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Mais um alegre blog...?!

Enfeitado , disfarçando; traduzindo: as horas, o tempo que passa, inexorávelmente, e sentindo os sentidos da minha vida e de tudo e todos os que minha alma toca e abrange. Bem vindos a este meu Universo.

Mais um alegre blog...?!

Enfeitado , disfarçando; traduzindo: as horas, o tempo que passa, inexorávelmente, e sentindo os sentidos da minha vida e de tudo e todos os que minha alma toca e abrange. Bem vindos a este meu Universo.

Agressão sem culpado

            Se, simplesmente, pudéssemos fugir daquilo que nos apoquenta, que nos magoa, que nos oprime, que nos pisa, que nos afronta, que não conseguimos mudar, nós fugiríamos, sem dúvida alguma. Mas, fugir para onde (com as nossas limitações)? E mais: e fugir de nós mesmos?! Muita gente ainda deve pensar que o mundo é grande e que o Universo é incompreensível, duvidam de tais coisas como de o homem ter ido à lua, no sentido que tais entendimentos nos dão uma coerência da compreensão das coisas que, por sua vez, nos dá uma visão mais ampla de tudo o que os magníficos sentidos humanos nos dão a entender, como se não acreditassem no mundo em que vivem. Muita gente prefere a ignorância porque saber de mais faz mal (talvez porque não tem outro meio de a ultrapassar também, é certo); e eu digo: ‘Ó santa ignorância porque me abandonaste?’, como se eu soubesse muito; Porque tenho eu de saber mais do que o que posso saber? Porque tendo para o desequilíbrio entre a minha capacidade de sentir e o que realmente não sou capaz de ignorar de sentir? Que abismo é este que não me deixa ser feliz na ilusão? Mas, muita gente sabe muito mais do que eu e não tem desequilíbrios – o quanto, sinceramente, os invejo… -. Tento não me manifestar, na globalidade da ação da minha vida, como se de um espetador me tratasse, que assiste ao desenrolar da novela, do filme, da música, ou melhor, gostava de ser sempre um anónimo espetador, coisa que não posso ser, da mesma forma que o era em criança. Os sentidos do mundo caem sobre mim, e eu, eu não tenho capacidade de reação, eu não sei responder minimamente bem ao apelo que me é feito daquilo que me envolve. Responder aos apelos que o dia-a-dia nos trás é uma coisa séria, responder de acordo com as situações que nos ocorrem é uma tarefa para equilibrados que conquistam o mundo com o seu autodomínio. Respondes mal e és um homem acabado…; Que dizer da incapacidade de responder a uma agressão? O bullying? Uma guerra? O terror psicológico? Como responder a algo quando se está em inferioridade? Como se defende uma criança? Como responder ao mal com mal quando se tem amor à vida e ao bem, quando os ideais que nos movem são os da paz? Existem agressões que atuam mais subtilmente, que se dão como vindas de sistemas superiores que não são facilmente percetíveis, não é mesmo percetível a sua causa. Existem agressões que não se conseguem identificar de onde partem, tal é a teia que as envolve e disfarça? Mania da perseguição? Não, para mim existem agressões sem culpado… identificável. E eu sinto medo quando não compreendo as coisas, então, eu invento mitos e lendas para as explicar, eu invento histórias. Eu sinto medo, muito medo, um medo terrível e inexplicável por mitos, lendas ou histórias, porque erradamente aprendi que devia dar tanto valor à minha insignificante vida na imensidão incalculável do Universo, como uma criança que se acha no centro de tudo, especial, quando na verdade tudo é uma ilusão, quando na verdade não podemos ultrapassar as leis que regem o universo, a existência dos seres, ou seja, resumindo, tive azar. Como destruir a causa da agressão? Perguntando melhor: Como destruir a causa de uma agressão sem sermos feridos? Matar? Matar, matar, matar, matar!… guerra!… Perder o amor à vida(!), perder a piedade(!), matar a causa da nossa dor(!), esse desejo que em mim persegue; Resolveria alguma coisa matar? Talvez não, mas matar por necessidade assim como se defender por necessidade está na lei do mundo natural em que o homem tenta sobrepor com as suas leis onde consequentemente muitos desafortunados perdem esse direito de se defender vitalmente dos ataques à sua vida assim mesmo como atacar para suprimir as suas necessidades. Será a causa da nossa dor, essa mesmo que pensamos? Revoltamo-nos muitas vezes porque a agressão existe, mas a questão é: revoltamo-nos contra quem é o culpado, a causa da nossa agressão? ;E damos por nós a revoltarmo-nos contra quem nos ama, apesar de por sua vez haver formas muito duvidosas de amar, existem formas muito bizarras de amar, além de feitios que não se conseguem mudar, e nos causam frustração, raiva, angústia – muita angústia-, e nos infundem muito medo… se ao menos pudéssemos afastarmo-nos…

