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Mais um alegre blog...?!

Enfeitado , disfarçando; traduzindo: as horas, o tempo que passa, inexorávelmente, e sentindo os sentidos da minha vida e de tudo e todos os que minha alma toca e abrange. Bem vindos a este meu Universo.

Mais um alegre blog...?!

Enfeitado , disfarçando; traduzindo: as horas, o tempo que passa, inexorávelmente, e sentindo os sentidos da minha vida e de tudo e todos os que minha alma toca e abrange. Bem vindos a este meu Universo.

The passenger

            Vejo a vida passar defronte de meus olhos, como um passageiro que observa a (sua) paisagem. Sinto que não tenho tempo, sinto tristemente que já não tenho tempo. Sinto que estou a perder todos os sonhos, vagarosamente. Sinto que estou embrenhado numa teia. Sinto-me só. Sinto-me gozado, como se rissem de mim em verdadeira galhofa, meu progenitor, primeiro culpado de todos, de todos aqueles que ficam impunes neste mundo. Sinto - me desencontrado. Eu tenho realmente que identificar as causas de tudo isto: as pessoas culpadas e os motivos biológicos de eu ser quem sou, estar como estou, de me sentir como sinto. O vazio social é grande, tudo deu errado, e eu, continuo à procura dos culpados, ou dos motivos porque tudo isto me acontece assim, deste modo. Sinto que não sei fazer nada, e é verdade, que sei fazer eu? Um inútil condutor de uma vida que não se sabe qual será o destino, um ser desvalorizado à nascença. Que é uma pessoa sem outras pessoas? Mas, se é assim, porque nos sentimos perdidos (me sinto perdido) neste mundo de 7 mil milhões de pessoas, onde, afinal, apesar da imensidade de coisas e estados existirem nunca estou satisfeito com o que tenho – como acontecerá a muita gente. Sinto-me perdido e desalinhado neste trajeto sem significado, quando um dia, penso, eu tive a grande esperança, por mim, que mais ninguém pode ter por ninguém neste mundo. Sinto-me realmente só. Sou um passageiro que conduz o seu móbil, sozinho, sem tempo de parar e apreciar a paisagem. Antes de ter a carta para conduzir, onde eu tinha a certeza de que iria fazer uma grande viagem e estava ansioso por isso. Talvez eu nunca tenha iniciado essa viagem tão ambicionada. Quantos caminhos errados tomei... Mas este caminho não tem regresso. Nunca tive o prazer de dar boleia a alguém com quem se pudesse conversar, aquele conversar com amizade, com sentido de ligação das emoções, porque, na verdade, em mim as emoções estão seladas. Pronto! Sou eu o culpado de tudo o que se passa na minha vida! Mas que vou fazer??? Sei lá, adiante. Nunca levei a água, na verdade, ao meu moinho, moleiro que eu deveria ser. Penso que seja a ‘minha condição humana’ que não me deixa ser mais do que sou: sinto-me vergado na constante defesa da minha dignidade que tem sido posta à prova, a minha dignidade psíquica, mental, psicológica, sobretudo estas até ao momento, a dignidade física mantem-se intata, não sei até quando - lá ta o próprio medo, aquele de chegar a um ponto onde a filosofia e todo o conhecimento do mundo não me pode ajudar, onde a mente cairá em decadência como já alguma vez o senti faz 11 anos. Assim, encontrei este refúgio, neste blog, o blog das minhas lamentações, onde mais uma vez me desencontro com o mundo social (onde nem um comentário recebo - o porquê só Deus sabe, que eu não compreendo nada, mas imagino o complô de uma anti - vida que me quer derrotar e que temo que isso possa acontecer -, onde o vazio se estende pelo tempo desta viagem, cada vez mais escasso, onde não dialogo, nesta escrita vã e monocórdica, onde me afundo cada vez mais, nesta piscina funda onde alguém a enche de água para, precisamente, me afogar, pois eu não sei nadar. - Julgo ainda vir a bater o record do Guiness do blog com mais lamentações pessoais de todos os tempos -. Questões e mais questões surgem, infindavelmente, a ponto de colocar um homem louco, no mínimo, confuso; e então quando aquela (s) resposta (s) encontrada (s) como sendo a verdade o deixa (m) de o ser?! Aí é o descalabro completo, descalabro do impensável paradoxo da existência que nos deixa completamente atordoados, que deixa a própria ciência boquiaberta. Porque não posso ser eu íntegro? Se me perguntar a mim esta questão anterior, eu tento responder: Não sou íntegro porque não sou eu que comando a minha vida, assim como não comando a vida do mundo, e, do mundo que me envolve, em particular; apesar desta evidência ainda não ser tragável para mim, como se fosse uma criança que acredita que todo o mundo gira à sua volta e de que eu posso mudar o meu mundo. No entanto, sei que todos estamos ligados de algum modo; acredito no ‘efeito borboleta’, assim como acredito no fascínio das coincidências: por exemplo, como passageiro, de encontrar um lugar para estacionar o meu veículo no momento certo, em que eu chego, no local ideal. Têm acontecido tantas coincidências na minha vida que, orgulhosamente, poderia continuar pensando que sou um ser especial como sempre o quis ser, como sempre quis que a vida me tratasse, como tal. Vou contar somente uma coincidência: um dia eu saio do meu trabalho, e, ao pôr o meu veículo a funcionar, eu tinha