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Mais um alegre blog...?!

Enfeitado , disfarçando; traduzindo: as horas, o tempo que passa, inexorávelmente, e sentindo os sentidos da minha vida e de tudo e todos os que minha alma toca e abrange. Bem vindos a este meu Universo.

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Enfeitado , disfarçando; traduzindo: as horas, o tempo que passa, inexorávelmente, e sentindo os sentidos da minha vida e de tudo e todos os que minha alma toca e abrange. Bem vindos a este meu Universo.

Gritos e visões

20 de janeiro de 2003

        

                           

 

                   Há um grito em mim, não sei se mais alguém sentirá assim. Há um grito que não sai, que soa tão alto dentro de mim. Há uma compreensão desmedida que tem a minha mente entupida. Há um grito de compreensão que teima em sair para o universo, o vácuo do silêncio. Grito nas alturas, procuro clareza na visão, que me é só negra em toda a sua imensidão. Vejo uma luz ao fundo do túnel, não há esperança em vão. Penso, não coerentemente, eu sei, mas eu não consigo pensar assim, que será de mim? Deixa pensar quem pensa, e penso em tantas coisas que não consigo levar uma até ao fim. Penso, no destino, na pequenez do homem, fisicamente, perante um universo tão grande que nele encerra na sua mente. -“I love you, I’ll kill you”- Porque nos magoam quem mais amamos? Será que isso é apenas uma impressão nossa ou realmente eles magoam-nos? O nosso bem-estar psicológico depende só de nós (da nossa mente) (1), ou depende só do exterior (2), ou será uma síntese dos dois meios (3)? Situações: Estão a apontar-nos uma arma. Depende de (2), neste caso; Em relações sociais dependerá de (3), há uma interacção entre o que nos fazem sentir os outros e o que sentimos; Sozinhos, dependerá exclusivamente de (1). Será assim?

            Vimos do vazio, do nada, o nirvana. Na nossa mente, quando não influenciada por meios exteriores sociais, o bem-estar depende dos conceitos que temos na nossa mente acerca do mundo. E porque estamos sozinhos? Queria dizer, porque estamos aqui? Será que só quem sabe tem grandes discursos, que é capaz de dissertar sobre um assunto, que é capaz de dialogar com grande clareza de raciocínio, é que é feliz, é que tem o direito de viver? Eu sei que o digo não é coerente, já o disse, mas meu raciocínio é um pouco estranho, funciona por flash’s, até já me rotularam de doenças que já nem quero pensar, mas não só, já me rotularam de tanta coisa...O problema é que isso me afecta, não consigo evitar, principalmente quando até a minha própria família consente tal. Afinal que terei eu? Não consigo formar uma imagem exterior de mim. Conheço-me muito bem interiormente, mas visto com outros olhos, não me consigo ver.

Bate como quem chama por mim

17-01-04

 

 

                        Bate como quem chama por mim, o tempo, a música, gente, qual será? Não é nada, apenas o pensamento a querer ser traduzido, ser exprimido. Sou sincero, neste momento não tenho emoções a flor da pele, como se eu já não tivesse sentimentos. Mas já os tive, já chorei, já tive alegria infinita, já tive outras maneiras de sentir o mundo. Estou a passar mais uma fase de compreensão, uma fase de estabilidade. Um assalto de visões percorrem o meu pensamento em certos momentos. O passado não desapareceu, construo momentos, nessas visões, através da associação de ideias e dessas vivências passadas. Sereno, assim me imagino, como gostava de ser. Gostava de ter a certeza das coisas, mas  ela não me pertence, portanto a serenidade é perene. Tenho sim, grandes perspectivas da vida, analiso-a do  maior numero de ângulos possíveis.

