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Mais um alegre blog...?!

Enfeitado , disfarçando; traduzindo: as horas, o tempo que passa, inexorávelmente, e sentindo os sentidos da minha vida e de tudo e todos os que minha alma toca e abrange. Bem vindos a este meu Universo.

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''Expressão Facial ''

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A expressão facial é a forma mais básica e mais comum de expressão de emoções, fisiologistas estimaram que o rosto humano seria capaz de gerar cerca de 20.000 expressões diferentes. Juntamente com o olhar a expressão facial é o meio mais rico e importante, para expressarmos os nossos estados de ânimo e as nossas emoções, a expressão facial utiliza-se essencialmente para regular a interacção, e para reforçar a nossa mensagem enviada junto do receptor.

Nem toda a comunicação que é transmitida através da expressão facial é susceptível de ser percebida pelo interlocutor conscientemente, contudo as impressões que retemos dos outros estão também influenciadas pelos movimentos imperceptíveis da comunicação verbal do outro. Observamos pois, que têm tanta importância para uma percepção de impressões e juízos e para uma transmissão emocional, os movimentos faciais perceptíveis, como por exemplo a mudança de posição dos músculos faciais, das sobrancelhas, da boca; tal como os movimentos imperceptíveis, como a contracção pupilar ou uma ligeira transpiração.
Argyle através das suas investigações relativas à expressividade facial definiu que esta pode dividir-se em sub códigos do formato dos olhos, formato da boca, posição das sobrancelhas e tamanho das narinas.
A expressão facial é um dos meios de comunicação mais importante nas relações interpessoais, quer para obtermos uma confirmação de expectativas, quer para uma afirmação de determinados estados de espírito, sejam eles espontâneos ou ideados.
Apesar de alguns aspectos das expressões serem determinados culturalmente há expressões básicas que são reconhecidas universalmente.
Os estudos realizados relativos à percepção dos outros a partir da sua expressão facial, intentaram descrever os rasgos fisionómicos de algumas emoções, as investigações realizadas não demonstraram que existem movimentos que são característicos de músculos faciais específicos para cada uma das emoções, contudo, as mesmas investigações concluíram o seguinte; para uma mesma mímica existe um conjunto de interpretações que se confirmam umas às outras, de uma forma muito coerente. Para cada palavra do vocabulário sentimental, procuramos encontrar uma expressão facial correspondente, em alguns casos encontramos muito facilmente e noutros encontramos com um maior grau de dificuldade, existe pois, um número limitado de emoções que na maioria do ser humano pode reconhecer com uma certa fiabilidade.
A investigação determinou a existência de seis expressões faciais principais, as quais são indicadoras de emoções como a alegria, tristeza, nojo, medo, aborrecimento e interesse. São praticamente as únicas emoções que têm a probabilidade de ser reconhecidas pela maior parte dos indivíduos,  quando observadas expressas em outros indivíduos. Contudo, assuntos como a criminalidade também são avaliados em função da expressividade facial.
Por outro lado, a expressão facial serve para comunicar outros factos que não são tão universais, e que dependem do contexto e do estado emocional da interacção. Assim observamos que a expressão facial é utilizada para comunicar factos como: expressar o nosso actual estado de ânimo, o nosso desgosto de ver alguém, a nossa atenção para com os outros, que estamos a brincar com a outra pessoa, que estamos a ouvir (cabeça inclinada para o lado).
As expectativas e as previsões comportamentais que os indivíduos têm uns dos outros passam pelas mensagens emitidas pela expressividade facial. Esta expressão facial tem pois, como função principal a expressão de emoções, mas foi também estudada como meio de expressão da personalidade, das atitudes com os outros, da atracção sexual, do desejo de comunicar-se e do grau de expressividade durante a comunicação
Em determinados contextos, as expressões faciais, como exemplo: ódio, desprezo, raiva, tristeza, preocupação, simpatia, compreensão, alegria, bem-estar, aceitação, pode ser fatal ou fundamental para determinar o desenrolar dos acontecimentos.
A expressão facial está em constante mudança durante a comunicação. Em alguns casos as expressões faciais deturpam a verdade, por exemplo uma pessoa pode dizer que está muito contente e até sorri por ver uma determinada pessoa, mas uma análise mais profunda da sua expressividade facial, demonstrará uma expressão momentânea de desagrado pela outra pessoa.  
A interpretação do significado emocional das expressões faciais pode ser um problema complexo em situações interaccionais normais.
Devemos pois, olhar para esta expressividade facial de uma forma mais veemente, examinando-a profundamente, já que esta será a varinha de condão para desvendar o verdadeiro ser humano

