou respeitar as distâncias, respeitar o que eu sinto e o que as pessoas sentem’: assim penso, e proponho, para mim, inúmeras vezes; ‘vais ver, vais melhorar e ser capaz do que te propões’; Imagino-me nas situações a ser, precisamente, assertivo, agradável, moderado, no fundo a buscar o ideal da perfeição, do equilíbrio, não querendo com isso dizer que não me zangue, mas sim, imagino-me também a zangar, e se for o caso, mas com razão de tal, a zangar-me no momento certo e no tom de voz ideal, a serenar quando é caso de tal, no fundo, a reagir às situações do modo correcto, de acordo com o que as situações pedem que se reaja. Mas não, tudo dá errado: imagino-me perfeito e no entanto erro clamorosamente, porque, sei que muito mais do que eu imagino, me foge do controlo. Por tal acontecer eu crio um Deus, alguém que vê muito além, mais do que eu posso imaginar, e que me pode conduzir nesta vida com o mais perfeito equilíbrio e com a menor dor possível, um Deus que me foi dito mas não demonstrado e Do qual não me consigo livrar, de tal modo, que até ao escrever O respeito, pondo Seu Nome em letra maiúscula. Respeitando, isto é, borrando-me de medo por uma coisa que nem sei se existe - e não interessa o que sou o que fui ou o que serei; o que acredito, o que acreditei ou o que vou acreditar -. O caminho do equilíbrio é um caminho longo, a long way home. As pessoas aprendem o sentimento ‘medo’, aprendem a ter medo. Diria mais, outras certas pessoas nascem com dons de infundirem o medo, porque conhecem a fraqueza dos outros, porque dominam coisas (saberes, conhecimento, forças físicas) que esses ‘outros’ não dominam – e, talvez surja daí, a hierarquia dos seres, humanos neste caso em particular -. Cresci a respeitar, a adorar, a amar, e outras coisas (conceitos) mais e parecidas, sem saber o que isso significava, ou melhor, pensando que isso teria um significado verdadeiro, isso era o dom verdadeiro da vida. Nasci sem rebelião e cresci fechado, engolindo em seco, na esperança que um Deus (esse) fosse o meu amigo transcendentemente verdadeiro, mesmo sem o ver, que premiava aqueles que se esforçavam por seguirem o caminho da perfeição, o equilíbrio das suas vidas, que regavam a sua existência com sofrimento, na esperança de mais tarde serem premiados. Desafiei, no entanto, a existência desse Deus que eu respeito, chamando-o deus, simplesmente, atentando contra o respeito e medo que me queriam fazer ter Dele. Eu não estava nem estou satisfeito (eternamente serei um insatisfeito em muitos e muitos aspectos), com o desconhecido que me querem impor, ou quiseram. Sinto-me feliz por tal causa, a existência desse Deus, unir os homens que nele acreditam, Ele ser motivo de união. Mas sinto-me profundamente triste, por me terem transmitido que esse Deus era prisão - submissão e tristeza sem fim -. A união através das religiões pode ser bela, ou a mais amargosa faceta da vida por causa daqueles que não sabem interpretar ‘a palavra’, que dizem, que esse Deus ‘diz’. Eu ainda não a sei interpretar, mas tento, verdadeiramente. Agora, por vezes, chamo-o simplesmente deus, e ele não é melhor nem pior para mim do que era, se ele existir – mas ele existe segundo a maneira como eu o sinto -. E eu quero amar essa transcendência que fala comigo, que me responde misteriosamente, e que me faz relutar de alegria quando eu consigo decifrar o que me é transmitido, e, que isso [que me é transmitido e que eu decifro (quando tenho feedback)] é positivo para a minha vida. Pois, também eu digo que era solidário: fui um ser simples e aberto para com os outros, buscando na força da simplicidade -como numa força inspirada pelo nascer e pôr-do-sol, assim como em tudo o que é simples -, força de alegria para quem me envolvia, fonte de união e busca pela amizade – no entanto, tudo em vão, tal é a ira da incompreensão humana -. Agora digo, sou um ser simples ainda, mas, e (talvez) por isso, não posso fazer ver que posso fazer por alguém mais do que esse ‘alguém’ pode fazer por si: -será que por isso sou um egoísta? - Não posso negar os meus ideais: não sendo eu portador de falsas esperanças, porque iria contra o meu móbil, porque terei eu que demover o mundo se o mundo demove-se indiferentemente por quem eu sou? - Tive medo de ser bom no sentido de ser o melhor no que quer que fosse e desejasse ser, porque me infundiram o medo logo à partida, porque me incumbiram um espírito de fraqueza. Tive medo do meu Amigo que eu agora trato, simplesmente, por, amigo. Disseram-me que ele Era xyz, pois eu agora vejo que ele talvez seja xyz mas também é 0 a 9, e sei, intuitivamente, que muito mais há para descobrir, constatando que continuo a não o conseguir negar, ainda agora e, quiçá, para sempre. Cada vez me dedico mais a ele, cada vez com menos medo, espero e desejo, com a plena inteligência que este universo me deu. Espero subir de ânimo, get high, e ter a força da ilusão comigo, a esquizofrenia que existe, sem no entanto vacilar e errar. Isso é o que eu desejo, que eu imagino - em vão muitas vezes.