            Temos que ter maus momentos para saber identificar os bons momentos. O Ano  Novo começou, mas  nada mudou subitamente. Tudo muda gradualmente. Os sonhos, esses, renovam-se alguns, persistem com menos intensidade outros, aparecem outros. Visionário, é o que eu sou. Um ser que caminhava na busca da perfeição, mas que caiu na dura realidade que é ser-se constituído de matéria perene que é este nosso corpo o qual não controlamos. Como podemos ser perfeitos nesta vida passageira que passa sem esperar que a gente ultrapasse todas as fases integralmente. O Ser Humano não é perfeito, é funcional, isto é, faz coisas funcionais mas não perfeitas.

            Eu quero, eu vou fazer algo. Não podemos parar enquanto estamos vivos. Não posso mudar o mundo fisicamente, deparo-me com contingências que não controlo. Queria libertar-me, queria não ter de novo a consciência de ter consciência, queria ser um produto da natureza e agir naturalmente. Certezas não as tenho, mas tenho esquemas funcionais que me permitem interpretar o mundo e compreendê-lo, podia dizer que são as minhas leis. Toda a gente as tem, e quanto mais velhos mais elas se enraízam em nós à medida que envelhecemos. O porquê das coisas, o eterno porquê, por que  razão acontecem, porque sofre quem tenta ser perfeito? A vida é um mistério. O sonho ultrapassa a nossa vida, o sonho ultrapassa o mistério, o mistério é o sonho, o sonho faz o mistério. O sonho são as nossas asas, o sonho dá-nos asas, ele faz-nos voar e conhecer novos mundos. O homem vive submergido no sonho. O sonho comanda o homem, mas destrói a realidade, sem ela o sonho não existe. Há que acordar para a realidade antes que seja tarde de mais.

 

Titulo

 

Nunca começar pelo título. Ou começar pelo título? Eis a questão. Começar por pôr um título, é ter à partida uma ideia daquilo que se vai dizer. Se não se souber do que se vai falar é melhor não começar pelo título, primeiro expor o assunto e depois dar-lhe um título. Tantos temas que me passam pela cabeça e não sou capaz de desenvolver nenhum. Surgem-me associações de ideias, não sou capaz de me fixar a uma só e desenvolvê-la.

        Haverá alguém que goste mais do outro do que de si mesmo?  Tanto como a si mesmo? Eu, eu... eu não sei que estou para aqui a escrever. Sinto-me confuso, estou bloqueado. Tenho saudades daquele tempo em que escrevia e dizia alguma coisa de jeito. Não sei que dizer. Tenho pressentimentos, mas não consigo clarificá-los racionalmente. Estou apático. Só consigo ver a minha sombra, nos dias ensolarados. Que loucura, ter estas sensações que compreendo, mas não consigo expor. Gostava de me ver de fora a partir da minha maneira de ser para saber se sou normal. Irrito-me, por não conseguir sentir que sou compreendido, por esta maneira que se tornou mecânica de me estar sempre a corrigir, a arranjar mentalmente outras maneiras de me exprimir quando acabo por não me exprimir de nenhuma. Que se passa comigo? Sei-o e não o admito a mim mesmo, logo é como se não o soubesse. Meus sentimentos estão imiscuídos uns nos outros. Numa simples frase: ‘não consigo interagir verbalmente, em qualquer temática’. Como que o organismo se tenta defender dos problemas que tem tido bloqueando-se, caracterizando-se mentalmente esse bloqueio pela esquiva das ideias quando surge um momento de as extravasar. Tenho medos. Medos de vir a ficar demente, de ficar só, sei lá que mais- lá está o pensamento a fugir...-.Queria dizer coisas fantásticas, metafísicas, só que nem as mais banais sou capaz de exprimir, como se a palavra fosse sagrada. Ás vezes penso: ‘Era bom que isto que se está a passar comigo fosse um sinal divino, um Dom de Deus que se estivesse a desenvolver em mim apesar de eu não o entender, é que às vezes sinto-me tão parecido aos relatos que fizeram de Jesus Cristo, que por uma espécie de esquizofrenia eu era capaz de dizer que era eu mesmo. Sou tão humilde, como ele, para com os outros... Eu sei que não sou nada disso. Sim eu sei porque sou assim. Eu criei-me de uma maneira estranha, às vezes tenho ‘flashes’ que surgem em determinado momento quando estou a analisar o porquê de ser assim agora, ‘flashes’ esses que me levam para a situação causadora daquilo porque estou a passar nesse determinado momento. Realmente o meu eu está fragilizado, não tenho afirmação.

