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Mais um alegre blog...?!

Enfeitado , disfarçando; traduzindo: as horas, o tempo que passa, inexorávelmente, e sentindo os sentidos da minha vida e de tudo e todos os que minha alma toca e abrange. Bem vindos a este meu Universo.

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Enfeitado , disfarçando; traduzindo: as horas, o tempo que passa, inexorávelmente, e sentindo os sentidos da minha vida e de tudo e todos os que minha alma toca e abrange. Bem vindos a este meu Universo.

Falar [2005]

Tenho medo de falar. Como se tudo o que falasse me acabasse por fazer mal. Como se falasse só coisas que me fazem mal.

(Dias depois, continuação). Talvez elas (as palavras) possam fazer mal. Elas têm esse poder de fazer bem ou fazer mal. Mas elas também só fazem sentido em sociedade. Talvez prefira o silêncio, ‘antes só que mal acompanhado’. Eu consegui recuperar bastante. Consegui adaptar certas teorias a certas práticas e fico contente quando essa adaptação se dá. Talvez eu me tenha adaptado somente a uma situação, e esta fase seja apenas uma ilusão de bem-estar passageiro. Sei mais agora, compreendo melhor, os porquês deste silêncio frente ao mundo, a sobrevivência a isso obriga. Porque o silêncio não faz formar ideias erradas nos outros acerca de nós, os outros imaginam-nos segundo a visão deles quando somos silenciosos. O nosso ‘eu’ nunca é descoberto, e isso protege-nos. Acho que começo a ter mais vontade de falar com os outros (quero acreditar nisso) e a prender-me menos com a escrita, com este monólogo destrutivo. Quero me envolver com o meu lado humano, deixar-me de perfeições, ser mais acessível, mas selectivamente, não para qualquer um. Quero saber cada vez mais, mais coisas, saber discernir as coisas, saber o que me faz mover, não mover-me de olhos vendados. Só uma ínfima parte do que somos e do que se passa no nosso pensamento é dita e transmitida para fora, o resto faz parte de nós e raras vezes o deitamos cá para fora, por isso há em nós o ‘bom’ e o ‘mau’, e depende ao que dermos mais atenção e aquilo que os outros nos fazem dar mais atenção, assim também nos tornamos. Estou a modificar-me de tal maneira que só os estímulos directos me fazem agir mental ou fisicamente. Só no momento de determinado acontecimento é que o meu pensamento age e fluí em imagens associadas à procura de uma lógica para determinados acontecimentos. Daí que ao olhar para uma folha em branco a minha mente fique em branco. A luta contra o que eu já sei ser a esquizofrenia continua com resultados positivos. Mas o tempo urge, não sei se irei a tempo de conseguir fazer obra, de fugir a esta solidão. E cada vez estou mais só. Mas as coisas são como são, esta minha vida tem uma razão de ser, também não nos podemos dar com todas as pessoas, até porque ao dar-me com mais gente do que três ou quatro pessoas isso se torna perigoso para mim que sou uma pessoa vulnerável, e já sei que os ataques vêm sempre daqueles que se dão connosco. Talvez aquela fase, que alguém disse que existia nesta minha idade, é a fase da ‘intimidade versus isolamento’, seja mesmo verdadeira. É curioso que o que se diz tem uma razão de ser mesmo que as coisas (as palavras) não pareçam fazer sentido. Tudo tem uma razão de ser. Mas também é curioso que as pessoas que muitas das vezes tem dons, como seja a da oratória ou de saber cantar bem e ter uma boa voz, não reconhecem que estão a agir segundo outras causas que não as que eles pensam que os estão a influenciar, e falo de causas bem mais subtis, não visíveis ao homem normal, mas que podem muito bem ser vistas por alguém inteligente e chamado de doente mental, um esquizofrénico por exemplo. Só quando a gente sai do estado normal é que consegue ver coisas que até ali como pessoa normal nunca tinha reparado, outras perspectivas que não as que usualmente se viam, perspectivas novas sim, porque as coisas (as realidades e tudo ou qualquer coisa que exista no mundo real quer no imaginário) têm imensas perspectivas como já me apercebi à muito. Muitas das vezes umas perspectivas anulam outras, as novas anulam as já vistas. Num esquizofrénico as novas perspectivas surgem em catadupa e de tal modo descontroladas que apanham o indivíduo fragilizado pela química desorganizada do cérebro e do organismo que faz com que acredite em tudo o que vê, ele aceita as novas perspectivas facilmente e ao mesmo tempo estão em contradição com o que julgava estar certo, não consegue discriminar. E vê que tudo é relativo. A essência não tem fim, nós seremos sempre seres finitos de mais para ver essa infinita essência.