Sintonia

 

Há uma sintonia que não alcanço, e temo não poder alcançar. Há uma sintonia, uma sincronia, e há o contrário a dessicronia, a dessintonia, que ao extremo tende para o colapso. Parece tão fácil a sintonia, assim como o contrário pode ser o menos provável e o mais difícil de se sair depois de interiorizado, depois de se ter entrado nesse ritmo avassalador que é o dessincronismo. Tão fácil a sintonia, essa dança perfeita dos corpos em movimento, esse trocar de olhares perfeito, esse conjunto de melodias afinadas cantadas no momento certo com o som belo dos aparelhos, esse bater dos corações em uníssono, ganhando uma força que parece ninguém parar, essa equipa entrosada, que ninguém jamais ousará ganhar, essa orquestra afinada que produz uma música tão bela e tão complexa, esse organismo que está em equilíbrio e é funcional e que procura esse equilíbrio até não mais poder. Tão fácil essa sintonia, esse entendimento completo de um ser com outro, mas mais fascinante, entenderem-se os seres em conjunto, não só através de palavras mas de tantas outras coisas visíveis e invisíveis: os gestos, as expressões, o movimento dos seus corpos, a sua maneira de agir, o olhar – a naturalidade da gestão dos olhares – a sintonia do psíquico, a sintonia do Universo, o homem todo uno, conectado por uma ligação invisível. E a alegria é quem se difunde e propaga, esse eterno optimismo de que tudo será melhor. A tristeza, essa, que toma posse dos seres, nas suas expressões quando outro ou outros assim o demonstram é desvalorizada. Todos querem participar nas alegrias, mas as tristezas são pisadas como se o fim último da existência dos seres fosse o prazer. E todos fogem das a sete pés, como que se morrer afirmando por palavras ou um conjunto de situações ou maneira de agir que se está triste, que essa tristeza não quer largar o nosso ser, fosse uma atitude anti-sobrevivência, e logo os instintos lhes dizem aos outros, os alegres, que devem desviar-se desse buraco negro do Universo que os pode consumir. Então fugi de mim que estou triste: a luta pela sobrevivência, a lei do mais forte, o destino que se reescreve a cada momento que passa, a história só reza dos vencedores, dos vencidos rezará a História, silêncio! Que se vai cantar o fado, o fado é o destino, mas a mim ninguém me cala, mais calado do que o que estou não posso ficar, da galhofa não me hei-de livrar, mas gritai por quem não tem voz.
                Há uma emotividade que não consigo compartilhar, e temo não conseguir fazê-lo, jamais. Mas a esperança é a última a morrer, e tento contornar esta solidão que me açambarca.
                Sim, sou eu que estou off, desligado do mundo. (pergunto se tereis coragem de me fornecer um cabo para me ligar?) Sim, sou eu quem vai sair derrotado, como se a minha vida fosse uma luta, que me parece ser mais de mim contra mim próprio do que propriamente contra alguém, esse alguém que se dilui no espaço e no tempo, os meus inimigos, imaginários ou não, ou apenas aqueles que simplesmente, não podem ou não querem compreender ou ceder. Eu vejo como vejo e isso faz quem sou, apesar desta busca incessante por uma identidade que seja uma máscara para poder viver mais uns tempos. Sim, sou eu que pareço certo e estou mais errado do que qualquer homem que está à face desta terra. Vou cair por terra, sei-o, vou desfalecer e não poder lutar. Sou homem, e a energia falta. A fogueira da incompreensão quer consumir-me. (serás capaz de me dar a mão?). Vão atribuir-me motivos para o que se passa, mas decerto todos vão errar. E vou viver. Quer viva anos ou meses, ou dias ou horas, ou minutos ou apenas segundos e segundos que parecem não ter fim. O fim está traçado, tudo é em vão quando não há elo de ligação, sintonia. Só me restará o sofrimento? A lamechice de mim para mim próprio? Chamem-lhe pessimismo, trauma ou o que quiserem, depois de morrer, já não me interessará, mas agora o que se diz afecta-me tão rapidamente como se eu fosse um boneco nas mãos de uma criança, incerto como uma pena ao sabor do vento. Digam o que disserem nada me vai mudar, pelo menos para já, porque, mais uma vez, a esperança é a última a morrer… dizem.
                Impeçam o impossível. Impeçam a dor e a morte se forem capazes. Impeçam-me se forem capazes desta tristeza, ainda por cima gozada, e carregada com adjectivos de destruição, aqueles que atiram pedras a quem já está moribundo, ou então regozijai-vos por teres feito quase nada, em nome de vós.
 