ligado para começar o radio a funcionar e não o cd, eis que começa dar uma música dos Pink Floyd na rádio RFM, ‘Another brick in the wall’, acho que a parte 2 das 3 partes de another brick in the Wall para quem conhece, aquela musica ‘we don’t need no education…’; não é que acontece a fantástica coincidência, entre as tantas e tantas coincidências que tanto se tem passado nos últimos tempos e em tantas áreas da minha vida, acontece que ao ligar o cd sem eu o saber, a música que começa a rodar, quase em preciso simultâneo, questão de 1 segundo de diferença aproximadamente, no momento em que se transmitia a música da RFM, era essa música, a dar, repito, quase em simultâneo com a do cd; eu não fazia ideia que tinha essa música para começar no cd, foi uma coincidência fantástica, melhor só sair o euro milhões (e eu jogaria se não fosse tão pessimista e me sentisse tão azarado ao jogo como na vida). Situações como esta têm-se repetido constantemente na minha vida, pelo menos de um modo que eu me aperceba de há poucos anos pra cá. Eu olho para o relógio e são as 23horas23minutos, numa outra altura são 11horas11minutos e estão la fora do meu carro 11ºcelsius de temperatura, porque eu observei esses momentos e não reparei noutros sem nexo? E pergunto-me em última análise se tudo, em absoluto, neste mundo acelerado, não terá uma explicação que só ‘os privilegiados conseguem entender’, ou aqueles que conseguem associar as coisas, conseguem ter capacidade de análise (acelerada talvez)? E quando passam músicas que se adaptam ao momento ocasional e que funcionam como explicação e móbil daquilo que se está a fazer? Não sei que significam todas estas coincidências na minha vida, e o que se têm passado, em especial, nos últimos anos em que eu me apercebi que havia um tempo para tudo, por exemplo, em que acho que atingi uma nova fase da minha vida. Procuro significados da minha vida, mas pergunto: haverá significados definitivos? A minha condição humana, é, afinal, como a que deve ser a de todos os seres: de incerteza perante um futuro desconhecido, imponderabilidade perante o futuro incerto onde na curta existência de vida se vive próspero, remediado, necessitado ou miserável, com isto tudo a acontecer lado a lado por seres que se exploram uns aos outros numa indiferença que aflige, fazendo apoio a alguns que necessitam como remedeio depois do assalto a casa trancas à porta: tanta mentalidade, tanta ideia e idealizações do mundo, quanta falsidade no meio disto tudo, quanta ignorância do tipo ‘Ah! Isso não é comigo’, ou então é o safa-te como puderes. Pergunto, que merda é esta de ‘economia’? Foi algum profeta que a inventou? Eu quero ter conhecimento e fazer coisas que me satisfaçam por as fazer, tal como me satisfaço a fazer sexo quando isso me dá prazer, quando posso, quando surge a situação propícia. Eu quero usar a sabedoria com liberdade - não quero fazer sexo naqueles dias porque tem que ser assim, porque manda o regime vermelho, porque a merda da cultura da economia do homem arrasa um ser como eu que não tem meios para se defender, porque em última análise aquilo que tínhamos por certo afinal é incerto, e um ser humano que se acha superior domina tudo até muito mais longe do que a vista alcança, de um modo que só os céus compreendem o porquê de tudo isto ser assim, o porquê do ‘é’ e do ‘não é’ - por isso apelo ao Universo que me trás tantas coincidências, essas, e que elas sejam presságios de um bom futuro, de que tudo se está a organizar para o bem, no bom caminho. Eu penso, eu preciso é da força do fazer, o dinheiro é um mero simbolismo para que se produza o que é preciso, para que se efetue a troca do bem que eu não tenho e preciso para efetuar com conhecimento a minha tarefa, que eu conheço pela ciência e a pratico como sabedor – penso que a mentalidade do homem atual, que vive nas zonas mais ricas do mundo ou a partir de um certo nível de vida, pensa que tem todos os direitos, que esse ‘imponderável’ para ele não existe, que nunca faltará o essencial, como se o mundo fosse (espetávelmente) previsível, dominável além de fonte inesgotável de recursos, onde ‘O segredo’ é imaginar com toda a força e desejo possível tudo o que de bom existe (egoisticamente) para cada um de nós e tudo isso nos acontecerá (pergunto-me porque eu sonho assim faz tantos anos e tanto do que é negativo vem ter comigo) -. E, assim eu vivo, no imponderável dia de amanhã, como na verdade sempre vivi, com medo de não subsistir, já manifestei isso mais vezes. Estou desempregado, como tantos outros. O futuro é incerto, na verdade não sei fazer nada, repito, apenas conduzir um móbil, bem ou mal, e lamentar-me, aqui, perdendo tempo precioso da minha vida, porque não sei utiliza-lo de outro modo. Talvez o fim seja o de saturar as lamentações que têm que ter um sentido, que têm que ter um meio de explicação e superação, para mim, que estupidamente há já tantos anos procuro. Mas há quanto tempo eu digo isto?! Há quanto tempo… desde sempre, neste quarto aborrecido onde eu cresci e vivo com desejo de conduzir mais um dia, como passageiro, esse móbil, e, mais que não seja, apreciar a paisagem, como ‘The Passenger’.