Eu e a minha vida [abril 2005]

        Não sei quanto tempo me resta nesta vida. Talvez outro tanto ou talvez muito menos. Só sei que não ando bem, e já sei mais do que Sócrates (rir). Muita coisa foi perdida, muita coisa já não volta. Tenho medo do que se possa passar. E a tendência é para que se passe algo mais de mau do que de bom. Eu sei-o racionalmente, porque já compreendi muita coisa da minha vida e consigo prever o que se pode passar num futuro mais longínquo. Tenho medo da dor sobretudo, medo da loucura, essa dor descomunal de não estar em consonância com o mundo, de ser um mundo à parte e completamente esquecido, mais ainda do que da dor física. Tenho medo de ficar paralisado com uma consciência a infernizar o meu corpo, a minha infernal consciência, que é o que é a minha consciência. Como posso eu ser optimista se só vejo as coisas pela negativa? Não tenho capacidade para reagir ao stress e às coisas negativas. Como eu compreendo meu Deus, como eu compreendo o meu passado e o meu presente. Para quê a consciência das coisas, meu Deus? Para sofrer mais ainda.

 

 

 

            O que interessa nesta vida é não sentirmos a solidão. O que interessa é estarmos ligados a outros, haver quem seja afim connosco e com quem possamos compartilhar os nossos sentimentos, alguém que entenda os nossos sentimentos. Mas porque será que eu não consigo essa ligação? Mas também é verdade que são os outros que nos podem infernizar a vida. A incompreensão dos outros pode fazer-nos muito mal. Muitas vezes até nos querem fazer bem, mas acabam por nos fazer mal, porque não compreendem.

            Muitas vezes penso: é como se não tivesse passado. Lidei já com muitas pessoas e das pessoas com quem lidei, é como se não tivesse feito laços com ninguém. Muita da gente ficou esquecida, inclusive. Mas se do exterior não consigo lembrar muita coisa, já aquilo que senti permanece muito vivo dentro de mim, de maneira que aquilo que senti já faz muito tempo é como se tivesse sido há bocado. Talvez mesmo isso seja uma perspectiva dos meus problemas emocionais: não conseguir desfazer-me de sentimentos já muito antigos e que não deviam fazer sentido agora e dos quais já não me devia lembrar. Ultimamente tenho tido a visão de que aquilo que sou agora já foi construído desde muito lá atrás. Por vezes vejo tudo o que me trouxe até este momento num flash. Às vezes penso que os meus problemas passam por más gestões de emoções e sentimentos. Sou uma pessoa que absorvo muito o mundo (agora já nem tanto) e que exprimo pouco, mesmo muito pouco, daquilo que sinto. Sempre fui muito fechado. Esta grande acomodação sem o esvair de todo este manancial energético leva-me a um enorme desequilíbrio. Cresci muito sozinho, daí que me habituei à solidão e não a estar com as pessoas, como se fosse um bicho-do-mato. Se fosse noutros tempos em que não existia este mundo de comunicação eu seria uma pessoa mais feliz, porque estava bem enquadrado. Agora pede-se que as pessoas sejam extrovertidas e eu sou o oposto disso. Eu não consigo abrir o bico no meio das pessoas. Tenho uma enorme repressão que não me deixa sair desta concentração maluca. E acho muitas das vezes que não conseguirei sair dela. Só consigo cultivar os sentimentos interiores sem parar, este mecanismo de autodestruição tornou-se automático. Mas por vezes ainda acredito, se bem que cada vez menos.

            Eu fugi às leis do mundo. Eu tenho medo de fazer o que quer que seja, tenho medo de ficar louco pelo que digo e tenho medo de ficar louco se não o disser. Eu não sou capaz de descontrair, como se fosse um fugitivo com medo de ser apanhado e de voltar para a prisão. Puseram-me de parte e eu reagi não aceitando as leis do mundo, ou melhor as leis do homem. Eu perdi a capacidade de sorrir. Até posso estar certo em relação às coisas que sinto e ao meu pessimismo e à minha interpretação do mundo, mas quem sou eu para contrariar aquilo que a maioria diz, sente e interpreta? Às vezes a única coisa que me satisfaz neste mundo é saber que tudo tem um fim, é saber que esta vida é passageira.

Vulnerável

        Sinto-me miserável, na hora em que estou a escrever isto. Miserável no sentido de me sentir mal, vulnerável, fraco, com as forças que restam a esvair-se sem conseguir ter mão disto, ter o controlo de mim próprio. Já passei mal,  e vi e vejo que as pessoas desprezam os males da mente, não querem entender os que padecem de tal, a sobrevivência deles assim lhes faz agir, compreendo-os. Eu é que entrei por caminhos que nao devia. É uma dor estar dessintonizado com o mundo, com as pessoas que me envolvem principalmente. É uma dor andar perdido na minha mente, sem encontrar saida. Tudo o que aprendi naturalmente tende a perder-se, e a genuidade dos sentidos dá lugar a um sentir apenas racional, mas emocionalmente apático. As minhas expressões físicas estão num mau caminho. A minha vida tende a descambar cada vez mais, neste isolamento intenso. A coragem tende a diluir-se. E a pergunta fica: onde irei eu parar?  Só me surgem as piores imagens.

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