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Mais um alegre blog...?!

Enfeitado , disfarçando; traduzindo: as horas, o tempo que passa, inexorávelmente, e sentindo os sentidos da minha vida e de tudo e todos os que minha alma toca e abrange. Bem vindos a este meu Universo.

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Enfeitado , disfarçando; traduzindo: as horas, o tempo que passa, inexorávelmente, e sentindo os sentidos da minha vida e de tudo e todos os que minha alma toca e abrange. Bem vindos a este meu Universo.

comentário ao último post- Poder e política

<<Preciso de uma operação que custa cinco mil euros no privado entretanto espero, vai fazer quatro anos em Agosto, por uma consulta no hospital de Faro. Liberdade para morrer.>>

Fulano

 

 

    Os políticos, como qualquer pessoa que promete e é responsável e tem poder, deviam ser condenados por não cumprirem com o que prometem, pois o poder é um conceito que encerra (ou devia encerrar), em si, muita responsabilidade. E o mais relevante nisto é que põem falsas esperanças em muitas pessoas que necessitam ou simplesmente 'entram na onda' dos ideais de tais homens (tal como acontece noutras áreas de influência do âmbito humano), como se eles pudessem chegar a resolver o problema de cada ser humano, o 'cidadão' como lhes chamam. Cometem, muitas vezes, atrocidades, sobre o pretexto de que querem ajudar a melhorar o mundo, o seu país ou até onde o seu poder abrange. Mas os políticos não são Deuses, eles fazem parte de um jogo humano, o do poder, o de influenciar a vida das outras pessoas, quer para o caminho da vida, quer para o caminho da morte, quer se aceite esse facto ou não. A verdade é que, nesta economia, em que se 'adoram' os números, somos medidos, precisamente, por valores numéricos no conjunto e não como seres em particular que somos, nesta imensidão de gente que habita no planeta, cuja natureza parece agir com indiferença em relação aos seres que neles habitam, como se a vida fosse uma 'sorte' e um acaso. Já que este mundo humano é de impunidade, e a revolta nem sempre é o caminho a seguir, pois, por exemplo, pode destruir-nos mais a nós do que com quem nos queremos revoltar, resta-nos acreditar que a nossa existência terá um sentido. Em Deus (por exemplo, porque não?) ou num conceito que ele representa, a verdadeira natureza, não a natureza pervertida do homem. Acreditar que não é só a vida que tem sentido, mas que depois da morte, tudo continuará a ter sentido e que já havia um sentido antes da vida. E mais, o que é facto é que tudo funciona, apesar do caos que governa o mundo, por mais admiração que isso possa causar. Como pode funcionar assim? Não sei, mas o mundo não pára. Eu iria contra os meus princípios se fizesse algo em que não acreditasse e soubesse que poderia ter consequências trágicas nas pessoas. Os políticos talvez devessem fazer o mesmo. Talvez por isso não me demova do meu sentir primitivo e me guie por esta apatia em que caminho. Neste momento deverá aplicar-se o provérbio: 'A esperança deve ser a última a morrer'. Acreditem na natureza, que eu vou tentar fazer o mesmo, e que ela abra os olhos de quem pode e que essa natureza faça justiça, para que, quem pode, ponha à frente dos seus próprios interesses os interesses dos seres em geral e da natureza.

Politica, Pensamentos sobre

    Entrando agora um pouco em política, não é por qualquer motivo que as ditaduras e certos ideias comunistas têm tendência a desaparecer e a democracia seja algo de ambicioso. A verdade é que não há bela sem senão. A lei da economia liberal não vai ser a que vai trazer justiça à face da terra, se bem que vai calando os pobres através da esperança que lhes dá e que muitas vezes nunca chega. Mas tem coisas boas a democracia, por exemplo, a igualdade de oportunidades, o facto de se  ser livre e por consequência poder-se ambicionar alcançar grandes objectivos mesmo que se esteja cá em baixo. E a democracia nos dias de hoje, a liberdade de o homem atingir o que queira atingir, leva a que se utilizem recursos excessivamente na natureza como se a individualidade se sobrepusesse à colectividade, à humanidade. Uns esfarrapam-se para ter quase nada, segundo as normas, outros aproveitam-se desses e de outros para terem estatuto e viverem, muitas das vezes enganando os outros. Não serei eu que liderarei o que quer que seja. E tenho a firme ideia que não é um conjunto de indivíduos que têm o poder de fazer leis, que vá trazer a justiça social que tanto se deseja. Se eles fazem leis, essas leis não irão servir para todos, vão sempre beneficiar uns em detrimento de outros. Mas bem, tal como há uma hierarquia tem de haver uma ordem. Agora eu pergunto: porque têm de as pessoas pisarem-se umas às outras?

