A inteligência é uma forma de conhecer novos mundos. Com inteligência descobrimos mundos inefáveis e intrínsecos a nós próprios e mundos extrínsecos a nós próprios e damos ordem e forma ao mundo concreto que seria invisível aos nossos olhos, ou pelo menos incompreensível. A inteligência é o sistema intermediário, o interface que nos permite conhecer os dois mundos, os dois sistemas, e também constitui uma ponte que liga os dois que viveram separados durante tanto tempo. A ‘inteligência’ é um conceito relativo. Podemos ser inteligentes na escrita e criação de um texto e sermos ‘inteligentemente fracos’ na formação de uma música, por exemplo. Podemos compreender inteligentemente a mecânica de um carro e saber trabalhar nessa mecânica e não perceber nada da mecânica dos sentimentos e emoções. Podemos ser inteligentes na navegação e circulação e interpretação pelo/do meio citadino e ser uns perfeitos ignorantes em saber interpretar a natureza e o campo ou vice-versa. Mas podemos ser multi-inteligentes, ser inteligentes de uma maneira transversal, de uma maneira geral. Que nos impede ser isso? Apenas os nossos limites fisiológicos e esquemas mentais que não foram desenvolvidos quando o deviam ter sido desenvolvidos, a cultura que nos limita, a cultura que nos aprisiona. Apenas nos limita a pequenez do que somos, no geral. Acredito em ligações entre o mundo intrínseco, que é o nosso interior, aquilo que sou, e o mundo extrínseco, tudo aquilo que é exterior ao nosso sistema corporal. Acredito que há imensas ligações, muitas mais do que as óbvias: as físicas (que já sabemos que existem naturalmente), em que é exemplo a troca de matéria entre o nosso ser e o mundo externo; as ligações metafísicas que não são tão fáceis de definir, e nas quais me foco, no que concerne à supremacia da inteligência na busca de respostas para ligações que não são visíveis entre sistemas que fazem parte do mundo das ideias, mas que magnificamente, no homem se inter-relacionam fortemente (entre matéria e ideias), há medida que a inteligência aumenta. Há muito mais para descobrir. Mas também é certo que <<quem muitos burros toca, alguns deixa para trás>>. Julgo que a vida nos força a convergir a inteligência à medida que envelhecemos. Crescemos, e os mais novos crescem num mundo multifacetado, super estimulante que faz com que se desenvolvam inteligências magníficas, ou então faz com que se submetam (como que realçando os dois opostos do que sucede) a um grau de incompreensão que os aprisiona neste mundo eternamente desconhecido. Andamos a toque de magia, para mim, que por vezes me parece um truque que ainda não compreendi. Movemo-nos, pensamos e dizemos coisas que pensamos que somos nós que produzimos e formamos de livre arbítrio e vontade própria, quando na verdade há um sistema imenso, onírico, inefável, transcendental, que regula toda esta nossa evolução de inteligência e maneira de manifestá-la e de nos manifestarmos no imediato. Já o disse, eu saí do trilho do homem comum. Toda a minha vida, que eu revejo em relances de uma inteligência sentimental muito própria e vívida de tudo o que senti, me senti um estranho em casa própria. Tudo o que eu senti, todos esses sentimentos que me queria dominar, eu estive um passo sempre à frente, como testemunho daquilo que eu próprio senti, como se fosse um jogador de xadrez que antecipa na sua mente as jogadas que se irão passar nos momentos futuros, com base na experiência e no presente, o meu presente em particular, resguardando os passos em falso que poderia dar e me conduziriam a uma vida sem saber o porquê do que me movia e onde sei que me perderia. A minha inteligência sentimental introspectiva esteve sempre num nível mais alto do que a própria ocorrência das vicissitudes, e isso me trouxe até aqui como testemunha daquilo que o homem é, e em particular, que eu sou. Parece que eu afirmo a minha inteligência como se fosse um fanfarrão, umas gabarolas que não passa de isso mesmo, não é verdade? Eu sinto essa própria ideia acerca de mim. Com que base me posso afirmar mais inteligente do que outras