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Mais um alegre blog...?!

Enfeitado , disfarçando; traduzindo: as horas, o tempo que passa, inexorávelmente, e sentindo os sentidos da minha vida e de tudo e todos os que minha alma toca e abrange. Bem vindos a este meu Universo.

Mais um alegre blog...?!

Enfeitado , disfarçando; traduzindo: as horas, o tempo que passa, inexorávelmente, e sentindo os sentidos da minha vida e de tudo e todos os que minha alma toca e abrange. Bem vindos a este meu Universo.

Sempre assim (2000)

Sempre assim. Todos os dias a nossa atenção recai sobre a mesma coisa, o mesmo problema, o fulcro da questão, não nos deixando evoluir, porque estamos a tentar superar sempre o problema que não é ultrapassado. Um ciclo que não parece ter fim.
            É à luz de uma lâmpada frouxa que as ideias flúem. Faz-se uma pausa quando calha, não se sabe a sua duração. Também é preciso apreciar o vazio, e ele é grande.
            Cada um é único e irrepetível. Cada um tenta passar desapercebido, no meio dos outros, sinal que não é diferente, e ao mesmo tempo tem o desejo de ser (re) conhecido.
            Lembro-me daqueles dias chuvosos ou ensolarados, frios ou quentes, em que passo na cama a ouvir estas músicas [os sons da minha vida].
            Lembro-me daquelas noites em que a inspiração vinha e até parecia que dizia alguma coisa com sentido… no papel.
            De lembranças sou feito, boas e más, como as de todos.
            Lembro-me…
            de que todos os dias me parecem iguais, não passo da cepa torta.
            […] do que perdi, e que tanto sentido deveria ter, mas que se perdeu para sempre. ]
            da imposição do ‘EU’ por parte das pessoas perante os outros. […] Os ‘EUS’ estão sós e querem afirmar-se.
            Porque será que exteriormente estamos a mudar e por dentro continuamos na mesma?
            O mundo é composto de tantas pessoas que facilmente um é esquecido.
            Tantas e tantas ideias que flúem na mente não se conseguindo verbalizar coerentemente. É tremendamente cansativo sentir o mundo com esta intensidade desmesurada e não conseguir dar-lhe vazão, é só absorver os estímulos que nos rodeiam.
            E tu? Entras plácido por entre essas janelas fechadas, irrompes pela cozinha adentro como que trazendo uma mensagem do infinito, neste preciso momento. És um sinal para mim. Tal como tu neste momento, os sinais sucedem-se noutras ocasiões, a quem os entende. Sinais despercebidos ao comum dos mortais. Um brilho de um raio de sol numa ocasião espaço - temporal impensado. E a minha razão pensa em probabilidades dos acontecimentos. A probabilidade desse momento foi única, é um sobre infinito. Tenho pensado, por vezes, em que um acontecimento pode influenciar outro acontecimento num lugar mais ou menos próximo de onde se deu o primeiro , por hipótese. Todos somos influenciados pelos outros assim como nós os influenciamos, o mesmo sucede com os actos que fazemos.
            Vejo a minha vida a passar em relances perante os meus olhos. E o que vejo é uma luta constante entre o optimismo e o pessimismo [ de relances é composta a minha vida].
 
 
 

