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Mais um alegre blog...?!

Enfeitado , disfarçando; traduzindo: as horas, o tempo que passa, inexorávelmente, e sentindo os sentidos da minha vida e de tudo e todos os que minha alma toca e abrange. Bem vindos a este meu Universo.

Mais um alegre blog...?!

Enfeitado , disfarçando; traduzindo: as horas, o tempo que passa, inexorávelmente, e sentindo os sentidos da minha vida e de tudo e todos os que minha alma toca e abrange. Bem vindos a este meu Universo.

A Ilusão do Esforço

            Aprendi que tudo se conquista com esforço. Aprendi isso na pele, e, no entanto, conquistei tão pouco, segundo a minha ambição como bitola. Decerto só fiz o humanamente possível. Impingiram-me, nos ideais, que a vida é dura, e, decerto, não sei vê-la de outra maneira senão por esse prisma, mesmo que ela não o seja (mas sei que isso é relativo a uns e a outros). Não sei o que é ganho fácil. E por mais que tente, o tempo passa, mas, é como que a vida não vai para a frente. Quem somos nós para movermos o que quer que seja sem um Fulcro? Que podemos fazer nós de grandioso sem a invenção técnica de um mecanismo que nos permita sobrepujar as nossas forças. Em que a Grandiosidade se apoia? A nossa mente? Em que maquinas inventadas nós montaremos para aplanar a montanha? Até quando haverá combustível para alimentar essa mesma máquina? Porque saímos da harmonia rumo a um futuro incerto? Harmonia? Desde quando ela existiu (olhando aos pormenores)? Não, a harmonia não olha a pormenores, mas para um bem geral, o equilíbrio, exaltando uns e atropelando outros. Somos todos e tudo o que existe sempre manipulados por algo que sempre nos ultrapassará. Saímos do abrigo das cavernas, conquistámos a Terra, humanizámos o mundo e continuamos a descobrir maravilhas. Queremos mais, queremos tudo numa vida. Não queremos ser responsabilizados por nada, como que se a Terra nos tivesse que dar aquilo a que temos direito, Liberdade na ação. Liberdade na ignorância - digo eu. Porque nos foi Permitido chegar até aqui? Grandes vontades de certos seres humanos se impõem. Grandes interpretações nos levam mais além, e, no entanto, a Verdade não é alcançada, Ela não se mostra como os homens querem. Ciência para alcançar a Liberdade? Mas o que é isso? Os homens preferem a ignorância, o jogo do oculto, a impotência mascarada de potência, show off. Assim vai o mundo. Vede. Senti. No fundo sabemos quem somos. Sabemos que necessitamos de onde viemos, das Origens, de nos compreender conscientemente. E, contudo, poucos serão aqueles que poderão estar na mesma situação, idêntica diga-se, duas 2 vezes, parece-me, porque é tão precioso (!) o contexto único das coisas… Mas a que preço nos poderemos conhecer melhor? Vivemos do esforço de outros, os nossos antepassados. Tão críticos connosco, tão exigentes, movendo-se aleatoriamente segundo o que parecia, ao olhar ‘’ao longe’’, mas com firmes ideias, convicções e direitos de viver (tanto uns como outros, tanto humanos como animais), quando percebido o contexto em que agiam; tantos erros cometidos, além do mais, e, mesmo assim, devemos-lhe tanto… -Só o homem tem ilusão. Não sei se agradeça essa ilusão que nos faz mover, ou se será ela que nos irá destruir, ou, talvez, vangloriar ao nível da Magnificência, um vislumbre fugaz de Momentos psíquicos. A Psique a atingir sempre que nos seja permitido, essa Grande Ilusão.

 

 