pessoas, perguntais? Realmente, não sei se isso que sinto é um privilégio ou uma maldição, e se lhe poderei chamar inteligência sentimental, como gosto de lhe chamar. Tive que tocar e tento tocar ainda muitos burros na minha vida. Muitos têm ficado para trás. Tenho tentado ser transversal na minha maneira de estar no mundo, mas a minha pequenez é evidente. No entanto acredito no poder da inteligência e do pensamento que nos liberta, ou então nos aprisiona dependendo dos momentos da vida, das situações. Acredito de tal maneira no poder do pensamento (apesar de não compreender claramente o mecanismo, o ‘como funciona’), que vejo que no mundo actual, o pensamento em comunidade (social e humana) nos pode levar a ter um poder de manipular o homem. Mas, ver tal poder não significa poder usá-lo, porque não significa que se possui, apenas se tem a capacidade de o ver, e talvez utilizá-lo indirectamente, porque ‘in loco’ é difícil – como exemplo, é como ter uma máquina extremamente complexa, um carro com as mais ultimas tecnologias de ponta e no entanto só saber meter mudanças e andar e conduzir quando ele tem muito mais potencial, ou um computador mais evoluído que existe e no entanto não se conseguir trabalhar com ele plenamente e só se utilizar para falar no Messenger ou ouvir música -. É obvio que vi o filme ‘O segredo’, e nem vou falar para o verem, apesar de já ter feito publicidade ao falar nele, e não me baseio só nele, mas sim em toda a minha parafernália de experiência de que tenho memória. É curioso que antes disso já eu pensava nas coisas que vou constatando neste mundo e que não conseguia compreender. Tenho compreendido coisas que nunca pensei compreender mas tinha esperança de compreender. Mas pensava que isso me iria sentir bem e mais livre, mas pelo contrário, pelo menos para mim, compreender mais e mais tornou-me mais preso e nem por isso me sinto melhor. Ambiciono no entanto ir mais além. Este é o meu vício, compreender (pelo menos tentar – mesmo que não seja através de estudos científicos, porque eu não tenho que demonstrar nada a ninguém que A é causa de B segundo a lei tal e/ou a equação tal), que continuará enquanto eu não atingir um patamar de estabilidade que me permita parar e dizer <<já não preciso disto>>, mesmo que isso (continuar) signifique sofrer, porque sei que se parar sofrerei mais. Para mim basta sentir, e se sinto determinada coisa no meu ser e vejo nexos de causalidade através do que eu sinto, então essa coisa existe. Se a puder demonstrar a alguém que a deseje ver e/ou compreender eu lhe tentarei demonstrar, senão não interessa. Compreender a génese da atitude humana, os sentimentos, é o meu móbil, porque eu sou um ser anormal, como que um extraterrestre que ambiciona compreender esta humanidade que habita a terra. A minha inteligência é diferente, talvez seja tão e somente isso, diferente, mas é uma espécie de inteligência.
Aqui continuo eu outra vez. Ainda te lembras de mim? Continuo nesta eterna conversa comigo próprio, o meu monólogo, aquilo que eu sou, no meu caminho, a minha vida. Mas sou o que sou em função do mundo, já o disse, o mundo que me envolve, as pessoas, tudo o que consigo interpretar. E, continuo com as mesmas sensações: por exemplo, sinto que, ao escrever, estou a arrancar algo de mim, sinto que estou a despender energias, energias essas que não voltam. Mas, não consigo deixar de o fazer nem consigo ter maiores forças para parar do que para continuar e sei que não faz outro sentido se não o fizer. Às vezes penso que só queria fazer isto, falar, falar sem parar, ser o melhor em alguma coisa, e já que não posso fazer noutras coisas, era falar, falar… vai tanto em mim… É como que se nos fosse permitido o uso de uma tanta energia todos os dias, e quer a usemos quer não ela se esvai, como se terminasse o prazo de validade no final de um dia, quando necessitamos de repousar. É-nos permitida outra quantidade de energia a seguir ao repouso, com o mesmo prazo de validade, mas a energia que vem tende a ser menor, pelo menos a partir de certa idade, o que não se aplica quando estamos a crescer, no primeiro