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Um rosto

Hoje vi um rosto. Esse rosto não era comum, como o de qualquer pessoa. Ele tinha algo de especial, algo que me transcendia, algo que me tocava e eu não compreendia. Esse rosto, dava-me confiança, mas, num momento imediatamente a seguir, algo de contraditório se passava e contrariava esse sentimento. Era como se eu estivesse a ver que, esse rosto, era confiável, e, no entanto, as emoções que despoletava em mim, diziam completamente o contrário. E eu não conseguia escolher qual expressão ele me transmitia. Era um rosto que dizia, mas ao mesmo tempo contradizia. Era um rosto de luta - e nem vou falar de rugas de expressão, ou de outras características físicas ou faciais -. Era um rosto que dizia a verdade, somente a verdade, mas, ao mesmo tempo, eu não queria acreditar nela, como se a mentira me possuísse. Era um rosto de luta, uma eterna luta, entre os sentimentos e a razão – e era tão transparente para mim esse facto! -. Era um rosto de força, mas simultaneamente desolado, aparentemente calmo e impenetrável, e, ao mesmo tempo, aberto à humanidade, com todos os sentimentos que vagueiam o ser humano a jorrar, desse rosto. Esse rosto parecia uma pedra, quando fixava o meu, mas o que transmitia era tão forte e inexplicável que me fazia vibrar o meu ser e disparatar a minha conversa, imaginar coisas sem nexo, como se me dissesse: ‘Descobre quem sou eu, se fores capaz’. Esse rosto não aparentava ter nada por trás dele, mas eu sentia que havia. E eu era impelido a sentir uma vontade de descobrir o que estava atrás daquela expressão, que se desmultiplicava em múltiplas expressões que por sua vez transmitiam algo profundo e que, realmente, eu nunca tinha sequer imaginado que fosse assim, um rosto, aquele rosto humano. E, é curioso, é que eu pensava que conhecia o rosto dos homens, até eu ser levado a pensar nisso. Aquele rosto fazia-me pensar. Mas, afinal, que transmitiria aquele rosto cuja face eu tão bem deveria conhecer de todos estes anos de experiência, de cognição e aprendizagem de expressões faciais? Naquele momento eu senti o quanto somos permeáveis, como que temos uma membrana em que a osmose de sentimentos se dá, e percebi que não podemos contrariar essa lei da natureza. Pudemos sustê-la, mas nunca contrariá-la e erradicá-la. Esse rosto fez-me perceber o quanto somos autómatos da natureza, e cada vez mais, à medida que o tempo passa, somos levados a reconhecer, racionalmente, cada gesto que fazemos, a perceber que quando pensamos que somos nós quem dominamos, afinal, estamos a ser dominados por outras forças que nos ultrapassam. E, ao olhar esse rosto, - que era o rosto que transmitia o exponente máximo da alegria, da esperança e de todos os conceitos positivos, e concomitantemente, era o rosto que transmitia o exponente máximo da desolação, da tristeza e de todos os conceitos negativos -, percebi que não havia rosto. Aquele rosto era um reflexo que produzia reflexos, como a luz ao passar por um prisma, tão simples ou tão complexo quanto isso, depende do que se sente ou do que a razão nos diz. Aquele rosto escondia um ser. Um ser que se procurava constantemente, no espaço onde se encontrava. Procurava seu nome – uma identidade pelo menos… -, a sua ligação com o mundo. E eu percebi isso, eu reconheci isso nesse rosto, como se até então eu nunca tivesse percebido um rosto. Aquele rosto transmitia uma imensa sabedoria, que, no entanto, era silenciada pelo seus gestos simples e ingénuos, como se tentasse encobrir aquilo que aquele ser era, a sua magnitude, a sua magnificência. E aquele rosto dizia tanto, transmitia uma energia e uma presença estranha, que não passava indiferente (mas que os outros tentavam ignorar – eu percebi isso). Sei que poucos o viram e sentiram como eu o vi e senti. A angústia de não ser compreendido revelava-se na sua manifestação. Toda aquela indiferença, calma e apatia, aparente, escondiam um vulcão prestes a rebentar. E eu percebi isso. No seu olhar trazia a fé, a esperança, de que o que em que acreditava fizesse sentido e lhe desse ânimo para prosseguir o caminho. Esperança de encontrar o seu espaço no mundo. Aquele rosto trazia muito mais: na profundeza daquele olhar que perscrutava o Universo exterior, havia um infinito Universo virtual, um mundo onde as almas existem, uma dimensão onde poucos querem entrar, talvez porque estão agarrados ao seu exterior, ao que o mundo lhes dá, e não querem conhecer a matéria dos sonhos de que eles próprios são feitos. Com o passar do tempo aquele rosto entranhava-se em mim, como se o meu ser se imiscuísse no ser que eu observava. Eu via, o que até então não tinha visto. Aquele rosto me explicava porque os pólos opostos se atraem, o porquê das interacções entre os seres, as suas atitudes. Aquele rosto dizia-me mais e mais à medida que o ia observando, quando ele me permitia. Ele me abria os sentidos para compreender tanto do que até então me transcendia. Ele me abria o espírito e me revelava que tudo o que era dado como certo e coerente, não o era como se aparentava, e me revelava o paradoxo, a antítese, a antinomia que reinava neste mundo humano e dos seres em geral. Esse rosto - com aquele olhar que dizia, também, que estava aprisionado -, implorava por compreensão da parte dos outros. Esse rosto tinha um olhar que compreendia. Eu percebi por esse rosto, que tentava comunicar, o turbilhão de sentimentos, ideias, emoções que lhe estavam subjacentes. Eu tentei ajudar, olhei fixamente esse olhar daquele rosto, mas ele fechou-se, revelando uma mágoa que não era explicável no meu entender, como se dissesse ‘não há nada que tu possas fazer por mim’.