Alegoria da Gruta

                         Alegoria da Gruta

 

         Que Protectoras que são, num dia chuvoso ou fresco ou escaldante. Que belas aquelas grutas! Que calor emanam nos dias frios de Inverno! Que frescura nos dias quentes de Verão! Muito frequentemente estamos perto de alguma. O desejo de a explorar sobe-nos à cabeça. Mas por haver sempre riscos temos que ponderar... e por vezes ateimamos e perdemo-nos por elas a dentro ou simplesmente agasalhamo-nos do mau tempo ou então desistimos antes de tentar a aventura ou depois de ter ponderado. Em algumas é preciso entrar de rastos, enfim são as mais difíceis a par com outras que são autênticas ratoeiras. Umas encontramo-las em terrenos pouco montanhosos entre densas ou raras florestas. É interessante que, com o avanço dos desertos, já as encontramos em descampados.

            O homem de hoje já não explora qualquer gruta como outrora, que explorava qualquer uma. Não, hoje além do aspecto que ela apresenta há outros factores que contam para a decisão dessa exploração. Há o factor psicológico, isto é, a predisposição do indivíduo face à gruta. Também é verdade que em certos casos em que o tempo anda agreste ou escaldante e quando é necessário agasalhar-se não se olha a nada de factores, acontece como primitivamente. Muito geralmente, hoje, já se vai bem equipado sempre que se pretende explorar uma dita cuja. Muitas vezes acontece, quando há muitas, umas muito perto das outras, a decisão torna-se ainda mais difícil, de tal modo que se gasta mais tempo a apreciá-las do que a explorá-las, se é que se chega à entrada de alguma depois de tanta apreciação. Outras vezes há um deserto de grutas, isto é, não se encontra nenhuma, que é o que se passa com mais frequência.

            E o cúmulo dos cúmulos (!): não é que há muitas em que é preciso pagar para entrar...

TU

                                                               TU

Nem que seja noite, no teu olhar acharei luz.

Nem que seja sonho, na tua mente serei realidade.

Nem que nada faça sentido, em ti ele existirá.

Nem que haja tristeza, por ti haverá alegria

Tu... eu... eu e tu, tu e eu.

Eu... sou eu. E tu?

Existo eu, logo existes tu.

E eu quero encontrar-te. Algures, quando essa névoa

cerrada que te envolve e indefine se dissipar.

Talvez num caloroso pôr do sol à beira mar, sentada,

a olhar, pensando num amor a encontrar.  

Eu... na solidão, na depressão [2004]