quarto da nossa vida, em que parecemos conseguir cada vez mais energia à medida que o tempo passa. Primeiro sentimos a energia na massa corporal a fluir, depois temos que fazer uso da energia intelectual, para prosseguir à medida que a energia corporal diminui. Eu, pelo menos sinto que é assim. O tempo esvai-se tão rapidamente (!), ele que segue sem piedade, que não quer que o nosso ser se perpetue. E dói-me o coração à medida que gasto mais energia. Por vezes sinto-me tão fraco de gastar tanta em busca daquilo que o destino não quer deixar alcançar, daqueles sonhos que nascem com a gente, daquilo em que o nosso ser acreditou ser possível atingir naturalmente. As pessoas são tão estranhas, para mim. Acreditei profundamente nelas, mas a profundidade da filosofia revela-me que estamos mais sós do que algum dia poderemos imaginar, e que particularmente, eu, estando só com o meu espírito, neste meu eterno monólogo, de invenção de Deuses, de fé e esperança, só podemos apanhar as palavras e ideias de conforto que nos vão chegando, só podemos consumir este mundo em que habitamos como forma de conforto existencial. Tememos a morte quando temos tanto para usufruir, tememos aquilo que é natural, e no entanto, só conseguimos viver mais plenamente quando a desafiamos e a conseguimos fintar, e, quando sobrevivemos de um terramoto, por exemplo (o do Haiti a 12 de Janeiro de 2010), sentimos uma força a quem chamamos ‘Deus’ que nos salva porque sobrevivemos. Eu pergunto, e aqueles que morreram não foram salvos e não estarão em paz para todo o sempre? O resgate aparece-me como transversal e indiferente. Os que morreram jazem felizes para sempre porque a sua dor se foi para onde originalmente veio assim como a sua matéria corporal irá, e, os que sobrevivem, estão felizes porque continuam na dimensão em que acreditam, porque só sentem o que os sentidos lhes permitem sentir, o que vêem. Eu estou profundamente solidário e empático com tais pessoas em particular, e, no geral, com as que existem na face da terra, e desejava que, profundamente, elas sentissem a inteligência como eu a sinto, eu desejava que as pessoas no fundo não fossem destruidoras e fossem construtivas.
Continuo a ver a perfeição e a desejar atingi-la mesmo sabendo que nunca a irei atingir, porque sei que a perfeição é um estado passageiro que o homem capta e atinge em certos momentos demarcados no tempo com a sua memória mental e com outro tipo de meios, tantos outros que estão ao nosso alcance. Tento agarrar as perfeições criadas, a verdade das coisas, a essência da vida e de tudo o que consigo interpretar com o meu ser, e canso-me de extasiado prazer ao que alguns chamam loucura. Não uso drogas, apenas utilizo a energia que me é reservada a cada dia que passa, apenas uso a normalidade do meu ser para atingir tal êxtase, pena que não queiram que eu o partilhe, e como dizia outro, ‘eu sei bem do que estou a falar’.
E assim hoje regressei, neste monólogos mentais, a exposição do ser que em mim vai, a maneira como o pensamento se dá dentro de um ser, que acredito dar-se noutros seres, mesmo que eles, vós, tu não saibas que se dá. E assim me despeço mais um dia, a energia que me era permitida tende a esgotar-se. Voltarei concerteza, ainda terei caminho pela frente, ainda estarei longe da íngreme queda, quero acreditar nisso. Até sempre.
"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis".
Fernando Pessoa
Nascer e morrer, o princípio e o fim da vida, o princípio e o fim de um sistema, (formado por outros sistemas) que se forma exponencialmente para falir e colapsar (pode-se utilizar o termo) quando a sua estabilidade se torna inviável. A mudança é uma constante. Nunca somos os mesmos, dependendo da velocidade a que se dá essa mudança. Os sistemas vão tomando novos equilíbrios à passagem do tempo [que ninguém sabe quando começou ou quando irá acabar]. Nada é fixo ou imutável, dependendo da posição do observador, e essa mudança, que é lei universal, dá-se mais ou menos rápido, ou, mais ou menos lentamente, mas, nunca, coisa alguma, está parada. E é formidável e notável a nossa