Dia Glorioso

            Neste Dia Glorioso, que nasce com todo o seu esplendor, entro no cubículo da minha alma, onde mora a minha dor. Este sítio recatado, sombrio e frio, onde eu moro e tenho vivido grande parte dos meus dias, nunca ninguém lá entrou, ninguém me conhece. Por uma janela, plena de esperança, raiam com fulgor alguns fotões que penetram ao fundo do espírito demonstrando uma esperança cada vez mais débil, assim, como o passar do tempo. E eu daqui, altivo como um Deus, no abismo mais profundo, renovo o meu sentir, alargo o meu olhar. Eu estou firme no meu posto, mas vacilo a cada passo que tento dar, como se cego eu fosse. Sei que o meu Dia está próximo, fujo dele a 70 vezes 7 pés, mas ele cerca-me para onde quer que eu me dirija. Trago o trunfo na manga, aquele que eu estarei prestes a deitar, quando a vida me quiser completamente sufocar. Trago a noite do Universo num dos meus bolsos, aquela imensidão que me há-de acalmar, o dia terreno que é límpido e colorido no outro, para alvarmente me cobrir e a tua conduta enganar.
Por ti estou aqui, hoje. Sim, por ti. Por tua causa eu estou aqui, agora, Glorioso como o despertar, rarefeito como o sol – pôr, momentos únicos que jamais irão voltar de tão presentes se encontrarem. Tu, que de dor me fazes jorrar, e mesmo depois de o sangue se esgotar, ainda água terei para dar. Sim, crucifica-me. Eu vejo a ira que vai na tua alma, filho da desgraça, porque antes de teres nascido já Ele o era, e eu mais não sou que um suspiro da Sua imensidão, incomensuravelmente pequeno e finito, mas com uma ambição, de ao lado direito Dele ficar, na expectativa de ver a justiça do Seu sofrimento te açambarcar. E mesmo assim, apesar de tudo, amo-te, amo-te como ninguém jamais te amou, mas foi precisamente isso que me trespassou. Em todo o amor que demonstras sem fim, toda a ira que em ti mora por mim, é revelada mesmo sem dizeres nada. Eu não vejo, eu sinto, e a quem sente jamais podes enganar, somente a quem se fia no olhar. A aparência é que te dá poder, é que te faz, mesmo, mover? Pois eu digo-te é por ela que tu irás sofrer. Tu sofres por o que vês, és falso. Eu sinto, pelo que sofro…
Mas há mais. A tua indiferença faz-te forte, o teu sadismo dá-te prazer, mas ainda há uma palavra a dizer, antes que se esgote este alvorecer. Pai, eu faço parte da natureza que me envolve, da imensidão que jamais conseguirei abranger, mesmo com o meu sentir infinito. E não posso pactuar com a conduta de quem dessa natureza me quer afastar, dessa crença profunda que de mim jamais alguém irá arrancar, os meus inimigos, alvos a desvendar e a destronar, porque ninguém é Rei senão Tu, eterno e perfeito, porque acredito que Tu és o Bem – eu sei-o, porque eu vi o mal – Tu és o equilíbrio, e ai reside a perfeição, Tu és a essência da vastidão. E eles, castelos na areia, reis da destruição da harmonia, marginais sós, que culpam outros seus irmãos pela sua própria condição, que se rebelam contra Ti, fonte de toda a criação, como se em Ti morasse a culpa da sua falta de orientação. Por ti, pai, eu estou aqui, mas já estava escrito nos astros, a minha passagem por este mundo, e já está escrito no mais profundo do vácuo o meu destino. E o meu destino é Ele, Ele faz parte de mim, eu sou uma ínfima parte Dele, igual a tantos outros como tu, na minha massa, mas dos maiores na descoberta Dele. Eu tentei fazer-te meu amigo, tentei mostrar-te onde erravas. Porque me fechaste a porta? Porque me revoltaste contra a natureza que me envolveu e me acolheu e me fez crescer, aprender, e me alimenta e me faz sobreviver? O teu egoísmo há-de destruir-te, pois as aparências enganam.
Inimigos, achais-vos superiores? Achais que eu é que estou errado? A erva daninha prospera nos solos, mas a beleza não é destruída por ela, a beleza transcende o óbvio. Caí por terra enquanto é tempo, vê -de o mal que fazeis, não sigais contra o que de genuíno sentis, acreditai no regresso à inocência. Podeis vencer esta guerra contra mim, mas nunca vos será perdoado a perda que provocares, o Equilíbrio que me rege será a vossa destruição e ninguém mais terá culpas disso, a não ser vós que não acreditastes. A culpa reside naqueles que lhes foi Mostrado e não acreditaram.
Saco do meu bolso, este meu dia terreno e lanço-o sobre vós. O Dia Glorioso está à vossa frente, defronte de mim somente, é uma questão tempo, se houver medição para esta passagem. A luz foge, mas ainda me resta o meu outro bolso…