    Mais uma noite vencida. Mais um dia em que acho que compreendi mais umas facetas do mundo ou compreendi melhor algumas que já me parecia ter compreendido. Compreendo, mas que adianta compreender? Milhares de pensamentos me assaltam a mente por dia. Compreendo mas não consigo agir. As pessoas no centro do mundo, as pessoas no centro dos problemas, no centro dos meus problemas. O mundo social, o eterno mundo social. A desvalorização da individualidade das pessoas num mundo onde  se pretende a independência das pessoas mas que em minha opinião é um verdadeiro atentado à privacidade das pessoas, ou seja à sua individualidade, um mundo de imagem, um mundo de sonhos. Eu quero ( e não quero) continuar a sentir a solidão a que já me habituei, quero ser um verdadeiro solitário, a combater o mundo que me é adverso. Que sentimentos são estes que entram em conflito, sinto sentimentos opostos em mim. Porque não podem os simples continuar a ser simples? Que luta é esta que se dá dia após dia, uma luta de nós contra nós mesmos? A minha vida em relances. A visão austera da minha vida. O grito silencioso. A minha compreensão que se dá nas coisas. Eu, quase que dizia, decididamente, que não sou do mundo por onde tenho andado. E peço agora, como peço sempre, que Deus me mostre o caminho, que me integre no meu mundo. Eu não sou nenhum anormal. O que eu sinto é verdade. A loucura não existe na minha mente mas sim na mente dos outros. Ninguém sente como eu sinto. Eu sou único. Nada mais restará de mim depois de morrer. Porque compreendo desta maneira? Ninguém sente como eu sinto. As palavras e mesmo frases repetem-se na minha mente incessávelmente. Eu sou um ser anti – vida. Eu sou, já fui mais, uma bomba relógio sempre prestes a rebentar mas sem nunca rebentar. Será que me distanciei mesmo desta humanidade que me envolve? Como poderei experimentar esta hipótese? Caminhei no sentido oposto ao desenvolvimento da humanidade. Acredito que há muitos e muitos como eu ou do meu tipo mas que não têm expressão. Perguntas e mais perguntas. Será que vou cair na depressão em que já caí? Não, na mesma não cairei, mas posso cair numa outra. Meu Deus! Porque eu penso sobre o que eu penso tão intensamente, porque tenho tanta consciência sobre mim e cada vez mais sobre o mundo que me rodeia?  Eu peço a Deus para que me dê a possibilidade de agir. Eu, meu Deus, Eu, EU, EU, EU!!!!! Não digo o que sinto, não sinto o que digo. Grandes palavras, grandes sentimentos, nunca mais, nunca mais. Vou desaparecer, só, na solidão, na absoluta e completa solidão. Vou atingir o nirvana, de onde vim. Estou apático, não sinto já, quebrei a barreira do meu destino, foi-me dada uma segunda chance de vida e ainda nem sei se vou aproveitá-la. Os Aviões do ar, o bem falar, o mar, o mar. As montanhas, o céu já não é o meu limite. A imensidão, a profusão dos sentimentos, a paixão que é isso? A apatia, que nunca mais me vai deixar. Só compreensão, só compreensão. É o destino. Um abanão é do que este mundo precisa. Acordar para a realidade. Eu não sou deste mundo, definitivamente, eu não sou deste mundo. Que caia o destino sobre mim, que me trespasse, que jorre sobre o outros, que sofram pelos seu pecados, pela sua inconsciência. Eu não sou deste mundo, definitivamente. E o sol já não nasce, a lua já não existe. Eu não falo, eu não digo. Eu sinto, eu sinto, somente. Eu destruio - me  simplesmente. Eu estou abandonado, eles vão-me abandonar, eu vou ficar na mais profunda solidão.

Poema em linha recta

Poema em Linha Reta

 

 

"Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?

Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza."

  

 

                      Álvaro de Campos(heterônimo de Fernando Pessoa)

 

A ordem, onde esta ela? [18-12-03]