 
  << O poeta é um fingidor. E finge tão completamente, que chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente. >>         Fernando Pessoa

Eternamente incompreendido

    Sinto como sinto. O vibrar da vida em mim. A eterna dor de sentir. Sentir quem sou. A infinita sensação de não pertencer a este mundo, a larga marginalização que me envolve, as infindáveis questões que só levam a outras questões, o nirvana, as perenes respostas que por vezes me satisfazem por um momento. Talvez seja tudo minha culpa, e sei que é. E a ninguém mais se deve este modo de ser, esta sensibilidade desmedida, esta admiração que provoco onde passo, este desprezo de quem não entende e olha fixamente, como se o olhar lhe desse respostas, como a querer descobrir o que vai na alma daquele que é ousado. E eles olham com superioridade, mas é a inferioridade que está em mim, na maneira de me manifestar, que até faz parecer verdade essa superioridade. O medo do desconhecido, eles fogem a sete pés dele. E não sabem o que os faz mover, não sabem porque são assim, não sabem porque agiram e agem como agem. Eu já saberei alguma coisa? O tempo passa, e eu tendo a sair derrotado, eu sinto-me sempre um derrotado. A nossa luta é tão em vão quando estamos deslocados de nós. O nosso tempo é tão breve, que não cabe nele quem tudo quer. Mas sou eu o culpado, eu sei. Mas não só, então e os outros? Quem me ensinou e me fez sentir assim? Talvez nunca encontre o meu lugar, porque ele não é aqui. Estou aprisionado. Quero libertar-me. Mas estou tão longe de onde queria chegar…imagino-me lá, nesse sitio onde existem valores, onde os meus passos me levam ao objectivo que desconheço. E toco a utopia: se eu fosse espírito somente, então eu seria EU realmente. Mas, assim, com este corpo, sou tão frágil, como se tivesse muito a perder. Queria ser, como os outros, não belo, não especial, não feio, não marginal, normal, normal. Sei que uma vez ultrapassada a fronteira do tempo, o regresso não é possível, apenas resta o futuro, o consolo de que tudo está à minha frente. Não quero ser rei do mundo, não quero ser rico, as minhas ambições são exíguas, como a senda por onde trilho, só peço o meu lugar, isso e somente isso. Mas há espectros que me acompanham constantemente. Apesar disso tenho fé, a dor de cabeça há-de passar. Mas tenho a certeza, que a solidão há-de lavrar fundo os terrenos da minha alma. Não sei porque é esta a minha natureza, eternamente incompreendida. Porque terei eu de ser assim, esquecido porque não manifestado, pisado porque não alado.

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