Mundo actual: Independência, individualismo e egoismo

                   Concordo que o mundo actual seja de uma maneira geral, principalmente a parte do mundo economicamente e socialmente mais desenvolvida, egoísta e individualista. Penso mesmo que talvez seja o individualismo que pode despoletar o egoísmo. Acho que é a ‘independência’ o conceito primário que traz consigo esse individualismo e de seguida como efeito secundário, pode-se assim dizer, o egoísmo. Temos que por definição que INDEPENDÊNCIA significa liberdade, autonomia; INDIVIDUALISMO significa isolamento do indivíduo num conjunto ou sociedade (1) ou ainda é uma teoria que sustenta a preferência do direito individual ao colectivo (2); EGOISMO significa amor exclusivo da sua pessoa ou dos seus interesses. Não será propriamente na ' independência ' que está o mal ou onde reside o problema. É bom que cada ser humano tenha independência, independência social e económica, isso faz parte do direito natural que o ser humano tem que é o de ser livre, ter liberdade, e isso não existirá sem a tal independência. Para mim não pode haver ' individualismo ' sem ' independência '. E dada a independência que o mundo moderno vai permitindo a cada vez mais gente, o individualismo tornou-se num caminho fácil de seguir, há mesmo uma cultura do individualismo. Segundo a segunda definição que está em cima e que encontrei no dicionário (2), realmente estamos num mundo economicamente evoluído em que o direito individual é exacerbado, muitas vezes como se uma pessoa (certas pessoas) tivesse (tivessem) mais direitos que o seu próximo. Existe todo um antropocentrismo que continua a crescer e que tende a transformar a ‘independência’ necessária de cada homem num individualismo egoísta. O ser-se individualista, segundo a primeira definição (1), deveria ser na maioria das vezes uma opção que deveria ter cada pessoa independente segundo a suas características pessoais (personalidade, outras). Mas nas sociedades mais avançadas isso tornou-se na única opção a que as pessoas têm que aderir dada a cultura do individualismo que se instalou e que depois transforma muitas pessoas em egoístas (por isso digo que o egoísmo é um ‘efeito secundário’). É essa cultura a que promove o egoísmo em vez do altruísmo, essa cultura que leva as pessoas a olhar só pelos seu interesses, que podem passar pela satisfação de acumular bens e/ou explorar e/ou passar por cima de outras pessoas sem olhar a meios e que leva a que não se ame o próximo abnegadamente, a que se olhe o próximo como objecto (mais um nas suas vidas). Dentro desta cultura estão pessoas (em minoria com certeza) que não se adaptaram ou não se adaptam e que têm um défice mais ou menos acentuado de independência social (acompanhado muitas vezes de défice de independência económica, o que piora as coisas) e que leva a que se auto – marginalizem e/ou que os marginalizem a outra parte da sociedade (os que estão integrados na cultura individualista egoísta por exemplo). Daí que as pessoas da outra parte pareçam egoístas (porque na realidade há efectivamente muitos que os são) a quem está na minoria. Mas há também muita gente individualista altruísta, só que muitas vezes só vemos o lado obscuro dos conceitos. Tudo está em nós, na maneira como nós sentimos. Muitas das vezes somos nós que nos sentimos mal e afastamo-nos dos outros sem nos aperceber e somos nós que estamos a ser egoístas e parecem ser os outros a sê-lo. Há que ir aprendendo com o tempo a interpretar as coisas como elas na realidade são, a separar o trigo do joio, o bom do mau. Ser-se independente é um direito, pelo qual devemos lutar. Apesar de haver uma cultura individualista predominante, também existe o oposto, uma cultura sociável. Ser-se sociável egoísta ou sociável altruísta, individualista egoísta ou individualista altruísta é uma opção que depende de vários factores intrínsecos e extrínsecos e somos o que somos por causas que nos ultrapassam. E para dizer a verdade, acho que tem de haver de tudo no mundo. Não paremos de procurar o nosso lugar no mundo que pode hoje ser aqui, como amanhã noutro lado.

 



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