disposição mental para descobrir partículas que não se vêem, essa capacidade fantástica de imaginar e dar uma interpretação coerente àquilo que os nossos olhos não vislumbram a olho nu e que está fora da interpretação óbvia dos nossos sentidos, a capacidade de associar e formar ideias que se podem aplicar na matéria. É o que faz reger o nosso cérebro, a ‘Psique’ humana, esse conceito que está no âmbito da criação do Universo e da existência do conceito de ‘Deus’ e do conceito de ‘Tempo’ [e que me deixa antever a existência de uma ‘Consciência Universal’] que nos permite tal façanha. Acredito, por estas palavras e neste momento, segundo as ideias que tenho, que é no ‘Tempo’ que reside a resposta essencial da vida e da existência. A nossa visão [a visão (humana) que temos das coisas, que é influenciada ou que provêm dos saberes, da ciência, da técnica e do saber utilizar os recursos que a terra tem, entre muitos outros níveis e esquemas de percepção, que são as extensões dos nosso sentidos], ultrapassou limites imagináveis [quando nos baseávamos na realidade do que existia, descurando, ou, não tendo em conta factores e variáveis imensas que nos ultrapassavam]. A nossa ‘auto-visão’ de hoje, Novembro do ano de 2009, que já vem sendo implementada ao longo dos anos, é de que o homem é capaz de tudo e que tudo consegue resolver. Tenho para mim que, é essa é a ‘imagem ideológica suprema’ que se passa às pessoas e que faz mover os homens, esquecendo-se da sua finitude, logo à partida, como se tudo seja possível aos homens. É óbvio que, se a visão que se tem não fosse positiva e esperançosa, o homem não evoluiria e cairia no vazio da existência. Apenas questiono o excesso de confiança que se quer passar, que é contradito pelos inúmeros factos que vejo na vida que me é transmitida, e alem disso, sobretudo, que sinto em mim como sendo incoerente com tal ideal esperançoso, apesar de a generalidade da vida que me envolve ‘parecer’ estar cada vez melhor [admito que faz parte do meu carácter esta minha maneira moderada de ver as coisas]. A interactividade do homem continua a crescer de forma inesperada e imprevisível (do meu ponto de vista). A dimensão que tomou (a que chegou) tal interactividade humana [a intensidade de comunicação e relação entre os homens], assenta na sustentabilidade que permite que tal aconteça, a ideologia existente por um lado [de progresso e de paz - de uma maneira geral entre os homens], o desenvolvimento das infra-estruturas e dos meios de comunicação por outro, que significa e engloba também a capacidade de produzir em massa, tais meios de comunicação, para consumo intensivo do mundo humano, mundo humano esse que tão abertamente recebe tais meios que o fascinam. [E isto leva-me a outra ideia – um aparte - que é a de que, toda esta sustentabilidade radica no consumo cada vez maior de e energia que por sua vez se pode tornar insustentável se as fontes de energia utilizadas se esgotarem e se não se descobrir maneira de se utilizar outra fontes de energia.]
Assim acontecem as metamorfoses debaixo deste céu azul [aparentemente]. Desde a crisálida ao insecto, a mudança dá-se em determinado espaço de tempo, e esse tempo é o tempo da metamorfose desse ser. O homem é dos seres que vive mais tempo nesta terra, cheia de seres e de vida [por enquanto]. Mas, mais que a mudança que se dá no nosso físico humano (a nossa dimensão física) e na nossa fisiologia, fascina-me a mudança que se dá na nossa dimensão psíquica. A mudança pode ser de tal forma, pode dar-se tão completamente, que a isso lhe chamaria ‘metamorfose psíquica’, no verdadeiro sentido da palavra, porque acontecem mudanças completas [ou quase] no tempo de vida da pessoa, em que uma mentalidade dá origem a outra, e acredito mesmo que haja várias mudanças de mentalidade ao longo da vida, variando de ser humano para ser humano, dependendo do seu grau de apetência e/ou predisposição e/ou motivação e/ou ainda da pressão do ambiente para a mutabilidade mental, em relação a esse ser, para que mude. E constato que a pressão para a metamorfose mental, hoje em dia, é enorme.