            No meu transe, nesta minha vida, em que eu procuro a(s) causa(s) para aquilo que eu sou, neste meu desejo (talvez utópico) de que eu seja feliz ainda nesta procura de aceitação de como eu sou no mundo dos homens, eu mesmo tenho medo de mim, porque infundo medo no que me envolve, que num ciclo sem fim regressa a mim, destruindo-me, dia após dia, mas que não consigo evitar. Tenho medo de cada passo que dou, sei que não o darei bem, certo dos passos maus que tenho dado dia após dia, do azar que me persegue, nesta ilusão, que quando não puder ser sustentada, será cruel de mais, a dura realidade, se imporá muito mais dura que está a ser a minha vida atual. Sei que me abandonarão, se é que já não fui abandonado pela existência psíquica faz tempo. E, apesar de a morte ser certa, ninguém ousa indagar o que o sofrimento é. Certamente gostaria de mudar (obstinadamente) coisas difíceis de mudar, e mesmo que se consigam mudar, o preço da vida é alto de mais a pagar por essas mudanças, mas talvez seja a lei do mais forte e do mais fraco a funcionar, em que nós, para acrescentar à dificuldade que é suster a vida, temos ainda a nossa autoconsciência a infernizar o que deveria ser aceite naturalmente e imperceptivalmente, as leis da natureza.

As guerras mundiais existiram e nunca se sabe se existirá outra, outra vez; tenho como ideia minha de que a maior parte das guerras muitas vezes não são causadas por motivos maiores, digamos assim, por motivos que se possa fazer uma apologia, mas sim por ideais estúpidos e sem sentido, nacionalismos, ignorância e falta de sentido da beleza da vida e da apreciação da paz. O mundo dos homens sabedores compreende a finitude do nosso mundo e dão valor a vida e à paz como consequência da sua própria sabedoria. O mundo civilizado esgrima nas palavras a sua luta, a guerra que se dá entre ideais, essa é a guerra mundial nas ideias do momento. No meu desejo de criança utópica, em que um Deus faz parte de uma justiça a atingir, as agressões seriam justificadas por esse ideal máximo que seria esse Deus a atuar na imensidão do tempo, e a justiça seria feita nessa mesma imensidão do tempo. Mas, para minha angústia, dadas as contradições e realidades que se impõem na minha mente, naquilo que me é dado a conhecer, a dúvida torna-me inseguro e insignificante, e a minha luta pela sobrevivência poderá ser em vão.