                                    
        Ao som da música... let there be love, há sonhos infinitos, gritos sufocados, dias apagados, pensamentos obcecados. Os dias fluem irrompendo na noite. A noite, sim, a noite! Misteriosa, poderosa, calma e renovadora. Ela que trás o brilho fulgurante na cauda. A noite, esse eterno espaço sideral onde tudo tem principio e fim, a infindável compreensão das coisas, o sentido perdido a ser encontrado, o refúgio de uma prisão perene, a transgressão máxima num caminho proibido, o delicioso momento transcendental, a correcção – errada- do que não está certo, a realidade que ninguém conhece, o sono vencedor da batalha invencível. A noite, a loucura de querer pôr ordem onde só o poder o pode fazer... a loucura, a loucura, a ... loucuraaaaaaa! A certeza de querer ser assim, mas não poder, a força que nos invade, o destino que nos persegue. A noite, as realidades separadas, a loucura, um momento que nos invade, a certeza de repetir sem medo de acabar por dizer que nada fez sentido existe a não ser aquele que damos as coisas. Ao som da musica, o refrão que nos faz mover, o móbil da existência, a loucura de ser jovem, na noite, ligação para o dia. Esquizofrenia, paranóia, a nóia, a nóia, a musica, a expressão dos corpos, a expressão da loucura da noite. Não, não estou louco, estou simplesmente loucamente bloqueado, não apaixonado, interpreta como quiseres, repetições, apenas repetições na tua mente, faz, diz, eu estou certo, eu sei eu não sou Deus eu apenas falo, eu apenas queria ser... alguém, aquilo que não sou, ter o mesmo estilo próprio, ser um vencedor quando chegar ao ponto de partida, a meta. Ler as entrelinhas, a fantástica visão das coisas, o maravilhoso pensamento de sentir um mundo além do infinito. Vale! Valeu! Vale sempre, não temos a perder, sempre a ganhar, nem que seja sofrimento nesta vida curta, imperiosa. A noite, uma câmara oculta que nos vigia para o dia, a inteligência rara que nos afugenta. Perder nem sempre, mas ganhar também, pormenores da inspiração de um prisioneiro que é livre em si próprio. O grito que em nós está, gritado por outros que de nós se aproximam, acalma, sai dessa! Isso diz o refrão, canta, sente em ti, voa nessas tuas asas sem medo da queda, vai! Segue através do fogo, brilha no universo, porque para ti o mundo não chega. O silêncio deve ser glorificado, o som tem que ser ecoado, o silêncio...
            Entra na onda, primeiro o refrão, impulsiona-te e força, siga que ninguém te pára. A ordem não tem sentido, apenas o que sentes tem sentido, não o podes encontrar fora mas dentro de ti. Sente não tenhas medo de sentir, não tenhas medo de partilhar, não tenhas medo de ter medo. Sente que sentes, calmamente, body language, agora entendo... agora compreendi, finalmente. 

Fé, faltas e culpas [2004]

          Evocar o passado, prever o futuro. Memória de trabalho. O Passado, o meu, tão longe e tão perto. Flashes de uma vida vivida e augúrio de um futuro, imagens e mais imagens. Sons, cheiros. O fantástico já passou. A especialidade já se foi. Perdoai-me a minha influência, remi as vossas faltas como eu tenho de remir as minhas, as vossas faltas são hoje a causa dos meus problemas. As minhas faltas já as encomendei para alguém. E eu praguejo dentro de mim contra vós, aqueles que ainda não descortinei. Perdoai-me por não saber amar, eu já soube, eu fui o melhor amante, eu gostei de vós. Agora estou numa de vos mandar à merda, a vós que não direi quem sois porque vos desconheço. A vós, que talvez não lereis estas palavras de sinceridade. A culpa não pode cair somente em mim. Terei que andar assim até ao resto dos meus dias? Oxalá se faça justiça. Mas mesmo que se faça, o facto de eu não a ver desacredita-me. Se eu visse quem são os meus inimigos, se eu conseguisse discernir, ó se eu pudesse. Mas o homem é falso. E era a este, o falso que passa por amigo e que na realidade é inimigo que eu queria ver um raio cair-lhe em cima. Oxalá eu viva para os ver cair, para ver cair a minha ira sobre eles. Pisa-o, espera pela justiça, que ela se fará pela calada da noite. Se eu acreditasse... eu seria mágico. Eu já acreditei. Eu na verdade sou um mágico, não o digas a ninguém, podem deitar-me na fogueira do isolamento, da solidão. Se me perguntares quem sou eu to negarei. Querem-me pôr como louco. Se não acreditares que eu te conheço e me perguntares, eu to negarei. A negação está em mim. Ser do contra é pôr-me em pé de guerra contra os meus inimigos, discordar da opinião dos sábios deste mundo, aqueles que têm um grande poder de retórica. Não, não tenho esse poder.
            Acreditei no amor, mas apenas encontrei desamores e dissabores. Acreditei na vida, mas apenas vi a morte. Não sou eu o culpado do rumo que este mundo tomou. Eu apenas quero sobreviver. Ou então sofrer com razão. Se eu tivesse o poder espalharia a ira por este mundo que não me aceita. Esse mundo que não me quer pertencer. Eu já não sou deste mundo. Se eu pudesse separar o trigo do joio, se eu pudesse eu seria.

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