Vagueando

Na minha vida tenho sentido letargia, por vezes. Na minha vida tenho sentido injustiça. Na minha vida eu tenho sentido, sentido que significa que tenho Sentimentos. Na minha vida eu os tenho exacerbado, por vezes controlado, muitas vezes contido, reflectindo sobre eles, os passados, os presentes, os que irei sentir e que tento deitar a adivinhar, como serão os futuros sentimentos. Vivo com o agrado de sentir, com agrado de ser diferente, com agrado de ser, quiçá, especial. Mas eles me levam a sufocar, eles me parecem levar ao desespero, eles querem – me dominar, eles, os sentimentos. Mas, na minha vida, eu também tenho sentido positivamente: eu sonho a ‘esperança’ e ela acontece. Caminho sozinho. Mas é bom descobrir, imaginar algo ou alguém como sendo especial, é bom dar um sentido especial às coisas ou às pessoas. Não sou mais que ninguém. Estou aqui, entre vós, partilhando o vosso sentir, partilhando o meu sentir, dando-me como sou, entregando-me, porque não pode ser de outra maneira.  E nós vagueamos por este mundo, caminhamos com sentidos tão diversos, tão ao acaso, tão diferentes, que apenas muito ocasionalmente nos temos encontrado. E busco-te apressadamente, porque o tempo urge. Penso incomensuravelmente rápido na tentativa de ultrapassar a barreira do tempo - que já terei passado – e a barreira do espaço. Mas a probabilidade de nos encontrar - mos é tão escassa, tão ínfima! Tento usufruir a arte de pensar, na solidão, fazer vibrar os meus sentimentos mais alto, sentir o imenso potencial do sentir, com respeito por aquilo que não domino. Tento descobrir os significados do mapa que me levará ao tesouro, mas os inúmeros significados têm-me baralhado. No entanto, persisto. Vagueio nesta vida procurando os significados de ideais essenciais, como o ‘amor’. Tantas vezes me sinto dominado por desejos que um homem não pode ignorar, como se fosse (mos) escravo (s) da paixão. E no entanto, tanta filosofia na minha vida, tanto pensar, não me levará a desviar do (s) destino (s) da minha vida. Talvez tudo se resuma num conceito, o ‘destino’, em que no entretanto tudo só faz sentido enquanto houver um ‘eu’ e um ‘tu’. E há uma relação entre tudo, uma relação entre o passado e o futuro, o que fomos e o que haveremos de ser, e a mim resta-me compreender, porque assim algo quis que eu compreendesse, quando na verdade pareço um néscio, compreendo o obscuro, compreendo quando estou ‘na minha’ e não compreendo o óbvio ou quando na ‘dos outros’. Sei que estas divagações por onde o meu pensamento vagueia são herméticas e complicadas, e o mundo está muito descomplicado e deseja descomplicar, tudo se revela nestes tempos que correm. Soltaram-se as amarras do conhecimento, da repressão do conhecimento, tudo parece ser possível, e no entanto no meio dos sonhos e aparências, tanto erro e injustiça, tanta gente a cair na mão de sábios errantes. Mas não me compete a mim intrometer-me em tais destinos, há um que pesa em mim o quanto baste, o meu, precisamente. Não sou por isso egoísta, dói — me ver um ser em sofrimento e injustiçado, dói – me, e sei que um dia poderei ser eu a estar naquele lugar que eu não pedi para mim. Um dia, num momento de fraqueza ou necessidade poderá aparecer uma alma caridosa, ou pelo contrário, alguém cego, sem sentimentos, com uma espada sangrenta, com fome de destruição e vingança e acabe por fazer uma asneira, vingar-se no homem errado. Mas as forças da natureza são mais fortes, tudo tem uma explicação, no nosso interior, que vagueia por essas forças do Universo, ocultas mas que sempre estiveram lá, e nunca foram proibidas de conhecer, a não ser pela má fé humana que usa o conhecimento para dominar e fazer sofrer, muitas vezes.

            E agora, lá fora está um dia ameno e agradável à minha espera. Penso que devo aproveitar a benesse da vida e prosseguir este momento de acalmia e introspecção, relaxar e deixar uma mensagem para o mundo, tudo há-de correr bem, signifique isso o que significar, nem que amanhã já não tenha o mesmo significado, mas teve-o por um dia que fosse. Que essa benesse seja abençoada, obrigado por me teres entre vós e por poder ter momentos de agradável desenvolvimento, vagueando por estes caminhos misteriosos.

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