The passenger

            Vejo a vida passar defronte de meus olhos, como um passageiro que observa a (sua) paisagem. Sinto que não tenho tempo, sinto tristemente que já não tenho tempo. Sinto que estou a perder todos os sonhos, vagarosamente. Sinto que estou embrenhado numa teia. Sinto-me só. Sinto-me gozado, como se rissem de mim em verdadeira galhofa, meu progenitor, primeiro culpado de todos, de todos aqueles que ficam impunes neste mundo. Sinto - me desencontrado. Eu tenho realmente que identificar as causas de tudo isto: as pessoas culpadas e os motivos biológicos de eu ser quem sou, estar como estou, de me sentir como sinto. O vazio social é grande, tudo deu errado, e eu, continuo à procura dos culpados, ou dos motivos porque tudo isto me acontece assim, deste modo. Sinto que não sei fazer nada, e é verdade, que sei fazer eu? Um inútil condutor de uma vida que não se sabe qual será o destino, um ser desvalorizado à nascença. Que é uma pessoa sem outras pessoas? Mas, se é assim, porque nos sentimos perdidos (me sinto perdido) neste mundo de 7 mil milhões de pessoas, onde, afinal, apesar da imensidade de coisas e estados existirem nunca estou satisfeito com o que tenho – como acontecerá a muita gente. Sinto-me perdido e desalinhado neste trajeto sem significado, quando um dia, penso, eu tive a grande esperança, por mim, que mais ninguém pode ter por ninguém neste mundo. Sinto-me realmente só. Sou um passageiro que conduz o seu móbil, sozinho, sem tempo de parar e apreciar a paisagem. Antes de ter a carta para conduzir, onde eu tinha a certeza de que iria fazer uma grande viagem e estava ansioso por isso. Talvez eu nunca tenha iniciado essa viagem tão ambicionada. Quantos caminhos errados tomei... Mas este caminho não tem regresso. Nunca tive o prazer de dar boleia a alguém com quem se pudesse conversar, aquele conversar com amizade, com sentido de ligação das emoções, porque, na verdade, em mim as emoções estão seladas. Pronto! Sou eu o culpado de tudo o que se passa na minha vida! Mas que vou fazer??? Sei lá, adiante. Nunca levei a água, na verdade, ao meu moinho, moleiro que eu deveria ser. Penso que seja a ‘minha condição humana’ que não me deixa ser mais do que sou: sinto-me vergado na constante defesa da minha dignidade que tem sido posta à prova, a minha dignidade psíquica, mental, psicológica, sobretudo estas até ao momento, a dignidade física mantem-se intata, não sei até quando - lá ta o próprio medo, aquele de chegar a um ponto onde a filosofia e todo o conhecimento do mundo não me pode ajudar, onde a mente cairá em decadência como já alguma vez o senti faz 11 anos. Assim, encontrei este refúgio, neste blog, o blog das minhas lamentações, onde mais uma vez me desencontro com o mundo social (onde nem um comentário recebo - o porquê só Deus sabe, que eu não compreendo nada, mas imagino o complô de uma anti - vida que me quer derrotar e que temo que isso possa acontecer -, onde o vazio se estende pelo tempo desta viagem, cada vez mais escasso, onde não dialogo, nesta escrita vã e monocórdica, onde me afundo cada vez mais, nesta piscina funda onde alguém a enche de água para, precisamente, me afogar, pois eu não sei nadar. - Julgo ainda vir a bater o record do Guiness do blog com mais lamentações pessoais de todos os tempos -. Questões e mais questões surgem, infindavelmente, a ponto de colocar um homem louco, no mínimo, confuso; e então quando aquela (s) resposta (s) encontrada (s) como sendo a verdade o deixa (m) de o ser?! Aí é o descalabro completo, descalabro do impensável paradoxo da existência que nos deixa completamente atordoados, que deixa a própria ciência boquiaberta. Porque não posso ser eu íntegro? Se me perguntar a mim esta questão anterior, eu tento responder: Não sou íntegro porque não sou eu que comando a minha vida, assim como não comando a vida do mundo, e, do mundo que me envolve, em particular; apesar desta evidência ainda não ser tragável para mim, como se fosse uma criança que acredita que todo o mundo gira à sua volta e de que eu posso mudar o meu mundo. No entanto, sei que todos estamos ligados de algum modo; acredito no ‘efeito borboleta’, assim como acredito no fascínio das coincidências: por exemplo, como passageiro, de encontrar um lugar para estacionar o meu veículo no momento certo, em que eu chego, no local ideal. Têm acontecido tantas coincidências na minha vida que, orgulhosamente, poderia continuar pensando que sou um ser especial como sempre o quis ser, como sempre quis que a vida me tratasse, como tal. Vou contar somente uma coincidência: um dia eu saio do meu trabalho, e, ao pôr o meu veículo a funcionar, eu tinha ligado para começar o radio a funcionar e não o cd, eis que começa dar uma música dos Pink Floyd na rádio RFM, ‘Another brick in the wall’, acho que a parte 2 das 3 partes de another brick in the Wall para quem conhece, aquela musica ‘we don’t need no