Não sei para onde estou indo
Mas tenho a certeza onde estive
Esperando nas promessas e músicas de antigamente
E mudei de ideia
Não desperdiçarei mais tempo
Aqui vou eu outra vez
Aqui vou eu outra vez
Embora eu continue procurando uma resposta
Parece que eu não encontro o que procuro
Oh Senhor peço que me dês força para continuar
Porque sei o que significa
Caminhar na solitária rua dos sonhos
E aqui vou eu de novo sozinho
Descendo a única estrada que conheci
Como um nómada eu nasci para andar sozinho
Mas eu mudei de ideia
Não desperdiçarei mais tempo
Eu sou apenas mais um coração necessitando de salvação
Esperando pela doce caridade do amor
E vou aguentar pelo resto dos meus dias
Pois sei o que significa
Caminhar na solitária rua dos sonhos
Descendo a única estrada que conheci
Como um nómada eu nasci para andar sozinho
Mas eu mudei de ideia
Não desperdiçarei mais tempo
E aqui vou eu outra vez
Aqui vou eu outra vez
Aqui vou eu outra vez
[Guitarra Solo]
Porque sei o que significa
Caminhar na solitária rua dos sonhos
E aqui vou eu de novo sozinho
Descendo a única estrada que conheci
Como um nómada eu nasci para andar sozinho
Mas eu mudei de ideia
Não desperdiçarei mais tempo
Mas aqui vou eu de novo sozinho
Descendo a única estrada que conheci
Como um nómada eu nasci para andar sozinho
Porque sei o que significa
Caminhar na solitária rua dos sonhos
Descendo a única estrada que conheci
Como um nómada eu nasci para andar sozinho…
I don't know where I'm going
But I sure know where I've been
Hanging on the promises and songs of yesterday
And I've made up my mind
I ain't wasting no more time
Here I go again [2x]
Though I keep searching for an answer
I never seem to find what I'm looking for
Oh Lord I pray you give me strength to carry on
'Cause I know what it means
To walk along the lonely street of dreams
And here I go again on my own
Going down the only road I've ever known
Like a drifter I was born to walk alone
But I've made up my mind
I ain't wastin' no more time
I'm just another heart in need of rescue
Waiting on love's sweet charity
And I'm gonna hold on for the rest of my days
'Cause I know what it means
To walk along the lonely street of dreams
And here I go again on my own
Going down the only road I've ever known
Like a drifter I was born to walk alone
And I've made up my mind
I ain't wasting no more time
But here I go again
Here I go again [2x]
Here I go again
[Solo Guitar]
'Cause I know what it means
To walk along the lonely street of dreams
And here I go again on my own
Going down the only road I've ever known
Like a drifter I was born to walk alone
And I've made up my mind
I ain't wasting no more time
But here I go again on my own
Going down the only road I've ever known
Like a drifter I was born to walk alone
Cause I know what it means
To walk along the lonely street of dreams
And here I go again on my own
Going down the only road I've ever known
Like a drifter I was born to walk alone.....
Fonte da letra original: Internet
Tradução: Personalizada (baseada em várias fontes)
Link: www.youtube.com/watch
Versão original:
A batalha vai começar [já começou, algures, no tempo transacto]
Armas em punho. A batalha vai começar. A luta do bem contra o mal; a impenetrabilidade do entendimento; o escudo que é a compreensão; a maior, a relatividade de tudo. Tudo é bem, tudo é mal. A realidade é dura, aquilo que se sente é duro, essa é a realidade. O determinismo é imenso, mas a sorte pode ser outra. Liberdade, compreensão, até que ponto o entendimento pode interpenetrar as duas? Acho que ou há liberdade ou há compreensão, as duas são difíceis de coexistir. O que é o melhor? Liberdade ou compreensão? A prisão da compreensão ou a cegueira da liberdade? O conhecimento do mundo interior, a maquinação do mundo exterior. (...) A luta, essa difícil estabilidade do que quer contra o que não quer, os ideais
Há um mundo de gestos, de sons e de palavras, imagens. Incompreensíveis talvez, porque não vocabulares. Mas a força que imprimires há-de vencer o atrito. A semente que se cultiva é o fruto que se colhe. Os atritos... são imensos, como imenso é o universo. Estrelas que cintilam, planetas que brilham, vidas de lá que jamais se encontrarão cá. Um apagão. Um chamamento. Uma imposição, posso aceitar ou não.