 

 

 

 

 

 

A dança do saber e do conhecimento

                Todos devemos ter possibilidade de acesso ao conhecimento, o que não acontece com muita frequência; Mesmo, hoje em dia, a internet não está ao alcance de qualquer um; por vezes ponho-me a imaginar a quantidade de pessoas que no mundo não sabem mexer num computador, um pouco que seja, quantas não o viram, ainda, e muitas outras que têm computador e acesso a internet pouco mais sabem do que utilizar o computador como passatempo, uns joguinhos, talvez andar pelo facebook, que está na moda, enfim muito pouco, e acontece, sobretudo em países mais pobres, a ignorância total. Eu não sei muito, também, é verdade, e o meu conhecimento é generalizado, sei um pouco de tudo, mas nada de muito saber em coisas que são específicas e/ou concretas; já o disse mais vezes, o meu pensamento é divergente e leva-me à análise e absorção generalizada das coisas e a minha motivação é a de saber o essencial de cada coisa/assunto/matéria segundo as minhas necessidades, e depois, com isso, [tenho o prazer de associar] /associo constantemente umas coisas com as outras. O conhecimento e o saber é, para mim, essencial para a paz, quer da realidade externa, quer da paz interior. Não é só a internet que traz o saber e o conhecimento, é certo, mas ela é uma fonte enorme de conhecimento, ninguém o poderá negar. A pessoa que não compreende o mundo e a si mesma, aquilo que se passa exteriormente a ela e interiormente a ela, poderá torna-se agressiva/agir erradamente/cair em auto- marginalização quando o azar lhe bate à porta ou por inconsciência, poderá disparatar facilmente, não sabendo defender-se e/ou desviar-se daquilo que lhe pode fazer mal; Com conhecimento e saber, com uma visão de águia, tudo se torna mais fácil para o conhecimento de tudo o que o envolve, as pessoas, o mundo, o Universo – assim, o amor-próprio cresce, a vontade de viver tem um novo sentido, surgindo novas motivações constantemente. É claro que as pessoas têm as suas culturas, todos nós nascemos englobados numa cultura próxima de nós, a partir da qual nos desenvolvemos e que aceitamos, normalmente e habitualmente, quando nos conseguimos adaptar a ela. Mas, e quando não nos conseguimos adaptar a ela e/ou ela é nefasta para nós? Então, surgem as marginalizações, os abusos de poder sobre esses [nós/eu] que ficam afastados dessa cultura, que deviam ter absorvido e comungado; quantos há por ai assim, que são excluídos porque não são compreendidos, excluídos por essas pessoas que entram na cultura que os envolvia, mas que de ‘saber’ e ‘conhecimento’ têm pouco, e por isso, essas pessoas sem escrúpulos, fazem mal a quem está débil/na ignorância/marginalizado já de sua própria condição.