education…’; não é que acontece a fantástica coincidência, entre as tantas e tantas coincidências que tanto se tem passado nos últimos tempos e em tantas áreas da minha vida, acontece que ao ligar o cd sem eu o saber, a música que começa a rodar, quase em preciso simultâneo, questão de 1 segundo de diferença aproximadamente, no momento em que se transmitia a música da RFM, era essa música, a dar, repito, quase em simultâneo com a do cd; eu não fazia ideia que tinha essa música para começar no cd, foi uma coincidência fantástica, melhor só sair o euro milhões (e eu jogaria se não fosse tão pessimista e me sentisse tão azarado ao jogo como na vida). Situações como esta têm-se repetido constantemente na minha vida, pelo menos de um modo que eu me aperceba de há poucos anos pra cá. Eu olho para o relógio e são as 23horas23minutos, numa outra altura são 11horas11minutos e estão la fora do meu carro 11ºcelsius de temperatura, porque eu observei esses momentos e não reparei noutros sem nexo? E pergunto-me em última análise se tudo, em absoluto, neste mundo acelerado, não terá uma explicação que só ‘os privilegiados conseguem entender’, ou aqueles que conseguem associar as coisas, conseguem ter capacidade de análise (acelerada talvez)? E quando passam músicas que se adaptam ao momento ocasional e que funcionam como explicação e móbil daquilo que se está a fazer? Não sei que significam todas estas coincidências na minha vida, e o que se têm passado, em especial, nos últimos anos em que eu me apercebi que havia um tempo para tudo, por exemplo, em que acho que atingi uma nova fase da minha vida. Procuro significados da minha vida, mas pergunto: haverá significados definitivos? A minha condição humana, é, afinal, como a que deve ser a de todos os seres: de incerteza perante um futuro desconhecido, imponderabilidade perante o futuro incerto onde na curta existência de vida se vive próspero, remediado, necessitado ou miserável, com isto tudo a acontecer lado a lado por seres que se exploram uns aos outros numa indiferença que aflige, fazendo apoio a alguns que necessitam como remedeio depois do assalto a casa trancas à porta: tanta mentalidade, tanta ideia e idealizações do mundo, quanta falsidade no meio disto tudo, quanta ignorância do tipo ‘Ah! Isso não é comigo’, ou então é o safa-te como puderes. Pergunto, que merda é esta de ‘economia’? Foi algum profeta que a inventou? Eu quero ter conhecimento e fazer coisas que me satisfaçam por as fazer, tal como me satisfaço a fazer sexo quando isso me dá prazer, quando posso, quando surge a situação propícia. Eu quero usar a sabedoria com liberdade - não quero fazer sexo naqueles dias porque tem que ser assim, porque manda o regime vermelho, porque a merda da cultura da economia do homem arrasa um ser como eu que não tem meios para se defender, porque em última análise aquilo que tínhamos por certo afinal é incerto, e um ser humano que se acha superior domina tudo até muito mais longe do que a vista alcança, de um modo que só os céus compreendem o porquê de tudo isto ser assim, o porquê do ‘é’ e do ‘não é’ - por isso apelo ao Universo que me trás tantas coincidências, essas, e que elas sejam presságios de um bom futuro, de que tudo se está a organizar para o bem, no bom caminho. Eu penso, eu preciso é da força do fazer, o dinheiro é um mero simbolismo para que se produza o que é preciso, para que se efetue a troca do bem que eu não tenho e preciso para efetuar com conhecimento a minha tarefa, que eu conheço pela ciência e a pratico como sabedor – penso que a mentalidade do homem atual, que vive nas zonas mais ricas do mundo ou a partir de um certo nível de vida, pensa que tem todos os direitos, que esse ‘imponderável’ para ele não existe, que nunca faltará o essencial, como se o mundo fosse (espetávelmente) previsível, dominável além de fonte inesgotável de recursos, onde ‘O segredo’ é imaginar com toda a força e desejo possível tudo o que de bom existe (egoisticamente) para cada um de nós e tudo isso nos acontecerá (pergunto-me porque eu sonho assim faz tantos anos e tanto do que é negativo vem ter comigo) -. E, assim eu vivo, no imponderável dia de amanhã, como na verdade sempre vivi, com medo de não subsistir, já manifestei isso mais vezes. Estou desempregado, como tantos outros. O futuro é incerto, na verdade não sei fazer nada, repito, apenas conduzir um móbil, bem ou mal, e lamentar-me, aqui, perdendo tempo precioso da minha vida, porque não sei utiliza-lo de outro modo. Talvez o fim seja o de saturar as lamentações que têm que ter um sentido, que têm que ter um meio de explicação e superação, para mim, que estupidamente há já tantos anos procuro. Mas há quanto tempo eu digo isto?! Há quanto tempo… desde sempre, neste quarto aborrecido onde eu cresci e vivo com desejo de conduzir mais um dia, como passageiro, esse móbil, e, mais que não seja, apreciar a paisagem, como ‘The Passenger’.