Nota (longa) de rodapé:
[Liberdade vs compreensão: Eram ‘extremos do entendimento’ segundo o que me pareceu na altura que escrevi isto. Admito agora uma posição intermédia entre estes dois extremos. Queria eu dizer que a compreensão das coisas - que se relaciona com o conhecimento e a experiência de vida - 'aprisiona-nos', segundo o ponto de vista imediato que tive. Talvez eu quisesse ter dito, com isto tudo, que a compreensão nos aprisiona e nos tira a liberdade - mas agora digo que acho que isso pode ser superado e o que me parecia um extremo oposto pode tornar-se numa Liberdade 'ao quadrado'. O conhecimento está relacionado biunivocamente com a compreensão das coisas. No mundo de hoje, a informação é nos transmitida em quantidade incomensurável, havendo entropia nessa informação. Quando tendi a entrar nesse mundo de informação de uma maneira directa, mas gradualmente, sem ter esquemas para compreender toda essa informação que focalizava, entrei como que num ‘labirinto’, e há medida que ia conhecendo e compreendendo, era como que tivesse a sensação de que estava a perder a liberdade que tinha antes de tomar consciência desse conhecimento, e não via saída à vista. Todo esse manancial de informação era extremamente confuso para o meu entendimento, e ‘aprisionou-me’. Apareceu-me, nesse momento em que escrevi o texto em cima, essa dicotomia do entendimento entre liberdade e compreensão (conhecimento), como se o aumentar do segundo inibisse o primeiro, como que se fossem dois conceitos opostos, dois caminhos, e que, se se seguisse um caminho se estivesse a abdicar de outro sem poder voltar atrás. E atrás não se pode voltar, mas não poderia imaginar que esses caminhos se encontrariam novamente para se tornarem num só, e que surgiriam esquemas para interpretar toda a informação que posso entender segundo a (s) linguagem (ns) que compreendo. Mas a linguagem que ainda estou a desenvolver, a conhecer melhor, para compreender melhor essa dicotomia do entendimento que se fundiram num só em mim, é a linguagem universal. Pelo menos espero que assim o seja, e espero que futuramente o meu entendimento evolua, que o conhecimento e compreensão sejam sinónimos de liberdade e que estes conceitos se relacionem e não que se aniquilem.]
Entre brumas matinais eu caminho, na esperança de encontrar do lado de lá o esplendor da limpidez da liberdade. Caminho silencioso, perscrutando tudo à minha volta, tentando atrair a mim as energias positivas, que desejo que me envolvam e protejam neste mundo belissimamente horrível. Quantas palavras me ficam agarradas nas entranhas? Quanta absorção eu conseguirei mais aguentar sem deitar fora todos esta porcaria de informação que corre em mim? Tenho a certeza que os meus limites já foram ultrapassados faz muito tempo. Tanta limitação que me impuseram... a minha revolta é grande. Talvez eu seja um ser inadaptado ao ambiente que me rodeia. De que me adianta ser quem sou? Vantagens positivas? Tenho. Mas que isso me acarreta também consequências negativas também é verdade. Talvez eu me concentre demasiado nas consequências negativas, por vezes, e dai o meu mal. Quem é o culpado? Liberdade é essencial: Não estar dependente de ninguém enquanto pessoa saudável que se é, poder fazer o que se quer e não ter limitações; sentir-se bem por aquilo que se é, ser-se aceite como se é, não ser-se obrigado a mudar-se muito rapidamente; não desejar ser perfeito; não se conhecer demasiado é essencial para se ter liberdade, não conhecer os defeitos próprios é caminho para seguir em frente sem vacilar, é estar sob influência de variáveis que nos ultrapassam e não termos consciência disso, e isso é estarmos em sintonia com o mundo de modo inconsciente; Liberdade é escolher entre duas opções que se gosta, uma delas e não sentir-se mal por não ter escolhido a outra; Liberdade é estar calmo com a vida sabendo que tudo vai ser breve; Liberdade é poder deixar fluir as emoções; Liberdade é poder ir navegar no Universo se tivermos meios para isso; Liberdade é poder fazer o que se quer sem restrições. Mas a Liberdade existirá apenas nos momentos em que não sentimos os limites e as restrições. A Liberdade é então um conceito volátil. Somos livres enquanto, apesar de as restrições existirem, não tivermos consciência delas. A liberdade existe em momentos que podem durar mais ou menos tempo. A Liberdade é uma luta constante contra as imposições que os outros nos tentam impingir. Liberdade pode significar dominar o outro e não deixar ser-se dominado. Mas esse domínio do outro deixa de significar ‘Liberdade’ quando a consciência moral, talvez infligida pela religião, nos diz que «Os homens são nossos irmãos» e «devemos fazer aos outros aquilo que gostávamos que nos fizessem a nós». Aí sentimos culpa ao dominar, pelo que não há Liberdade e seremos dominados por aqueles que não têm consciência moral. Eu quero ser Livre, portanto não quero ser dominado, quero fluir com os seres e com o Universo.