            Tenho um sentimento, que me surge frequentemente, e que me diz que tudo o que falamos é relativo, assim, o que digo é relativo segundo o que sei, segundo o que sinto, segundo as emoções do momento em que o digo, de acordo com o que sei do assunto, de acordo com a maneira como a minha mente pensa, de acordo com os meus ideais e a minha conduta de uma maneira geral – acontece que estou a falar e a certa altura não acredito muito bem no que digo, como se fosse um paradoxo. Falamos para evoluir, também, é certo, sei-o. É errando que se evolui, é errando, e muito (!), que se aperfeiçoam os seres e as coisas e os ideais, com o devido desgaste de outros sistemas. E assim, tento, com as minhas palavras, fazer a apologia de quem eu sou e de tudo o que se passa comigo e à minha volta, onde os meus sentidos (saber e conhecimento) abrangem [fazendo jus ao lema do meu blog que está no topo da minha página inicial de apresentação]; Sinto, ainda, como se fosse uma criança (magoada) sensível, questionadora, fascinada, … : magoada com aqueles que me deviam amar mais; sensível, ainda, porque, precisamente, me magoo facilmente; questionadora porque me pergunto constantemente ‘o porquê’ de tudo ser como é e acontecer como acontece; fascinada com as respostas que encontro, com tudo o que de maravilhoso vejo, dentro do equilíbrio que consigo ter ou que a vida me dá, com o meu suposto esforço. A criança que há em mim continua em busca da perfeição, e custa-me que as pessoas se relacionem pelos motivos errados; a criança que há em mim compreende as atrocidades que se têm cometido em toda a parte do mundo, ao acaso com que as coisas acontecem, devido ao desconhecimento, à falta de saber e devido ao florescer de culturas erradas, destruidoras, malignas; a criança, pessimista [ou será realista?] que há em mim continua a ver um futuro [humano] incerto e de destruição – a maioria das pessoas continua seguindo como se nada fosse com elas, comodistas, como se houvesse e tivessem todos os direitos os homens, cada um, como se a culpa do que acontece fosse do governante ou dos outros [sem querer defender partidarismos ou politica], alimentando uma complexa cadeia de destruição que será adiada enquanto a mãe terra conseguir colmatar todos os nossos erros [e penso com isto em destruição da natureza sem necessidade, destruição de ecossistemas, de espécies de animais, destruição do homem pelo homem]. E pergunto-me e ponho esta questão a todos: será que ainda há tempo para a vida? Sei que sou um homem com fé e com a mania das grandezas espirituais, mas desesperançado quando a minha mente abrange a compreensão do confim do Universo e a subtileza do equilíbrio desta terra. Já disse isto mais vezes, porque será que nasci com esta consciência? Esta consciência de sofrer por coisas que não me deviam dizer respeito… É claro que este é ou deve ser o preço daqueles que foram destinados ao saber e ao conhecimento: o sofrer, a solidão, a entropia dos sentimentos e o destemperamento das emoções [contudo não é sempre, pois quando a maré é ‘a de se sentir bem’, esse ‘sentir bem’ é imenso e incomensurável, eleva-nos ao pico das emoções, mesmo que não manifestadas, algo que a pessoa comum não deve alcançar, suponho] – assim digo, com isto, que nem o conhecimento me tem livrado e nos pode livrar de sentimentos e emoções obscuras, do mal-estar que acontece a quem compreende mas é pequeno de mais para mudar o mundo que é exterior a mim/nós; eu sinto-me frustrado por não conseguir jamais mudar o que quer que seja neste mundo, de não levar a água ao meu moinho e nem querer entrar na dança que me convida constantemente esta vida, uma dança que tenho medo de dançar, a dança de um conhecimento e saber desconhecido.