 

 

 

 

 

 

In & Out – Culpado ou assistente do que se passa

Passo muito do meu tempo aqui, agarrado à tecnologia, que me fascina, me ocupa, me desenvolve (o conhecimento sobretudo) e me ajuda a passar o tempo. Por vezes temo não ter tempo para ela, e cada vez me surge mais frequentemente esse sentimento, porque o meu tempo urge. Temo perder o fascínio pela tecnologia e pela vida, mas tenho esperança de que tudo o que me envolve espaço – temporalmente, - o universo (de que eu tanto falo) e o meu tempo (passado, presente e futuro) me traga uma vida realizada, livre de mágoas, ressentimentos e frustrações, à medida que os meus anos de vida passam, além de que desejo que o meu sistema (o meu organismo) me dê uma vida justa , metabolicamente falando, livre de complicações de maior. Todas as variáveis que me envolvem são enormes e eu não consigo controlá-las, mas consigo observar de uma maneira especial a maneira como elas funcionam, de uma maneira mais superior, por causa de / graças a , toda a dificuldade que tem aparecido na minha vida, graças aquilo que sou desde sempre e que procuro a resposta para o porque de eu ser quem sou. É verdade que gosto de tecnologia, é verdade que gosto de ser livre, mas a ideia de que tudo tem um custo no tempo e no espaço prende-me (acorrenta-me), porque eu não queria destruir cegamente (como muitos e muitos) aquilo que deve ser para usufruto de quem merece – ou seja, de todo o ser nascido, que devia ser livre até ao ponto em que o outro é livre e que tem direito a ter um mundo que o acolha e do qual possa desfrutar de acordo com aquilo que sente e que é, e para que tudo isto fosse perfeito, que tivesse uma mentalidade elevada para poder respeitar todos os seres e que pudesse receber esse feedback de respeito [mas tudo isto é um sonho da perfeição, do ser imperfeito que eu sou, angustiosamente, e do qual me quero livrar] - tendo um ambiente sustentável no tempo futuro, livre de excessos, injustiças e desigualdades. Mas sei, cada vez mais, que não me cabe a mim mudar o rumo que o mundo com tais imensas variáveis toma, e no entanto ainda não me conformo, não estou satisfeito se não conseguir sentir-me bem comigo próprio e com o mundo que me envolve. Não é o facto de eu abdicar e mudar umas poucas de mentes, ou devido à minha fraca presença que o mundo vai mudar para melhor, além de que nada me garante que o meu ideal esteja certo como já alguma vez acreditei piamente. Questiono-me, constantemente, o porquê do mundo me ser algo tão estranhamente belo (?), em certas horas, para ser um verdadeiro pesadelo noutras. Pergunto-me o porquê de haver tanta gente que joga (?), em primeiro lugar o jogo da economia, do dinheiro e do valor monetário, que somos obrigados a jogar desde sabe-se lá quando começou a fazer parte da cultura, tão abrangente hoje em dia, do homem. Acho que o jogo faz parte do homem, e jogos que uns gostam de jogar podem não gostar outros. Sei que há muita gente que não imagina o que está por detrás destas palavras que eu digo, nem mesmo eu (!) imagino o alcance que elas têm… Não ligam e desprezam ou ignoram, simplesmente, mas o facto de as ter encontrado já ditaram um novo rumo nas suas vidas, nem que seja da forma mais elementar, mais simples. Influenciamos e somos influenciados, e eu só tenho de aceitar isso, por mais que me custe. Eu não estou no centro do mundo, e isso tem que me entrar bem dentro da minha cabeça, eu sou apenas algo que existe, para não mais existir, um dia, por mais que isso me faça sentir inconformado, me intrigue também a minha existência, muitas vezes injustiçada neste mundo. Vivo um isolamento espiritual imenso, atingindo visões que não percebo o porque de elas virem até mim, compreensões de coisas das quais não encontro quem, mais alguém, as sinta do mesmo modo, ou idêntico, e que as queira comentar. Vivo um jogo singular que não serve neste mundo económico - e mesmo que não falando na economia falamos nas emoções, das quais as minhas não são idênticas as dos outros seres. Tudo à minha volta é estranho, muitas vezes, ou então sou eu que provoco essa estranheza: ambas as situações acontecem, sei-o claramente; Vejo situações das quais o ambiente me pede intervenção, não podendo-lhe dar essa intervenção criando um bloqueio em que tudo à minha volta começa a ser muito estranho e anormal; vejo situações em que o ambiente me diz que estou como observador e sei que há algo de anormal a passar mesmo que eu não consiga entender o quê, e que não está a acontecer por minha culpa. Mas uma coisa é certa, dependentemente ou independentemente de mim: 'assim acontece'.

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