E o que disse tá dito. Assim são alguns que não eu. Sinto-me esgotado, a força da vida não me acompanha. Recordações, memórias surgem na minha mente como se já tivesse vivido o que tinha para viver, como se fosse velho, mas continuo a viver. Senti o que muitos outros sentiram, sinto o que muitos outros sentem, sinto de mais, sinto por muitos, claro que não por todos. Possa eu por em prática a minha maneira de ser e eu seria o homem mais poderoso do planeta. Forte e livre! A minha liberdade acima da dos outros! Mas não tenho fôlego sequer. Não perca eu a razão, a fé, a esperança que ainda me resta! A esperança de que um dia ainda serei realmente livre, e vejo que quando olhar para trás eu verei que fui realmente livre, fui grande em pensamentos. O caminho de Deus versus o caminho do homem, qual? Meu Deus como sou tão fraco, porque aparento ser forte? Porque me rotulam? Porque não expresso os meus sentimentos? Porque não me é permitido falar? Porque eu não me permito falar? Estou away, estou fora, estou desligado, estou queimado. Quero renascer, quero ser grande e forte, saber o que estou a dizer, saber o que estou a fazer. Não posso mudar o mundo, acho que nem a mim posso mudar quanto mais. Dá ao slide, foge, desvia-te. O homem, o homem, condenado à perdição, à destruição, eu condenado com os meus pensamentos que desfazem as ilusões.
Vamos mudar o discurso. Tudo é tão bonito lá fora, lá fora assim como dentro de nós. O homem é um ser condenado a ser feliz, assim porque eles são todos iguais, feitos de carne e osso. No meu pensamento só ocorrem coisas bonitas, tudo corre sem stress e sinto-me um ser perfeito. Porque falam tão bem de mim? Sinto-me tão vivaz que aposto que vou viver duzentos anos (200). Porque tenho que eu falar sempre de coisas boas, não havendo um problema que me atormente? Porque tenho eu tantos amigos, tantos que eu não sei com quem hei – de estar em cada dia da minha vida. Tudo vai de vento em popa, não há nada com que me preocupar. Compreendo todos os homens do mundo porque “quem vê o seu povo vê o mundo todo”. Só consigo imaginar em como as pessoas são alegres e divertidas, como todos são tão inteligentes e vão construir um mundo melhor, e essa é que é a realidade. Custa tanto dizer as boas verdades da vida, que até desejava que houvesse coisas más. Na verdade quero ir para onde as ruas não têm nome. Na verdade tudo o que eu digo é condicionado por variáveis incontáveis que me ultrapassam longemente. Na verdade e somente na verdade eu me baseio, e a verdade é que há verdades que me satisfazem. A verdade que encontro a cada dia que passa. Sou feliz com a mudança. Não me quero ver de fora, quero ver-me de dentro para fora. Cada vez sou menos condicionado, e isso dá-me ânimo.
Fluíres incertos
Em Dias ensolarados, caminho sem destino visível
Nos claros momentos. No Pensamento inflexível
Acho-me instável, num segundo, descobertos,
É formidável, este fluíres incertos!
Já repetidos, batem à porta fortemente,
Destinos estampados, surgem dolentemente
Assim é a minha mente, cheia de ruídos
Talvez adivinhem a corrente, de ideais desmedidos
Nas antíteses das palavras, confundindo a lógica,
Há nas imensas filosofias, um insondável Poeta,
Que descobre, que desvenda, impensáveis ideias
Neste mundo de loucura, de ininteligíveis palavras.
Há um universo de surdos, onde a imagem é tudo,
Paira um som mudo, onde as palavras são ecos abafados.
O lugar dos sentimentos, foi severamente preenchido,
Pelo dinheiro mal dividido, pelo vazio dos sentidos.
Gritos chamam a atenção, Pessoas olham e não vêem.
Aqueles que lêem na alma a provação
De uma emoção, daqueles que orgulhosamente vêm
Sem, sequer, terem a inteligência da imaginação
Difusos os olhares, alternam com ritmo próprio,
num mar profundo e sombrio. Sem isso notares,
como se partir fosses, o âmago sente um calafrio.
Em tua presença, um arrepio, talvez de saudades.
E agora vou sintetizar, aquilo que disse, sem sentido.
Há um caminho percorrido, sons lindos, nele, a pairar
Há assuntos não desenvolvidos, mas que te fazem pensar
Talvez o fim seja brincar, exprimindo sentimentos doídos.
. A inteligência é uma form...
. O valor das coisas - Fern...
. A batalha vai começar [Li...
. E o que disse tá dito [ex...
. Fluíres incertos [Ensaio ...