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Esta luz não se apagará

      Se olhasses para mim naquele momento verias a luz que em mim se acendeu, um momento a tender para o perfeito, um momento que deveria ocorrer frequentemente, uma luz que se acendeu e que devia perdurar e não se apagar. Esse momento foi o ideal, como tantos em outras situações ocorrem, mas muitas vezes ‘tirados a ferros’ porque o natural, em mim, é ter outro estado de alma, uma alma com penumbra, mas que anseia sempre por esses momentos de luz. Esse momento foi um novo folgo, nem que o seja por um momento na vida; foi um crescer de autoconfiança, nem que seja passageira; foi um retemperar de uma calma que teima em não ser contínua, mas breve; por momentos eu fui quem não tenho sido, a ilusão de um sonho tomou conta de mim e na realidade e fez – me estar ‘on’. É formidável quando a dualidade corpo - alma se encontra, quando o nosso ser físico responde em consonância com os objectivos da mente, e ai encontramos uma coerência na consequência que se dá. É certo que tento encontrar a luz a cada dia que passa na minha vida, sempre o fiz, mas não sem que as adversidades sejam maiores, há medida que essa luz me ilumina mais intensamente. Nunca há o bem sem o mal, nem a bonança sem a sua contrapartida. Se me perguntasses porque é assim, porque não tem tudo de tender para o equilíbrio, para o entendimento e para a busca do que nos corresponde (?), eu te diria que, infinitamente, me pergunto a mim próprio porque é assim (?), desde sempre, sem ter uma resposta clara diante de meus olhos. Acredito que ainda vou ter pelo menos uma resposta razoável com o tempo, que por sua vez desejava que não me trouxesse contrapartidas negativas no meu ser e na minha vida, porque tudo a que respondo traz a adversidade que me tenta consumir mais rápido do que o normal. E eu podia abominar o mundo da adversidade que me envolve como abomino, mas de nada adianta a não ser para minha maior perdição e dificuldades, a manifestação clara e inequívoca dos nossos sentimentos são a nossa destruição, visto que ficamos vulneráveis aos nossos inimigos e adversários. Eu tenho que agir com muita inteligência esperando que a sorte me bafeje, isso sim. Eu tenho paciência, muita paciência, como sempre tive, mas o tempo já é de desconto, quando estava a meu favor já passou, começo a ter mais consciência disso. Já construi a minha vida até onde a pude construir, já tive o mundo em aberto para mim, agora tende a fechar-se rapidamente, não tenho ilusões, resta-me viver trabalhando a minha vida a partir da minha formação, daquilo que construi, não tenho outra vida. Pensava que eu era o melhor, melhor no sentido de bom, pensei que havia muita gente boa, mas estava completamente errado em relação a essas duas ideias; descobri a relatividade do que significa ser bom ou mau, a efemeridade do ser e dos ideais. O esforço por encontrar o eldorado da existência humana, da minha existência, em particular, é uma tarefa que pode ser tão recompensadora como absurda. Depois de eu partir, tal como acontece ainda na existência, não depende de mim a manifestação do que eu agora digo, o sucesso das minhas palavras; a filosofia vã, de quem um dia teve fé de que, fosse como fosse, nós merecemos continuar a existir e a lutar por isso. Descubro a cada dia que passa o desentendimento e a incompreensão que grassa pelo mundo, descubro as provas concretas de algo que há muito era claro para mim, a perenidade e a inconstância do ser, sim, mas a continuidade da obra só talvez se… o que nos ultrapassa o permitir.

     E, então, amanhece mais uma vez. Agora, se as minhas palavras valessem neste mundo, então elas seriam de destruição. Mas porque eu quero destruir maus e bons, os maus que fizeram mal e os bons que me tentam ajudar? Sim, esta pergunta é fulcral no momento que corre na minha vida. Eu devo-me revoltar contra quem me faz mal e não continuar a senda dos maus tratos, porque me trataram mal a mim. Assim, eu penso que… aquele fez-me mal é a ele que eu vou destruir. Eu não consigo diferenciar bem quem me faz mal e me fez bem neste momento – mas já foi muito pior -, porque estou toldado de raiva e frustração, doença e confusão. Assim, uma voz se levanta e diz: tomba tu ó excelsa pessoa, fruto da inteligência régia, sabedor de tudo e de todos os tempos, falsa és, fingidora, todo este tempo, vulcão eruptivo de sofrimento para quem te ama; Tu! Que espalhaste o teu ódio e insensatez, recusaste a humildade de ser humano nobre e me fizeste pisar as cinzas da tua ira, acreditando, por tuas ideias falsas e dissimuladas, que nada seria em vão, que isso me faria mais forte, sacrificando-me em nome de Deus, de quem eu conhecerei mais do que tu. Tu! És a perdição de ti próprio! Eleva-te ao mais alto dos céus e deixa-me viver. Porque eu retiro o suco do que de melhor tem os meus inimigos, eu me fortaleço e eternizo a cada dia que passa, nesta loucura desenfreada de quem tem uma voz apagada mas cheia de sentimento vindo de uma alma abafada. Eu te deixo fervilhar o veneno em teu corpo para que te destruas. Ao meu lado caiem gregos e troianos, levantam-se tempestades defronte de mim, persegue-me as inundações, e a mais bela-luz do sol é horrível para quem ousou fazer o que não devia ser feito. Eu mesmo me rastreio constantemente e sei que puro não serei, nunca, porque sou uma vara de uma videira impura, à espera de enxertada na boa planta. Anseio, um dia deixar de ser carne, e ser a energia das estrelas, deixar a mediocridade, a incompreensão, as desavenças, de quem não se quer em paz, porque eu fui roubado da minha dignidade. Mas tenho a certeza que continuarei a ter estas luzes, que tal como a de hoje, não se apagarão.

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