As condições humanas - A presença particular de cada um de nós

Nós nascemos. Mas nem todos que nascem crescem, nem todos são saudáveis, nem todos são perfeitos. Nós todos temos a nossa condição humana. Eu quase diria que muito do nosso ser é determinado no nascimento. Mas, quando somos jovens, podemos alterar significativamente a aparência do que realmente somos. À medida que envelhecemos podemos mudar cada vez menos. Eu acho que apesar das mudanças que ocorrem na nossa juventude, a essência de quem somos (fisicamente e mentalmente), e o que nos tornaremos, já está definida, em grande parte, quando nascemos, comigo sinto que foi assim. O que acontece é que, na nossa juventude, e à medida que o tempo passa e nos conhecemos melhor a nós próprios, segundo a influência do ambiente, temos tendência a reforçar ou não, aquilo para o que o nosso organismo - como um todo física e psiquicamente - nos impele. Se reforçamos o que somos à nascença e continuamente, então, como exemplos: 1) Iremos reforçar o introversão e certas características que vêm acompanhadas com o introversão com que nascemos, como seja a fraca capacidade de sociabilização, o ser-se reservado, e a privilegiar as actividades solitárias; ou, 2) Iremos reforçar a extroversão e certas características que vêm acompanhadas com essa característica nata, o que fará com que, se o ambiente for propício, se venha a ser um indivíduo muito sociável, a privilegiar as actividades em conjunto, a gostar imensamente de ser o centro das atenções, virado para o mundo externo a si próprio. Se não reforçamos continuamente o que somos à nascença, segundo a influência do ambiente que nos rodeia, então estaremos entre os exemplos opostos e extremos que dei em cima (alínea 1 e alínea 2), havendo uma conduta de normalidade, uma média para a qual todo o ser humano tende. Com isto põe-se a questão de qual dos dois factores é mais preponderante nas vidas de cada ser: -a) O determinismo -seremos aqueles para o qual estamos ou fomos concebidos e agiremos de acordo como o nosso organismo (física e psiquicamente) em toda a nossa vida, andemos por onde andemos, fizermos o que fizermos; -b) Ou, o ambiente que rodeia o ser, à medida que se desenvolve, é a principal causa daquilo que somos ao longo das nossas vidas? -. Diria que não podemos excluir a acção conjunta de cada um destes dois factores abrangentes daquilo que somos, e isto devia ser consensual, se não o é ainda. Entre o extremos das características ‘1) ‘ e ‘2) ‘, há uma enorme maioria de seres normais que abrangem uma grande parte de todo esse espectro de extremos. A maneira como actuam os dois factores generalistas (‘a’ determinismo – genes e o organismo enquanto sistema, no geral - e ‘b’ ambiente) na vida de cada pessoa é enormemente complexa. Eu sinto em mim essa complexidade. Sei, em mim, que nasci, reforcei e solidifiquei (psíquica e fisicamente) muitas características das quais não me consegui livrar, embora eu conseguisse ver que elas não eram e não estão a ser adequadas para a minha sobrevivência. Contudo, eu sobrevivo ainda. Mas a questão central, que se subdivide, que me faz escrever estas linhas anteriores é: Poderemos ou não tornar-nos muito diferentes daquilo para que estávamos programados organicamente à nascença pelos genes e por todo o nosso ser (?), de uma maneira geral, já formado embrionariamente, restando-nos apenas crescer (?) e adaptar-nos ao ambiente segundo o que somos? Tenho pensado sobre isso. Pessoalmente, segundo o que conheço de mim (e conheço-me bem), sei que eu não mudaria muito se o rumo da minha vida tivesse sido outro, ou seja, se tivesse seguido outro caminho sei que eu basicamente seria o mesmo sempre. E sei também que me poderia ter perdido na incompreensão daquilo que eu sou, na ignorância das minhas raízes, os meus pais, com o qual eu me identifico e comparo aquilo que eu sinto como sendo muito idêntico, e ainda sei que muita gente se perde por não perceber o porquê de ser como são, não conhecerem as suas ascendências. É claro que muitos prosperam na vida apesar de não conhecerem a sua história, ou talvez por isso, mas nunca é regra geral, como digo sempre. Sinto que, em mim, o factor genético pesou mais e tem pesado na minha vida, no meu ser enquanto organismo, e tem, de um modo geral condicionando a minha acção. Sei que há casos de pessoas que dão a volta ‘por cima’ às características e à força retractiva, que para muitos é brutal, e que se transfiguram nesta vida, passando de ‘patinhos feios’ a figuras esbeltas, e/ou de seres que parecem tolos e/ou com pouca inteligência e que triunfam e se tornam sabedores de como vencer, logo vencedores, de desafortunados a afortunados. E quando penso nestes casos penso também, novamente, que tenho a noção clara de que não há leis gerais que guiem o psiquismo da humanidade em interacção com o ambiente, como que se pudesse generalizar que o facto de alguns seres mudarem na vida imensamente, o seja possível fazer qualquer um. A globalidade dos dois factores (orgânico-genéticos - determinantes - e ambiente que rodeia o individuo) que refiro e que agem na vida de cada ser em particular é muito própria de cada indivíduo no tempo cultural em que se encontra. Assim, também as características psico-fisiológicas de um homem, que seriam positivas em determinado ambiente cultural de determinada época e determinado contexto podem ser desadaptativas noutros ambientes culturais e/ou noutro tempo. Vivemos num mundo diferente do de outrora, existe uma consciência cultural globalizada, devido aos meios de comunicação existentes, sendo que a cultura que rege os homens, hoje em dia, sobretudo nos países democráticos e de livre expressão, que contem o princípio da tolerância em relação aos seres que são diferentes e/ou que se exprimem de maneira diferente, o que os protege imenso, ou seja: aos deficientes, aos doentes, aos que são mais feios, aos que tem uma opinião e uma mentalidade diferente do normal, e digo mesmo também, daqueles que têm uma opção sexual diferente, aos criminosos que agem muitas vezes devido a condições, particularmente, humanas que existem neles, entre outros exemplos. Conheço na História, assim como na vida hodierna, pelo que leio e pelo que vejo, e sinto que isso é altamente verosímil, as atrocidades que o homem comete para com o outro, e bastantes vezes na melhor das intenções como seja, curar ou ajudar uma pessoa, mas, estando a fazer mal. Sinto a dor de quem foi e é, através dos tempos, marginalizado, maltratado e muitas vezes pagando com a sua vida uma existência vã, esperando eternamente por algo que os salve, por um Deus. Sinto a injustiça que sentem aqueles que não conseguem defender-se, que são dados como loucos, doentes, pacientes malogrados de um Frankenstein, ou ainda, daqueles que são diferentes e pesa sobre eles a dor de uma vida sem brilho que não conseguem compreender e ter uma hipótese de ter uma continuidade existencial aceitável. A vida neste mundo é complexa, mais bem dito ainda, é estranha, muito estranha. Talvez mesmo cada ser tenha a sua condição humana, que não cabe a mais ninguém compreender.