            Esse rosto significa tudo que tu possas imaginar, ou seja, o que és. Tu próprio ‘fazes’ o rosto de quem vês. Esse rosto é o vocabulário que tu tens em ti. É um reflexo de ti. Certos homens vêem, simplesmente, enquanto esse rosto observa e analisa, mesmo sem olhar. Esse rosto significa a unidade do ser, que ao mesmo tempo partilha uma dimensão, pouco abordada por um ser comum, com outros seres. Esse rosto tende a ser a manifestação da pura inteligência dos homens. Tudo o que nós somos, somos num conjunto e porque existe o outro rosto, sozinhos nada fazia sentido nem teríamos chegado ao ponto onde chegámos, e, no entanto, somos únicos na subtileza do nosso espírito, a sua essência. Esse rosto, significa a perenidade do nosso ser, que quer acreditar que somos eternos na dimensão espiritual. Talvez mesmo esse rosto seja ‘eu’. E não interessa mais nada do que foi dito, até porque só o que é escondido e está em segredo gera fascínio e curiosidade. E a verdade desse rosto, é um eterno segredo, que gera medo, porque desconhecido. Mas se sabemos que o final é certo, de que temos medo afinal? De que tenho eu medo afinal? Da estupidez humana? Ou dos rostos que olham e dizem tudo no meu espírito como se eu tivesse a resposta imediata para aqueles olhares. Como saberei se esse rosto existe? Mas que eu o vi, isso vi, e nada me pode mudar essa visão, a não ser a memória que algum dia me há-de fugir. Esse rosto necessita de descanso para prosseguir o tempo que lhe resta. Lembra-te: ‘Um rosto’.

           

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