Eu não estaria aqui a falar hoje – se calhar para ninguém -, se não fosse esta profunda transformação na maneira de comunicar, a internet, que me permite, sendo eu quem sou – um ser que teve que seguir o caminho da introspecção e do isolamento, que não consegue sociabilizar de uma maneira normal devido aos factores genético-ambientais – estar ligado ao mundo social e em contacto com as pessoas, e isso libertou-me. Libertou-me por exemplo da depressão, do isolamento a que estaria votado e mesmo de uma loucura incontrolável se estivesse em casa sem o feedback do mundo, alem de que me fez conhecer muito melhor a mim próprio e ao mundo que me rodeia. Sei e sinto que a maneira de se relacionar das pessoas se está a alterar com a internet, com as redes sociais a ser um modo de socializar das pessoas. Claro que para muitas pessoas é mais um meio de estar na vida e de se relacionar, a internet, mas para muitas outras é o único meio onde conseguem ser livres e sentirem-se normais. Acho mesmo que o mundo com a característica individualista se demarcou ainda mais com o aparecimento da internet, a que todos querem ter acesso. A mudança de mentalidades está a ser enorme. Continuo a achar que a solidão é combatida, apesar do distanciamento que as pessoas criam entre elas, mais agarradas à tecnologia, privilegiando-a e detrimento do contacto social ‘in loco’. Mas é certo que é difícil avaliar o efeito de uma influência como é a internet, nas pessoas. Cada pessoa é diferente, cada caso é um caso, cada pessoa é única, e tem a sua própria maneira de sentir, a sua própria maneira de interpretar o mundo. Cada pessoa é uma condição humana.

 

 

 

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